Filmes e novelas que utilizam jogos em suas tramas - Elaine Gaspareto- Dicas para blogs e inspirações para a vida

Filmes e novelas que utilizam jogos em suas tramas

Publicado em 17/02/2021

Você sabe o que filmes como Casino Royale, 11 homens e um segredo, Rain man, Casablanca e as novelas A dona do pedaço, A força do querer e Órfãos da terra têm em comum?

Assim, à primeira vista, parece que nada, né?

Mas pense mais um pouco...

Se você pensou em apostas esportivas ou pensou em jogos de cassino, acertou em cheio!


Tanto os filmes quanto as novelas têm tramas ou subtramas que se passam em casa de apostas ou possuem personagens ligados ao mundo das apostas e jogos de loteria ou jogos de cassino.

Hollywood, aliás, tem verdadeira fascinação por enredos de cassinos. 

Assim de cabeça, sem pensar muito, a gente consegue lembrar de Casino (Joe Pesci, De Niro e Sheron Stone maravilhosa, ganhando o Oscar aliás), Quebrando a banca, Casablanca, O apostador, Jogo duro, Jogo de amor em Las Vegas, Se beber não case, A grande jogada, Bugsy, e por aí vai.

E o cinema asiático segue a mesma onda: Casino Tycoon tá aí na Netflix pra mostrar que Macau é mesmo a Las Vegas do oriente...

São dezenas de filmes, desde grandes clássicos até os menos importantes e/ou conhecidos.


Nos filmes o jogo aparece, na maioria das vezes, como elemento de glamour e elegância (caso de Casablanca, por exemplo), ou ainda de emoção e adrenalina (11 homens e 1 segredo, pode entrar).

Também aparece como motivo de comemoração e diversão ensandecida.... ou seja: quase sempre de modo positivo e divertido. Raramente apresenta problemas decorrentes do jogo como vício.

Há exceções, claro. Mas o mais comum é essa abordagem mais glamourosa e divertida.


Nas novelas brasileiras, porém, o enfoque é outro.

Via de regra somos apresentados a personagens problemáticos, com alto grau de sociopatia (Régis, de A dona do pedaço), ou personagens tão viciados que a diversão do jogo não pode nem ser vislumbrada (caso da Silvana de A força do querer).

Em Órfãos da terra o jogo em um cassino clandestino fez Miguel comprometer a si próprio, ao patrimônio da família e até a segurança do próprio neto. Deu muito ruim para o personagem de Paulo Betti.


Assim como dava muito ruim para Américo, o personagem vivido por Felipe Camargo em Espelho da vida: perdia tudo no poker, e isso ainda era gatilho para o alcoolismo.

Em Joia rara o personagem de Reginaldo Faria perdia a filha no jogo... tenso, hein?

Ou seja... 

Enfoques muito diferentes, né? Os filmes e as novelas.

Sempre me pergunto o motivo de ser assim.


Por que no Brasil, em geral, apostas esportivas e casa de apostas são mostradas nas novelas como parte de algo complicado e doloroso e em filmes de Hollywood isso, via de regra, ter outra abordagem?

Talvez tenha a ver com o fato de que, no Brasil, cassinos sejam proibidos e jogos de azar também. Daí, na teledramaturgia, o jogo não ter nuance alguma, só negatividade.

Ou (e isso me parece mais provável) tenha a ver com nossa cultura. Jogo, aqui no Brasil, sempre foi meio "escondidinho", feito na "encolha" como dizemos aqui no interior.


Vide o jogo do bicho. Que toda cidade tem, até as minúsculas como a minha... todo mundo conhece um apontador de jogo do bicho, todo mundo joga. Mas bem quietinho.

O que é, claro, uma contradição porque você certamente já viu as filas gigantescas nas lotéricas em dia de Mega-sena acumulada, né?

Temos, claro, um fascínio por jogos. As loterias estão aí pra provar: lotomania, mega-sena, lotofácil, loteria esportiva, etc...

Até Big Brother tem bolão de apostas, seja informalmente como no Twitter por exemplo ou em casa de apostas, sabia? Apostas online, sim!

Apostas online nos resultados de Futebol? Tem também. 

Aliás o futebol foi um dos esportes que primeiro aproveitaram a onda das apostas online em sites como o bet365 por exemplo.

Loteria esportiva fez escola e agora dá pra apostar no seu time com muito mais sofisticação.

O mundo... ele evolui em quase tudo, não é mesmo? .


Claramente uma imensa parcela dos brasileiros gosta de jogos, tanto os oficiais quanto os não-oficiais.

Seria interessante ver a arte (nas novelas) imitar a vida... Afinal a verdade está aí: brasileiro joga, gosta, e nem sempre é um drama de vício e dor...

Sim... porque eu penso que o problema não está nos jogos em si mas no descontrole.

Como também dizemos aqui no interior: tudo que é demais, é sobra...

Serve para jogos de qualquer tipo (desde o dominó na praça até as apostas esportivas) e serve para a vida.

Não é?




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