Vende-se este futuro- E se a gente pudesse viajar no tempo? - * Blog Elaine Gaspareto *

Vende-se este futuro- E se a gente pudesse viajar no tempo?

Publicado em 25/10/2018

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A tecnologia da viagem no tempo foi inventada por acaso, por Rodolfo Fentz, em meados de 2097. Com a tecnologia já mundialmente patenteada ele criou, ao lado do sócio e amigo Felipe Santos, a empresa Déjà Vu, que comercializa um produto único e extremamente desejado: a possibilidade de viajar no tempo!
No começo a empresa oferecia ao cliente a possibilidade de viajar ao passado para, por exemplo, corrigir erros, mudar acontecimentos, salvar parentes, etc...

Mas descobriram, com o tempo, que esses tours pelo passado causavam um efeito colateral muito perigoso: o caos temporal, que é uma sucessão de eventos que poderiam deixar de ou passar a existir na nova realidade causada pelas mudanças feitas no passado.
Depois de várias pesquisas descobriram que o caos temporal poderia ser minimizado e até controlado se a pessoa viajasse do passado para o futuro, apenas.

Assim, a empresa mudou o paradigma dessas viagens, e passou a oferecer o serviço de fazer com que o cliente desaparece de sua própria vida. Sim, isso mesmo:o contratante é levado do passado para qualquer lugar e época no futuro, deixando para trás a vida que não deseja mais.
E é justamente esse serviço de desaparecer da própria vida que Charles Chaplin contrata, através de um agente do tempo, lá em 1926. E é aí que as coisas se complicam para a agente Beatriz Prata, encarregada de viajar com Chaplin para 1968, a data escolhida por ele.

Duvida da presença de Beatriz em 1926?
Pois então faça uma busca agora no Google por "viajante do tempo Charles Chaplin" e você a verá, falando ao celular, numa cena rápida captada por acidente, no filme O circo, que Chaplin rodava naquele ano.


Aposto que, nesse momento, você está se perguntando de que raios eu estou falando, né?
Calma, eu já explico!

Toda a introdução desse post é o ponto de partida do delicioso Vende-se este futuro, livro de estreia do escritor paulista Bruno Miquelino.
Recebi o livro do próprio autor e (depois de muito tempo pois vida corrida) trago esta postagem para te mostrar um pouco da obra, contar minhas impressões e principalmente para te dizer: leia!
Mas antes, veja a sinopse oficial de Vende-se este futuro:

Pegue seu celular, abra o aplicativo do YouTube e procure por """"viajante do tempo Charles Chaplin"""". Você na certa encontrará uma enxurrada de vídeos mostrando uma mulher vestindo chapéu e casaco pretos, nos bastidores do filme O Circo, falando ao celular em plena década de 1920! O que esses vídeos não vão lhe dizer, entretanto, é que essa mulher é Beatriz Prata, e ela trabalha para uma empresa chamada Déjà Vu, cujo principal serviço é transportar pessoas do passado para o futuro, para que elas adquiram outra identidade, longe dos holofotes, da polícia, de seus problemas, enfim, do que for. Beatriz só precisava levar o grande Charles Chaplin para o futuro, mas inúmeras coisas dão errado e ela se vê presa no início do século XX, sem ter como voltar para os tempos modernos. Este livro é o registro que vai pulverizar as teorias da conspiração de vez, com um enredo de mistério, perseguição e aventura. Prepare-se para viajar com Beatriz!

Agora deixa eu te falar o que eu achei do livro.
Como você provavelmente já deve ter percebido eu não sou blogueira literária, então eu não me atrevo a fazer resenha literária pelo simples motivo de que não me sinto capacitada para tal.
Então, o que segue são apenas impressões pessoais, de uma pessoa que leu o livro de 220 páginas em pouco menos de 2 horas.

Sabe aquele livro fácil de ler, que te prende e que você vai virando as páginas sem nem sentir?
Então, Vende-se este futuro é assim.
A leitura é leve, ágil, interessante, tem plot twist, tem clifhanger (nossa, quanto termo geek, Elaine!), tem vilões (sim, no plural pois no futuro também tem vilão, ô se tem!) e tem Beatriz, que nem vou chamar de mocinha porque é um mulherão, mocinha não a descreve...

A heroína é daquelas personagens badass, sabe? Corajosa, esperta, inteligente e não-chata.
Sim, porque de vez em quando a gente topa com umas protagonistas chatinhas, né?
Mas Beatriz não é chata, é esperta e interessante. Tem romance, mas o romance não a define nem a limita. O que a define é ela mesma.
Divertida, esperta, inteligente e interessante.
Vende-se este futuro tá bem de protagonista, né?
A personagem é interessante, a construção do enredo é interessante, e também é interessante a construção do ambiente. Vai dizer que nunca imaginaste o futuro? Ano dois mil cento e muitos? Interessante, né?

Mas nada é mais interessante, pra mim, do que viajar na teoria da conspiração.
Quer uma amostra? Segura que tem uns leves spoilers, se não quiser ler não aperte o botão, a gente se vê no próximo parágrafo!


Elvis Presley morreu? Mesmo? E se, na verdade, ele contratou um serviço de desaparecimento da própria vida e foi passar os seus dias em completo anonimato?
E Getúlio Vargas? Nunca te pareceu estranho que ele desse um tiro no peito?
Sério, o cara era o Vargas! E se, ao invés de ter se matado ele simplesmente decidiu sair, não da vida, mas do Palácio do Catete e ir viver, anonimo e livre, em algum lugar tipo na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina?
E Amy? E Michael?
E o doutor Ulisses, já pensou?
Eu? Penso muito rsrsrs

Considerações técnicas:
O livro é bem diagramado, é dividido em capítulos com um pequeno trecho explicativo de cada capítulo. Isso é muito útil porque a narrativa alterna épocas e lugares.
Como eu disse acima a escrita do Bruno é simples, clara, sem floreios e muito atual.
Na orelha do livro tem uma pequena biografia do autor e o meu exemplar veio autografado e com dedicatória (é muito mimo, né?):


Fiquei o tempo todo pensando que Vende-se este futuro daria um roteiro de série, cada episódio um contrato novo, um personagem histórico diferente.
Seria bem possível, nos moldes de Timeless, ou da espanhola O Ministério do tempo.
Sim, eu sou muito apaixonada pela temática viagem no tempo. Doctor Who... até Legends of tomorrow (me julgue)...
Então, é claro que eu amei Vende-se este futuro.
Como eu disse no começo: se tiver a chance, leia!

Um comentário final que quero acrescentar é sobre Atena.
Ela (?) é a inteligência artificial que comanda tudo na casa de Beatriz. Ela faz compras pela internet, ela organiza a casa, ela ouve a dona da casa como uma amiga faria, ela é calma e centrada.
Eu quero uma Atena. Quero dicunforça pois vida corrida precisa de uma Atena.

Serviço:

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