As besteiras que a gente fala - * Blog Elaine Gaspareto *

As besteiras que a gente fala

Publicado em 29/07/2018

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As besteiras que a gente fala
Anos atrás eu trabalhei em uma fábrica de calçados na qual permaneci por quase 15 anos. Só saí quando ela fechou, embora antes disso tenha passado temporadas trabalhando em casa, voltado ao chão de fábrica, vindo pra casa de novo....
Mas, dentro da fábrica mesmo, cumprindo horário, funcionária registrada, foram quase 8 anos, e nesse período eu tive alguns atritos com um dos patrões e especialmente com o gerente (a quem, aliás, eu sempre admirei e hoje gosto muito).

Ele, o gerente, era linha dura, a fama dele até hoje é conhecida na cidade, só durava na fábrica quem se adaptava. Melhor chefe, exigente e que capacitava os melhores profissionais.
Eu me adaptei, a gente se dava bem mas de vez em quando rolavam umas tretas... Eram os anos 1990, eu era muito jovem e falava muita bobagem sem pensar, sem medir.

Um dia, no meio de uma discussão porque ele havia gritado comigo (ele gritava com todo mundo, mas dizia que era o jeito normal de falar dele) eu soltei:
"O dia que eu fechar o portão dessa porcaria de fábrica pela última vez vai ser o dia mais feliz da minha vida, e aí eu nunca mais vou precisar olhar pra sua cara e nem ouvir seus gritos"
A fábrica ia mal, de fato fecharia as portas algum tempo depois.  E muita gente boa perderia o emprego...
E sim, eu fui um dos 5 últimos funcionários que fecharam as portas e apagaram a luz. E não, não foi o dia mais feliz da minha vida, ao contrário.
Foi dos mais tristes porque eu amava aquilo lá, e ver morrer foi muito triste.

Fiquei pensando nisso hoje... em como a gente fala bobagens de vez em quando na vida.
Eu tenho a benção (ou maldição) de relembrar em detalhes momentos inteiros, ocorridos décadas atrás. Falas que ouvi e outras que proferi, e que nunca esqueço.
E, em muitos casos, sinto vergonha e/ou arrependimento. Quando reolho momentos e situações assim percebo que eu poderia ter feito diferente, ter falado diferente, ter ficado sem falar e sem emitir uma opinião que, no fundo, não faria falta pra ninguém...

Falar no calor do momento, falar sem conhecer todas as nuances e todas as variantes, "cravar" uma opinião sem ter calçado os sapatos de quem trilhou aquele caminho... em geral sai besteira de falas assim. No meu caso, pelo menos, sempre que falo sem parar pra pensar o resultado não é bom.

Fica a lição: mesmo no calor do momento meça suas palavras.
Acredite, a gente se sente melhor quando, anos depois, olhar pra trás e não pensar: "putz, como fui besta"...
Não é?

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3 comentários:

  1. Verdade! Quantas vezes perdemis a cabeça e destrambelhamos e nao medimos palavras... Beli post! Bjs chica

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  2. Elaine, as palavras são perigosas mesmo, podemos até nos retratar, mas o estrago, principalmente quando é emocional é um peso a carregar sabe-se lá até quando... Eu me policio muito porque sou de falar o que penso e nem sempre a gente interpreta algo como realmente a pessoa intencionou dizer ou fazer.
    Adorei o Reolhar, abraço!

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  3. Aff, falar besteira é uma coisa presente em todos nós e quando nos damos conta, a besteira tem saído e, muitas vezes, o estrago é feio. Já falei demais e hoje me policio para não cometer nenhuma besteira por meio da fala.
    Beijos!

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