A abundância em que vivemos eu e você- Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão - * Blog Elaine Gaspareto *

A abundância em que vivemos eu e você- Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão

em 24/06/2017


Tempos atrás eu li algo no blog Gosto disto!, da +Betty Gaeta, que me fez pensar:
Não vou (a um churrasco) pela carne ou qualquer outra comida, afinal, sou como a maioria das pessoas: estou enfarada de comida e como por pura gula, não sei o que é fome desde o dia em que nasci.
No texto a Betty fala do vegetarianismo (ela é vegetariana) e todo o post é muito interessante, mas a frase final da citação que destaquei ficou comigo desde que a li. Estou faz horas procurando o post onde ela está para citar... sabe quando você lembra da frase mas não lembra do post? Mas achei, é este que linkei no comecinho.

Não sei o que é fome desde que nasci...
Tanto dentro quanto fora do contexto do post da Betty eu fico pensando muito nessa frase, e especialmente hoje eu pensei nela...
Explico: estava arrumando as coisas aqui de casa, compramos uma comoda nova pra acomodar melhor roupas de cama e me vi pensando em como tenho fartura e abundância nessa vida. Tenho, hoje em dia, tudo o que preciso, talvez tenha mais do que deveria...

Está frio aqui onde moro, e embora seja cidade pequena sei que há gente com frio nessas noites frias. Há gente pobre de verdade em qualquer lugar, né? E não só pessoas, mas todo ser vivo...
Sei, por exemplo, que os cãezinhos do canil da Apasfa precisam de cobertores... sei que as protetoras independentes estão recolhendo cobertas para os cães  que vivem na rua e que passam frio.

De vez em quando aparece algum caminhante na cidade, e me aperta o coração vê-los dormindo nas calçadas, gente para quem falta tudo.
Estão na rua mas não são de rua, ninguém é. Nem os andarilhos, nem os peludinhos. Todo mundo merece uma casa, uma cama, um cobertor...
Fico pensando nisso...

Eu já fui muito mais pobre do que sou hoje, quem acompanha o blog há mais tempo e me conhece um pouco sabe disso.
Venho de família bem pobre mesmo, mas nunca passei fome. Aperto, sim, fome nunca, nem sei o que é isso. A frase da Betty me representa.
Também nunca passei necessidade no frio, eram cobertas e agasalhos ganhados na prefeitura, em igreja, de conhecidos, na assistência social das usinas onde meu pai trabalhou, mas nunca passei frio, o frio da necessidade.
Por isso sou grata, do fundo do coração.

Sou grata por não saber o que é a necessidade extrema, porque em cada momento da vida sempre fui amparada, de um jeito ou de outro.
E a gente sabe muito bem que há milhares de pessoas nesse país que não podem dizer o mesmo. Há irmãos nossos, gente como a gente, que não sabe se vai comer hoje, ou se vai congelar de frio deitado debaixo de alguma marquise...

E no mundo, então? Quando penso nas pessoas deixando suas casas pra fugir de zonas de guerra, deixando pra trás suas coisas, sua vida... seu cobertor, seu sapato, sua caneca preferida... a foto querida...
São coisas? Sim, mas nossas coisas também fazem parte da nossa vida... fazem parte do que nos torna humanos...
Sou grata por tudo que tenho, pelo cobertor quentinho, pela caneca de chá, pelo calçado, pela roupa, pelo enfeite que alegra a casa... isso é viver com fartura, e por isso sou grata.

Sim, eu e muito provavelmente você que me lê nesse momento, somos pessoas que vivemos na abundância, na fartura. Temos tudo o que realmente importa, e temos com sobra.
Duvida?
Olhe à sua volta... onde está sentado, o que está vestindo, o que vai comer hoje, o cobertor que vai te cobrir se estiver com frio... a roupa que te protege, as coisas que te auxiliam a ser quem és...
Reconhece a abundância, identifica o quão agraciados nós somos?
Gratidão...

Venha participar com a gente da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão!
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10 comentários:

  1. Gostei da frase da Betty e compartilho do teu sentimento. Andando pelas ruas de Copacabana, a gente vê que tem uma quantidade enorme de pessoas vivendo nas calçadas. Muitos têm casa, mas não têm o dinheiro das passagens para ir e vir todos os dias, moram longe, buscam emprego ou trabalham por aqui. No frio, tudo parece mais triste. A gente precisa ser solidária.
    Beijoooo

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  2. Lindo post e realmente temos que saber ser gratos pelo que temos. Quando olhamos para nosso redor percebemos o quanto falta de tudo pra tantos e até no quesito educação!

    Bela gratidão! Lindo fds! bjs, chica

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  3. Pensei tanto nisso, nesta semana muito fria.
    E ao vir aqui, me deparo com esta postagem. Parece que fui eu quem escreveu.
    Vou participar da BC hoje.
    blogjoturquezzamundial
    blogaustraliacomcappuccino
    Beijos.

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  4. Realmente eu tenho muito a agradecer
    ,pois tenho meus filhos.netos meu marido parentes e graças a Deus temos uma vida de abundância
    .

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  5. Olá Elaine. Sempre tive tudo na vida e sou grata por isso. Mas com a idade, noto que cada vez compro menos. Não preciso de muito e quando doo o que não preciso e não adquiro para repôr no lugar, me sinto mais leve. Parece que um dia, quando eu me for, quem ficar não precisará ter tanto trabalho em limpar minha casa e em jogar as coisas fora. Hoje, comprei um maiô, afinal começou o verão europeu. Não comprava um maiô há anos! mais de 5, penso eu, pelo menos!E pensei: este vai durar mais uns 10 anos! Cada vez quero aprender mais a viver com menos! Beijo e continuek Elaine, nos inspirando e nos levando à reflexão com seus textos.

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  6. Oi Elaine,

    É verdade, também nunca passei fome, desde que nasci.
    Meu pai passou fome! Ele nasceu em uma família muito humilde, recém chegada da Itália, eram em muitos irmãos, passou muitas necessidades, inclusive fome. Minha mãe já era de uma família tradicional, começou a trabalhar cedo por opção, porque era uma mulher à frente do seu tempo e não pensava em casar, mas não lhe faltava o essencial.
    Quando eu nasci, a situação financeira dos meus pais era razoável, nunca passei necessidades, muito menos fome.

    Há poucos dias eu passei por uma situação delicada: quando fui para a Índia, fiz muitas amizades, com pessoas pobres e outras em melhores condições. E, conversando com um amigo pobre, de uma cidadezinha do interior do interior da Índia, que me contava que estava bem desanimado com a vida e que a situação tinha piorado porque um vizinho havia cometido suicídio porque estava desempregado e sem condições de trazer alimentos para a família, com um bebê recém nascido.
    Na hora, sem pensar muito, eu falei: mas ele foi fraco, a família dele vai ficar ainda pior, a morte dele não vai trazer comida para a mesa e a esposa com o filho recém nascido, o que vai ser dela?
    Aí este meu amigo me disse: é fácil você dizer isso, não te falta nada, mas eu via o desespero do meu vizinho cada vez que o bebê chorava de fome. Ele não aguentou ver tanto sofrimento.

    Pois é, que coisa triste! Aí fiquei imaginando o quanto desesperado não estava este pai, que não aguentou ver a família passar fome, o bebê chorando. Realmente não se trata de fraqueza, foi um ato desesperado de um pai que se viu incapaz de alimentar sua própria família.

    Não consigo sequer imaginar o tamanho do desespero daquele pai, que também devia estar com fome, talvez por isso, nem conseguiu pensar em outra solução.

    Meu Deus, como sou grata por tudo o que tenho!

    Beijos,
    Ana

    *Este comentário até rendia um post sobre gratidão...

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  7. Oi Elaine, voltando para dizer que já postei minha "gratidão".
    Visito os blogs das participantes, mas tem dois que não consegui comentar.
    blogjoturquezzamundial
    blogaustraliacomcappuccino
    Beijos.

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  8. Como não ser grata? Penso exatamente como você, nada a reclamar, tudo a agradecer.
    Beijos!

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  9. Elaine:
    Verdade as vezes me pego pensando que tenho além daquilo que imaginei ter um dia.
    E para esses desafortunados muita prece para que sejam iluminados que possam ter nem que seja uma sopa quentinha e um cobertor para aquecer suas noites.
    beijocas

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  10. Aos 39 anos passei fome. Foi o deserto. Desde então comecei a ver abundância em tudo. Hoje deixando minha casa minimalista vejo o qto valeu a pena . tudo tem um porque, só basta um novo olhar

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