Sobre pessoas que cruzam o caminho da gente-Blogagem coletiva #52semanasdegratidão - * Blog Elaine Gaspareto *

Sobre pessoas que cruzam o caminho da gente-Blogagem coletiva #52semanasdegratidão

em 01/04/2017

Sobre pessoas que cruzam o caminho da gente-Blogagem coletiva #52semanasdegratidão

Você já parou para pensar nas pessoas com as quais a gente cruza pela vida afora?
Não falo dos conhecidos, mas daquelas pessoas que a gente vê uma vez e depois, provavelmente, nunca mais verá.
Já pensou nisso? Em como uma interação única pode marcar a gente?
Vou te contar algo que aconteceu comigo, numa dessas infinitas idas ao hospital para as coisas do meu marido.

Como você que acompanha meu blog talvez já saiba eu, nos últimos tempos, passo mais tempo fora do que dentro de casa. E isso é bem extenuante.
E no hospital, quem conhece lá sabe, tudo é longe. Comprar água é longe, e o sol quente do meio do dia não ameniza.
Ir uma vez a gente vai, mas na terceira vez que preciso andar, seja dentro ou seja fora do prédio, é com muita dor.

É que, além do cansaço normal dos dias e do excesso de peso que não ajuda em nada (bem ao contrário) eu tenho fascite plantar. Não sabe o que é? Veja aqui um resuminho do que é a fascite plantar.
Em poucas palavras é uma inflamação nos pés que causa dor intensa. E ao caminhar bota intensa nisso, é andar sobre lâminas de fogo.
Pois bem.

Num desses dias eu precisei ir comprar água e já tinha andado muito, e a dor estava forte.
Faltava uns 100 metros pra chegar na lanchonete e eu desabei. Não dei conta de dar mais um passo. Sentei num banco e chorei. Sério, eu chorei de soluçar. Chorei o cansaço, a dor, a frustração.
Sinto muita vergonha em dizer isso, mas é a verdade. Chorei... Sozinha.
Até que uma mulher, mais ou menos da minha idade, parou e sentou do meu lado. Eu, pra meu espanto e vergonha, não conseguia parar de chorar. Foi triste, foi constrangedor.

Ela esperou um pouco e me perguntou o que houve.
As palavras não saíam direito, e ao mesmo tempo saíam todas juntas. Falei, meio não falando, que ia comprar água, que não consegui chegar, que estava com dor, que marido estava lá dentro e ia ficar preocupado...
Ela perguntou se era só água, levantou, foi comprar a água (e trouxe suco também) e me ajudou a caminhar até lá dentro de novo, andou comigo, me ajudando como a gente vê os acompanhantes fazerem.
Ninguém estranhou, parecia que a doente era eu.
Marido estava na terapia, nem viu eu chegar amparada por uma pessoa estranha.
Ela me deixou onde eu esperava por ele e foi embora.

Eu não sei o nome dela, não sei se era paciente, acompanhante... não sei onde mora, não sei nada, provavelmente nunca mais vou ver.
Mas naquele dia ela fez algo bom pra mim, me ajudou sem nunca ter me visto.
Fiquei pensando nisso desde então. Em como as pessoas podem nos tocar, e em como a gente pode tocar as pessoas.

Eu não sou a mais simpática e dada das criaturas. Sou reservada, não sou de puxar conversa nas filas, não sou muito sociável. Não gosto de atrapalhar, evito ficar no caminho de alguém, sou daquelas pessoas que prefere passar despercebida, sabe como é?
Mas nesse dia alguém ter me visto foi um motivo de gratidão imenso porque eu estava me sentindo triste, cansada, a dor faz isso, o desânimo também.
Foi ruim chorar daquele jeito, como se o mundo fosse acabar... mas na hora foi impossível controlar.
E receber ajuda de alguém que nunca tinha me visto na vida foi dolorido, foi libertador, me fez sentir humildade... e num momento ruim encheu meu coração de gratidão...

Que eu possa aprender isso pra vida: ser ajuda, sem julgar e sem cobrar explicação, sempre que alguém ao alcance dos meus olhos vier a precisar...
Meu coração se sente grato pelo aprendizado... e pela pessoa que fez diferença naquele dia, naquela situação...


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7 comentários:

  1. Olá Elaine!
    A vida é assim. Podemos até achar que é ingrato e desumano, na verdade existe muita gente boa por aí, dispostas a estender a mão sem exigir nada em troca e sem ao menos nos conhecer.
    E como elas nos transmite sentimentos bons!
    Grande abraço!

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  2. Boa noite, querida Elaine!
    Sei como se sente, nesta semana quase uivei de dor na coluna... uma coisa horrível mas só temos que agradecer pois têm dores muito maiores do que a nossa...
    Melhoras sempre!
    Bjm muito fraterno

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  3. Eu tb tenho esse problema no meu pé (é esporão, não é isso?) e sei bem qdo vc relata as distâncias nesses hospitais grandes, qdo meu filho quebrou o braço em fevereiro era um pesadelo ir na lanchonete, portaria etc, tudo mto longe.
    As vezes Deus põe anjos anônimos em nossas vidas.
    Com certeza Ele mostrou a esta mulher que vc precisava de auxílio.
    Mas tb é mto bom qdo somos o anjo na vida de alguém, vc vai ter oportunidade de retribuir o bem que ela lhe fez, mesmo que seja com outra pessoa.
    Que seus dias difíceis sejam breves e que dias de glória venham logo.
    Bjs

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  4. Elaine
    Pessoas surgem de onde menos esperamos e ainda bem!
    beijocas

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  5. Tenho andado um pouco afastada, e ao ler este post apercebo-me que o marido está novamente com surto.
    Que pena que a medicação ainda não tenha conseguido controlá-los. É um sofrimento para os dois.
    Quanto às pessoas que se cruzam uma vez na vida connosco e nos ajudam, a minha avó dizia que Deus nunca nos deixava para trás quando os nossos ombros já não podiam com a cruz. Mandava sempre um anjo para nos ajudar.
    Um abraço Elaine. E que esse surto passe logo.

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  6. Bah, que bom que surgem pessoas assim nos caminhos e essa pra ti fez um grande bem e diferença. E desabar é normal, diante do cansaço de tudo e tantas coisas! Fica bem! Bela gratidão aqui! bjs,chica

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  7. Que linda história, Elaine! Lindo motivo para sentir gratidão. Eu acredito que Deus coloca esses anjos em nosso caminho quando estamos necessitando. Desejo que eu possa também ser ajuda para alguém em hora de aflição. Quanto a chorar, é muito bom, serve de alívio. Bjs.

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