Qual o tamanho da sua gordofobia?

em 2 de agosto de 2015


Eu, de vez em quando, recebo alguns emails de pessoas que leram algum post mais pessoal aqui no blog e por algum motivo não se sentiram confortáveis para comentar publicamente.
Em geral são emails com relatos pessoais, muitos com conselhos para mim, a maioria carregado de afeto e amizade.
E isso é muito enriquecedor para mim, muito me honra e muito me ensina.

No começo da semana passada recebi um email assim, com um relato pessoal, onde a menina não pedia conselho (ainda bem, sou péssima conselheira, nunca sei o que dizer, fico com medo de falar bobagem...) mas pedia, de certa forma, apoio ou ao menos um consolo.
Respondi, nos falamos via Skype e pedi permissão para postar no blog.
Ela autorizou, mas pediu que fosse sem link já que ela é blogueira e está sempre por aqui, se você é leitor regular do blog talvez a conheça...
Vou chama-la de Mara. Acompanhe o que ela me falou:

"Elaine, desculpe incomodar, mas li tanto seu blog desde ontem que me deu vontade de falar com você.
Aconteceu uma coisa comigo que me fez chorar muito, e ainda faz.
Há uns dias fui almoçar fora com meu namorido, num restaurante que a gente sempre vai, desses tipo self service.
Ele se serviu, sentou e eu fui me servir.

Quando eu estava pegando o prato e os talheres ouvi uma menina que estava com os pais e um irmão na mesa perto do aparador dizer, obviamente me apontando: "olha a mulher gordona!"
Sim, eu ouvi. Só estava eu ali.
Imediatamente, sem me virar, ouvi a mãe dela repreendê-la com firmeza.
Nem ouvi o que ela disse, só ouvi a parte do "isso é muito feio, você gosta que..." e não ouvi o resto.

Me sentei, tremendo, e como minha mesa era bem em frente à deles pude ver que a bronca foi grande, a mãe estava muito nervosa, constrangida ao extremo... e a menina começou a chorar.
O pai chegou, e pelo que entendi a mãe contou o que houve.
Foi muito constrangedor, para mim, que sim, ouvi. Pra mãe, e por fim para a menina, que começou a chorar.
Eu senti muitas coisas naquele momento.

Senti vontade ir até a mesa, me sentar, fazer a boa moça que sempre faço e dizer: "tá tudo bem, ela é só uma criança, sem os filtros sociais que impedem esses comentários. E olha, eu sou gorda mas sou legal.".

Pensei em ir até a mesa, olhar aquela mulher e dizer: "tá tudo bem, mas talvez você devesse corrigir sua filha em casa pra que isso não acontecesse, e seria interessante também se perguntar o motivo desse comportamento. De onde ela está reproduzindo isso?"

Pensei em olhar firmemente para a linda família e me revestir de empoderamento, e dizer que esse comportamento é inadmissível, que é ofensivo e que eu ouvi sim, e não faria de conta que não ouvi só para parecer legal, e deveria receber um pedido de desculpas pois crianças repetem o que presenciam, seja dos pais, da família... E que educação e bons modos são dados em casa, e são responsabilidade dos pais."

Não fiz nada disso.
Sentei quieta em minha mesa, dei 3 garfadas na comida e pedi pra ir embora; aleguei que estava me sentindo mal.
E de fato eu estava.
Me senti muito mal, me senti uma intrusa, alguém que não deveria estar ali, naquele restaurante.
Me senti culpada por estar ali, culpada por estar com fome, culpada pelo copo de suco... me senti uma intrusa no mundo perfeito daquela família perfeita, esposa linda, loura, magra, filhos lindos, marido magro, gente bem de vida, sabe?

Sei que você vai dizer que é apenas uma criança. Eu me disse isso.
Mas justamente por ser criança e não ter os tais filtros é que me machucou.
Se fosse um adulto, ou um adolescente, eu teria reagido. Não reagir, me machucou.
Mas como reagir, como debater com uma criança?
Não sou doente, minha pressão é normal, sou saudável, e fora um desgaste no joelho sou como qualquer pessoa, trabalho, estudo, faço trabalho voluntário, vou à igreja...
Mas nada disso importa, né, Elaine? Importa que sou uma aberração, algo para ser apontado com zombaria.

Meu peso incomoda muito mais aos outros do que a mim.
Não estou dizendo que ser gordo é bom, não é. O mundo é dos magros.
Ser gorda tem limitações, mas quem não tem limitações?
Não estou dizendo que todo mundo tem que ser gordo. Cada um sabe de si.
E mesmo sendo um distúrbio ou uma doença (genética, hereditária ou adquirida) ainda assim quem é doente por acaso não merece estar nos lugares? Mereço ser apontada como se fosse uma aberração?
Acho que nunca mais vou no restaurante.
Vou pra sempre ficar pensando que vou encontrar aquela família perfeita lá.
E se não forem eles, serão outras pessoas, que mesmo que não falem vão apontar mentalmente: olha a gordona..."


O email é maior, tem mais coisas, mas reproduzi o essencial.
Mexeu muito comigo o relato da Mara, porque eu sei bem como é.
Na resposta que dei disse o óbvio: que ela não deveria se abater, que era só uma criança, tentei consolar... como te falei, sou muito ruim pra aconselhar ou consolar...

Mas, como eu disse,  conversamos via Skype, ela disse que parou de chorar, que estava melhor.
Mas não voltou ao tal restaurante...
Fiquei pensando... e quanto mais penso mais me identifico, mas me corta o coração, mais me agride, mais me faz sentir medo desse mundo.
Sei que nesse caso era uma criança, mas sei também que as pessoas "normais" pensam e não dizem, ao menos não abertamente... e que criança repete o que ouve em casa, na escola, na família.
Há muito preconceito, muito julgamento, muita patrulha, muito hater disfarçado de amigo-preocupado-com-sua-saúde. E há muita gente má. Que quer machucar.

Em geral eu sou otimista, sou aquela para quem o copo está sempre meio cheio, sempre acho que informação e  boa vontade podem vencer o bullying e o preconceito, e as agressões...
Mas de vez em quando me dá um desânimo, sabe?

Um medo tão profundo desse mundo, que incute tanto mal em mentes ainda em formação...
Porque eu concordo com a Mara quando ela diz que em algum lugar as crianças aprendem, tanto o conceito de apontar e zombar, quanto as palavras ofensivas e insultuosas...
Fico perdida, tem horas...

O que você faria?
O que diria para a moça que desistiu de almoçar e foi embora chorar escondido?
E se a filha fosse sua? Como educar crianças para aceitarem o diferente em um mundo tão preconceituoso, racista, homofóbico, gordofóbico...



Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

16 comentários , comente também!

  1. Elaine, eu não culpo os pais dessa criança, pois por mais que educamos nossos filhos, por mais que demos exemplos, eles acabam tendo comportamentos dos colegas, do que vê na tv, na internet. E por que a "Mara" acha que aquela família é assim tão feliz e perfeita? "Mara", não se sinta diminuída por ser gorda! Goste de você, do jeito que é. Você tem um marido e, certamente ele te ama com o corpo que você tem. Pensa nisso!

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  2. Que difícil! Difícil educar filhos, pois eles não convivem somente conosco... Difícil corrigir filhos, deixar pra depois e eles nem se lembrarão mais do ocorrido... Difícil, e digo que não é só em questão de ouvirmos do outro, mas como nós nos enxergamos realmente. Quem está 100% satisfeito consigo?
    O que eu diria pra Mara, que se ela está satisfeita como está, que importa a opinião do outro? Somos todos julgados o tempo todo e ninguém sabe como realmente somos. Se formos carregar todo o lixo que insistem em colocar em nossas costas, passaremos a viver em função do outro e não de nós mesmos. Talvez a criança não tenha tido o filtro naquele momento, mas Mara também estava sem seu filtro ativado, aquele em que a opinião do outro é apenas uma opinião e mais nada. Ninguém tem o poder de mudar o outro, mas se nós mudarmos nossa maneira de ver o outro, mesmo nos sendo lançadas críticas, tudo fica um pouco mais fácil.
    Mara fez bem em não reagir. O melhor é isso mesmo, não reagir. A família não tem nada a ver com sua vida e sabe-se lá o que passam, apesar de magros, loiros e lindos. A gente sempre enxerga um verde mais vivo no quintal do vizinho, mas do nosso preferimos só dar uma ajeitada pro gasto. Isso não pode ser assim. Nosso quintal é nosso e tem que estar sempre verde e vistoso, pra nós, claro.
    Mas, até chegar a essa conclusão, claro que há muito sofrimento. Ninguém nasce com bula alheia pra saber lidar com situações. Dói muito ser julgado e condenado. Dói muito a gente ter certeza aos olhos do outro o que pra nós já é um costume de sempre.
    E daí que a menina falou? E daí que ela riu e a mãe corrigiu-a?
    Que importância tem um estranho na sua vida? Por que um simples comentário negativo faz com que se mude uma rotina que era prazerosa?
    Coisas que nos perturbam, que nos fazem mal, que nos fazem sofrer, que nos atingem em cheio sem a menor necessidade, devem sim, ser ignoradas. A não ser em caso de constrangimento absoluto, aí cabe processo.
    Mas, o que o outro acha da gente é só achismo. Somente nós sabemos de nossa vida.
    E um foda-se bem grande (em pensamento, porque é bom ser educado), alivia muito esse mal-estar.
    Vida que segue, sem deixar que outros se intrometam onde não são chamados.
    Seja feliz! Espero que um dia Mara consiga rir de tudo isso, porque também aprendi que rir da gente quebra totalmente qualquer sentimento ruim vindo de outra pessoa. Esse rir não é rir por ser gorda e diferente, mas rir da situação de uma pessoa estranha que julga sem conhecer. Coitada! Esquece-se que o mundo gira e a vida é um espelho...
    Por mais que eduquemos filhos, eles estão em formação e são cruéis sim em certos comentários. Mas totalmente educáveis. Paciência, muita paciência e repetição todos os dias do que é certo e errado. E um bom exemplo em casa também. Filhos prestam atenção nas atitudes dos pais e não somente no que lhes falam.
    Beijos!

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  3. Muito lindo seu texto. Só quem passa por isso na pele sabe como dói, como rasga um coração e arranca toda e qualquer forma de autoestima, daquele momento. É forte aguentar esse tipo de coisa, desde a mais sem querer até aquela falada na cara, pra ofender mesmo. Mas o importante é se amar, viver por si, e saber que o importância é a saúde e não o externo.
    Para a moça, diria que a que deveria se sentir incomodada é a mãe, pois ela é linda e deveria se aceitar melhor. Criança mal educada é espelho de pais que não sabem educar!
    Para a mãe, acho que daria um conselho, para cuidar por onde e com quem sua filha anda, pois, como a "Mara" disse, em algum lugar ela aprendeu isso.
    Lindo seu texto, tocante demais!
    Beijos, Bia (https://apenasumahistoriadora.wordpress.com/)

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  4. Oi Elaine,
    Eu tb sou gordinha, mas ao contrário da moça, eu tentei n dietas para emagrecer. Em nenhuma consegui o resultado que eu queria. Então eu parei com as dietas.
    Eu reagiria de maneira adversa a ela. Porque eu iria chorar escondido? Porque ela considera aquela família "perfeita"?
    Então as famílias gordinhas não podem ser chamadas de "perfeitas"? Tem gente que gosta de pessoas "com carne" (como meu marido diz). E outras não.
    Todos somos diferentes. Mas todos somos filhos de Deus.
    Eu notei um certo "preconceito" dela... Parece que ela não gosta de ser "gordinha", ou ainda "plus size" como falam hj!
    Ou não, mas foi o que eu entendi.
    Resumindo...
    Eu voltaria ao restaurante para almoçar. E enfrentaria de frente a situação. Afinal de contas ela sempre foi ali e aquela "família perfeita" talvez nem frequentasse assiduamente o restaurante.
    Estou mto acostumada a ser a tal "aberração"... Minha tia sempre falou da minha gordice...
    E eu nem ligo mais...
    Quer falar de mim? Falem!
    Eles só não podem ser eu!!!
    bjos

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  5. Elaine,
    Que situação dificil essa que a "Mara" passou. Sou também péssima em dar conselhos. Nem sei o que diria a ela. Ou sendo mãe dessa menina como agir se minha filha dissesse isso em público. Só sei que ela não deve deixar de ir ao restaurante por conta disso. Quem deveria ficar incomodado com a situação deveria ser a familia "perfeita". E que de perfeita não tem nada, não conseguem nem educar a filha para esse tipo de coisa!
    Beijos
    Adriana

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  6. Bom dia minha querida Elaine! Aí que situação difícil!!! Lendo os comentários, concordo com a Helena e a Clara! Educar os filhos deve ser tarefa bem difícil!!! Eu como professora, tenho uma noção do que seja educar, tornar-se exemplo... Por mais que vc ensine... Muitos ainda copiam os comportamentos dos colegas... E não é só com os pais que a criança convive, a família muitas vezes tem um outro olhar, uma outra maneira de pensar sobre a situação, e de certa forma, também influencia o modo de viver da criança... Infelizmente... Mas se isto consola a Mara, espero que ela não esquente com isso... se ela está feliz como ela é, isto é o mais importante!!! A Clara Lúcia, escreveu muito bem!!! A gente sempre se preocupa com o que os outros pensam, tentamos sempre agradar os outros... ficamos chateados se não nos enquadramos no padrão... mas que padrão é esse??? Pq o diferente sempre causa estranheza, quando deveria ser um momento de aprendizagem, de troca de vivência, não é mesmo? Já chorei... me preocupei muito, com o que os outros pensavam ou falavam para mim, mas hj com a maturidade, virei autista por opção, retenho somente aquilo que me faça evoluir, para todo o resto, inclusive para pessoas da família (pq às vezes, estes são os piores), faço cara de paisagem e mando um foda-se ( perdoe-me o vocabulário) mentalmente!!! Ah e isso faz um bem danado!!! Para a Mara deixo aqui a minha solidariedade!!! E um desejo sincero que ela seja feliz da maneira que é, e que ela não se preocupe tanto com o que os outros pensam... Os outros, são somente os outros... O mais importante é ela ser feliz e se ela tá bem com ela mesma, então dane-se o que os outros pensam!!! Um abraço para Mara e para vc Elaine!!!

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  7. Oi Elaine,
    Não sei bem como analisar o caso, mas a Mara diz que o peso dela incomoda muito mais aos outros do que a ela. Não é verdade. Quantas pessoas estavam no restaurante? Quantas pessoas viram e concordaram com o que a criança fez? Garanto que a criança era a exceção, pois a regra é as pessoas serem educadas e garanto que a maioria das pessoas agem assim com ela, mas o peso dela está incomodando tanto, que ela se deixou abalar por uma criança bocuda.
    Quando eu fiquei com um seio diferente do outro, após a mastectomia, tb tinha a impressão que todo mundo notava e teve gente que me perguntou se aquela diferença não me incomodava. Até incomodava fisicamente, mas muito menos do que emocionalmente, então passei por uma nova cirurgia de 7:30 horas para deixar o seio mais proporcional. Gostei do resultado? Não, e já estou querendo fazer outra. Se algo me incomoda no meu corpo e eu tenho como lutar contra isto, então eu luto e não fico culpado as pessoas a minha volta achando que isto vai resolver o meu problema.
    Depois de anos de terapia aprendi que se algo está incomodando, trate de mudar, mas mude você, pois mudar os outros você não pode. Com certeza a Mara está muito incomodada com o peso que tem e ela tem duas alternativas, uma é perder peso e outra é se aceitar como é e se gostar acima do peso. Minha ex-cunhada estava muito acima do peso e ria muito quando as crianças brincavam com ela dizendo que ela tinha um bundão. Ela se amava como era e há pouco fez um bariátrica por questão de saúde, mas não por vaidade ou falta de auto-aceitação.
    Outra consideração é sobre a família e a criança. Pela bronca da mãe, pode estar certa que esta garotinha bocuda não aprendeu isto em casa. Crianças aprendem coisas na rua que chocam à família. Se fosse algo que ela tivesse ouvido em casa, a mãe, quando muito, daria um sorriso amarelo.
    Ninguém se aceita 100%, nem eu, nem você e nem mesmo as Giseles da vida, mas temos que aprender a viver com o que somos e o que temos. Espero que a Mara aprenda a gostar de si mesma e neste momento pouco vai se importar com crianças bocudas, pelo contrário, vai achar que elas são divertidas nas suas espontaneidades.
    Bjs

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  8. Elaine querida, como é triste lêr um relato desses, pois me dá a certeza cada dia mais, que o mundo está caminhando para um caos, uma desolação, onde o ser humano é cada vez mais movido pela mídia cruel que impõe conceitos de beleza, de comportamento, de moda, e de sei lá mais o quê... está se esquecendo os valores e o amor ao próximo, o respeito a diversidade, coisas que aprendiamos em casa, minha mãe sempre me ensinou a não rir, não zombar de ninguém, pois ela dizia, que todos nós somos a semelhança de Deus Pai e Criador, cresci com isso em mim e até hoje se por acaso, alguém se espatifa na minha frente, minha primeira reação é socorrer, onde a maioria ri... é triste mas é o mundo de hoje, os valores estão invertidos. Todos nós merecemos nosso lugar ao Sol, independente se somos magros, gordos, brancos, negros, azuis. Que a Mara erga a cabeça e siga em frente pois é uma pessoa sensível, linda e pelo que me pareceu uma mulher atuante na sociedade, que ela seja feliz da maneira que é e ignore essas pessoas, ignore a criança que tem valores distorcidos e viva, pois a vida é uma dádiva que deve ser aproveitada sem dar bola para quem não tem a sensibilidade de perceber isso. Minha solidariedade e meu bju no <3 de vcs, Saudades de vir aqui, sempre que venho me emociono, vc é demais e eu tenho um carinho imenso por vc amiga, mesmo não sendo mais tão presente como eu era em seu blogue. Saudades.

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  9. Muito lindo seu texto que fala de um triste realidade, muito mais comum do que se pensa, só um obeso tem noção dessa dimensão.
    "Mara" tb sou como vc, obesa e com as taxas todas boas e digo mais, faço atividade física regular de 4 a 5 dias na semana tenho essa rotina a 5 anos e não emagrecei uma grama.
    Minha alimentação é muito saudável, tenho prazer em comer bem, mas tb gosto de umas guloseimas e me permito, sou mais feliz assim.
    Agora a preconceito sempre está presente sim, infelizmente.

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  10. Oi Elaine! Desse assunto eu entendo, fui magra por poucas vezes, meu recorde foi 107 (hoje 87) e nesse tempo não estava fácil encarar a gordofobia porque mesmo quando não é declarado a gente percebe nos olhares, como se tivéssemos o poder de ler as mentes, sem contar que eu mesma não estava de bem comigo, por ser morena a pele vai ficando mais escura e chegaram a insinuar que era sujeira...putz foi uma das coisas que mais me magoaram, mas passou, tudo na vida é aprendizado.
    Diria a Mara para encarar-se com carinho, pois a sociedade é cruel e sempre vai olhar pra gente dessa maneira, veja o tanto de piada,vídeo, etc zoando com os gordos (com os "feios" mais ainda) no Facebook....As pessoas não se colocam no lugar do outro para sentir...E isso não vai mudar então o melhor é aprender a lidar com isso sem deixar isso nos magoar...
    Abraço para você e a Mara.

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  11. Gostei bastante do post, me identifiquei com a moca do email. nunca passei por uma situacao dessas mas ja me machuquei bastante ouvindo verdades de criancas sobre meu corpo "avantajadinho" e entendo o porque ela deu importancia a opiniao da crianca, a crianca sempre fala o que pensa, entao, concluo, se uma crianca nesta idade ja pensa isso de mim, imagine o que os outros (adultos) pensam? a unica diferenca e que elas falam e as outras nao. Eu trabalho bem meu psiclogico para nao dar tanto importancia ao que as pessoas falam sabe? mas as vezes somos afetados de forma bem simples e pequena. Mas se a filha fosse minha, ela saberia que ser gordinho e normal, porque sua mae e gordinha e que nao existe padrao de beleza neste mundo, pois as pessoas sao diferentes entre, o que e bonito para mim e feio para voce e vice versa.

    abraco e forca Mara!

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  12. Fiquei com vontade de chorar... Não sou magra, sou baixinha... já tive minha cota de brincadeiras sem graça... as pessoas são cruéis... procuram no outro um padrão que não tem nem em sua vida e é duro encarar isso. Para combater isso só se cercando das coisas que você ama e das coisas que fortalecem. Meu feminismo me fortalece, me cerco dele diariamente para não sufocar e morrer emocionalmente a minguá!

    Mara, um abraço apertado, bem apertado. Lembre-se "seu corpo, suas regras", não deixe ninguém dizer como você tem que ser, você é que sabe de si!

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  13. Oi, Elaine! Que post lindo, sério, parabéns por tratar desse assunto importante! Com certeza vou indicar o post porque mais pessoas merecem ler e refletir sobre seus preconceitos! Abraço pra ti e pra Mara :*

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  14. Oi Elaine !!!
    Entáo menina eu tenho 1,57de altura.Antes dos meus 2 filhos eu pesei por anos 54-55 quilinhos que falta que me fazem.Sei bem como é essa questão vc quer mudar essa situação , mas não consegue , pela vida que tornou-se sedentaria , pela falta de apoio em casa , por simplesmente optar , ou por problemas de saude .e por mais que vc lute contra os olhares as famosas frases como vc esta bem , nossa vc emagreceu , como esta linda etc etc etc que por muitas vezes vc sabe que não é sincero e sim educado ou ainda fingido.Só digo uma coisa Sou o que Sou e por decreto nenhum me abateria , o meu direito de ficar triste , ferida , magoada é meu e eu poso sim ficar assim , mas jamais , jamais me manter assim . Sou especial , única , a forma moldada pra mim foi exclusiva e o mesmo digo pra ti Elaine e para a Mara.
    Compartilhado para reflexão de muitos..
    Beijinhos
    Deus abençõe
    .

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  15. Eu acho que ela não deveria se culpar tanto, ninguém tem obrigação de reagir ou não reagir, tem dia que a gente não dá conta. Eu sempre opto por reagir, não importa a idade, sou tia e sei que desconstruir gordofobia em crianças não é fácil, principalmente por pensarmos "é só uma criança". Ela fez o que pôde por ela mesma, não dá para salvar o mundo todos os dias, ser gorda já é militar 24/7 mesmo que não se abra a boca. Eu espero que ela supere esse episódio e siga em frente, a forma como vemos essas situações também interfere no processo e eu nunca vou permitir que alguém use o termo 'gorda' para me ofender. Eu sou gorda, essa palavra não é um adjetivo e muito menos deveria ser uma ofensa! Tamo junto, miga ❤️
    http://ocabide.com

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