Como conseguir cidadania italiana? Saiba se você tem direito à ela!

em 27 de julho de 2015

Como você sabe meu sobrenome de solteira é Gaspareto, e tem origem italiana (ah, vá, sério? rsrsr).
No passado, por causa das guerras mundiais e outros períodos difíceis que a Europa enfrentou, milhares de italianos imigraram para diversos países do mundo, e hoje somente no Brasil estima-se que somos cerca de 38 milhões de brasileiros com direito à dupla cidadania.

Meus avós foram imigrantes italianos no começo do século 20, fugindo com os pais da fome, pobreza e dificuldades que grassavam pela Europa após a 1ª guerra.
Vieram para o Brasil, aportaram, foram levados para as fazendas de café e algodão do interior paulista.
Aqui ficaram, nenhuma das crianças Gaspareto (meu avô) ou Bolsoni (minha avó) retornou para a Itália.
Nem mesmo na época da 2ª Guerra, quando a vida para imigrantes italianos se tornou ainda mais dura por conta das perseguições do governo Vargas.
Seja nos campos de café paulistas ou nos vinhedos do Sul, aqui ficaram, e fincaram raízes...

Crédito da foto
Fizeram a vida no Brasil, mas por gerações o amor à Itália foi passado de pai para filho, e mesmo eu, que nem conheci meus avós, sinto esse amor, esse laço.
Sou mezzo italiana, capisce?
E isso não é modo de falar, é real.
Tão real que eu, se quisesse, poderia requerer cidadania italiana.
Vou te falar mais sobre isso.


Todo descendente de italianos tem garantido por lei, de acordo com a legislação italiana, o direito à cidadania.
Na verdade a lei italiana diz que todo descendente de italianos é italiano.
Basta apenas comprovar a origem, e a cidadania é concedida.
Ao contrário do Brasil o principio da cidadania italiana é “Juris Sanguinis”.


Isso quer dizer que é italiano todo filho de italiano.
Portanto todo filho, neto, bisneto ou tataraneto de um cidadão italiano é italiano, independente do país onde tenha nascido.
Existe uma exceção, que é conhecida como cidadania via materna, onde a mulher italiana casada com um estrangeiro antes de 1948 (data de entrada em vigor da constituição)  perdia automaticamente a cidadania e sendo assim não passava aos seus filhos e etc.
Esse é um problema que hoje é resolvido de maneira fácil.


E ser cidadão italiano abre as portas para a Europa, por causa da União Européia.
Um cidadão italiano é europeu, claro.
Pode entrar e inclusive trabalhar em qualquer país na zona do Euro, sem necessidade de visto. E também no Canadá, Austrália e nos EUA.
Devido à todos os benefícios dessa cidadania são muitos os brasileiros de descendência italiana que a buscam.

O processo para conseguir reunir a documentação necessária, entrar com o pedido, acompanhar o processo até a concessão e finalizar com a cidadania pode levar até 15 anos se for feito daqui do Brasil, em especial se for sem assistência alguma.
Para ter essa cidadania reconhecida a pessoa precisa apresentar as certidões de nascimento, casamento e óbito de todos os ascendentes até chegar ao italiano nascido na Itália.

Essas certidões têm que ser traduzidas e legalizadas, seja pelo consulado italiano e/ou pelo Ministério do Exterior brasileiro e depois disso apresentadas ao consulado ou diretamente em uma prefeitura na Itália.
Muita gente não sabe preparar o processo, precisa conseguir a certidão de nascimento do ascendente italiano e como o processo no consulado italiano no Brasil demora cerca de 15 anos contra os 2 meses se feito diretamente na Itália, muitos brasileiros preferem fazer todo o processo com a ajuda de agências estabelecidas na própria Itália.

Movendo a ação lá, com assessoria e acompanhamento de pessoas in loco o processo todo pode ser concluído em cerca de 2 meses.
Demais, né?

Eu tenho uma amiga e cliente em meu serviço de personal-blogueira que realiza esse acompanhamento de brasileiros ao requererem cidadania italiana.
Ela trabalha com isso, faz todo o trabalho: assessorar os diversos passos necessários para esse reconhecimento, procurar documentos, assessorar na preparação e seguir todo o processo diretamente na Itália.
Desde a chegada da pessoa até ela receber a cidadania, e toda a documentação italiana (certidão de nascimento, carteira de identidade, CPF e passaporte).


Você ficou interessado em saber mais? 

Vou te dar os contatos da Dany Lacerda!
Tire suas dúvidas, faça perguntas e de repente, se tiver direito à cidadania italiana pode ser uma boa oportunidade de vida!
Já pensou?

Dany Lacerda - Contatos

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Eu não penso em mudar de país, mas vou confessar que depois de ler, pesquisar e conversar com a Dany me deu uma vontade imensa de fazer o processo todo e requerer cidadania italiana.
É parte de quem eu sou, e eu amaria ser corajosa o bastante para quem sabe, um dia, entrar em um avião e conhecer a terra que meus avós morreram desejando rever...

Arrivederci, amici!!! 


Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

4 comentários , comente também!

  1. Eu tenho descendencia alemã e portuguesa mas os alemãos são machistas e a cidadania só é transmitida de pai para filho, como no meu caso a alemã era minha avó, nem mesmo meu pai tem dupla cidadania.

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  2. Elaine,
    Bom esse post, muita gente tem direito e não sabe , e outros pensam que tem , mas caem nas "exceções" e por falta de informação jogam dinheiro fora com documentação.E essa exceção materna, infelizmente existe, quem nasceu antes de 1948 , não tem direito.Uma amiga minha teve que corrigir as certidões de quase toda a família no Brasil, por que o sobrenome deles, faltava uma mísera letra L do sobrenome original da Itália e pegaram no pé. Eu conheço muita gente que tirou a nacionalidade italiana direto na Itália, moraram lá 6 meses. É bem mais rápido que no Brasil, acho que quem quer deve correr atrás mesmo. Até por que as leis mudam muito.
    Na página do museu da imigração, agora tem os documentos digitalizados das pessoas que chegaram, nome do barco, prá qual fazenda foram, os passaportes, etc... Fizeram um trabalho excelente e que ajuda muito na hora de dar início na documentação. http://museudaimigracao.com/acervodigital/
    Besitos

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    Respostas
    1. Olha Michelle, a informação do museu da imigração foi a cereja do bolo do post da Elaine...que informações preciosas. Estarei pesquisando meu bisavós agora. Obrigado as duas (Elaine e Michelle) por dividirem essas informações.
      Beijos.

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  3. Elaine noa noite aqui de Portugal,
    Menina nem hesite, bora ter a dupla nacionalidade, porque é tudo de bom e é um direito que a lei lhe consagra não perca a oportunidade, com as grandes alterações que tem havido por esse Mundo quem sabe um dia caducam essa possibilidade.
    Evidentemente que pode ir a Itália (haja dinheiro) sem ter a nacionalidade, os brasileiros são muito bem recebidos aqui em Portugal e de certeza em toda a Europa, não é por isso.
    Mas direito é direito.
    Que diz seu marido? de certeza que concorda.
    Beijos para os dois
    Júlia Albuquerque Vieira (aqui em Lisboa)

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