Sobre julgar sem saber o que aconteceu

em 28 de janeiro de 2014



Quando eu ainda trabalhava em fábrica de calçados trabalhei por muitos anos com uma moça que, na época, devia ter a idade que tenho hoje, em torno dos 40.
Ela era muito quieta, muito boa de serviço, boa companheira de trabalho, boa pessoa, muito reservada.
Um dia soubemos que o pai dela estava bem doente. Ele morava no asilo, e ela e a irmã moravam sozinhas na casa que fora da família.

Foi uma enxurrada de fofocas e de críticas: onde já se viu deixar o pai morrer no asilo? um pai cuida de 10 filhos, mas 10 filhos não cuidam de um pai, ela, com essa voz mansa, é muito ruim, internar o velhinho doente no asilo e ficar com a casa...
E por aí seguiu, por muito tempo. Até depois que ele morreu.

Ela sabia do que falavam, nunca se defendeu.
Um dia, antes do final do ano, ficamos as duas e mais 2 meninas trabalhando até bem tarde, era época de fechar pedido, era normal irmos até 10 da noite.
Então ela contou um pouco sobre o que foi a vida dela, e da mãe, e das irmãs.

Foi uma conversa breve, mas ela contou, em linhas gerais, coisas que ainda hoje me fazem pensar em como a gente julga as pessoas sem conhecer os fatos, sem saber o que aconteceu na vida da pessoa pra que ela aja assim ou assado...

O que ela nos contou é muito simples: durante a vida toda, dela e das 3 irmãs, o pai foi um carrasco.
Nenhuma das irmãs estudou, ele não permitia. Trabalhavam desde os 7 anos, primeiro na roça, depois como empregadas na cidade.
Surras? Elas nem sabiam que haviam crianças que não apanhavam.
Não foram poucas as vezes que ele tirou o prato de comida das mãos de uma delas, e nem foram poucas as vezes que ela e as irmãs ficaram fechadas em um quarto por 2, 3 dias, sem banho, sem comida, de castigo.

Quando ficaram mocinhas foi pior: as surras se multiplicaram, uma das irmãs fugiu de casa com 15 anos, com um homem de mais de 60 anos, porque não suportou os maus tratos, a violência, as humilhações e sabe Deus mais o que que a voz mansa dela não conseguia dizer.
As 3 irmãs que ficaram nenhuma se casou, a mais velha morreu antes dos pais.
A mãe morrera fazia tempo, uma daquelas mulheres que apanhavam caladas, que nascem e morrem oprimidas.

Quando ele adoeceu elas tentaram, as duas irmãs que sobraram. Tentaram cuidar dele, mas depois de muita comida jogada na cara, muitas cusparadas, muitos socos e muitos xingamentos elas decidiram que ele ia para o asilo.
Morreu lá.
E naquela noite, ela contou essas coisas com voz mansa, baixa, sem levantar a cabeça do serviço que fazia.
Falou sobre como foi duro, sobre como jamais ele deu um abraço sequer nas filhas. Falou muitas coisas, falou da vida dura que, mesmo eu, que tive vida dura, não imaginava que existia...
 A gente julgava-a sem saber.

E esquecíamos que nem todo velhinho é uma pessoa boa, esquecia que gente má e intratável também tem filho, fica doente, envelhece.
E sobretudo esquecia que quem sabe da própria vida é quem a vive.
De fora é muito fácil julgar, falar, condenar.
Apontar o dedo é fácil, eu faço, talvez você também...

Lembrei dessa estória quando vi esse vídeo abaixo:
 (vi no mural da Bel)


O título Nunca julgue rápido demais bem poderia ser trocado por um melhor: nunca julgue. Erraríamos menos... e faríamos as pessoas sofrerem menos...

Como é fácil olhar de fora e emitir o julgamento, como é fácil...
E como é injusto.
Olhamos as atitudes de alguém, a forma como a pessoa leva a vida e apontamos o dedo, e criticamos.

Mas na verdade só quem pode saber o que passou, o que viveu e as motivações que tem é a pessoa.
Ninguém está na pele de ninguém pra saber.
E sem saber todo julgamento é equivocado.
Aliás, mesmo sabendo de alguns fatos ainda assim não sabemos do todo.
Então julgar é equivocado sempre.

Claro que, no momento em que deixamos que coisas ruins que nos acontecem nos levem a perpetuar a maldade estamos caindo em uma armadilha.
Ter passado por coisas ruins, ter sofrido, não é licença pra impingir aos outros os mesmos tormentos.
Em algum ponto a corrente de sofrimento tem que ser quebrada.

Sempre penso nisso, sempre penso que as coisas que eu vivo não podem me endurecer, ao contrário!
Mas também é preciso saber a hora de se afastar do que não tem jeito, de quem se recusa a mudar.
Hoje compreendo que foi isso que aquela moça fez.
E compreendo também que julga-la foi equivocado. Só ela sabia o que a vida dela era...

Afinal, como uma pessoa me disse um dia:
Quem é você pra julgar outra pessoa?





Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

30 comentários , comente também!

  1. Seu blog é maravilhoso , didatico perfeito é desse modo que mudamos o conceito o que é blogar não por palavras mais com o coração!

    ResponderExcluir
  2. Texto e video muito bons, mas posso julgar e condenar o homem que juntou o chocolate do chão e saiu comendo??? Já o condenei hehehe

    bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fernanda, se fosse um chocolate Lindt (custou os olhos da cara!) e ele estivesse com abstinência? Hahahaha
      (Um advogado inventaria qualquer coisa para absolvê-lo! - Eu não sou advogada!!!) ;)

      Excluir
  3. Minha avó sempre dizia "Quem sabe o que vai no convento, é quem lá está dentro" E sempre repetia esta frase quando alguém vinha fadar deste ou daquele. Penso nisso sempre que tenho a tentação de julgar alguém.
    Um abraço e uma boa semana

    ResponderExcluir
  4. Marcelo sempre disse pra mim: - FDP também envelhece. E eu aprendi a ouvi-lo, pois tinha por hábito achar que cabelos brancos eram sinônimos de pessoas boas. Mas, a vida, a frase volta e meia repetida pelo marido e muitos fatos chocantes me fizeram entender isso.
    Que dó dessa moça! Passou uma vida toda de sofrimento, primeiro pelo pai que a fez sofrer muito, segundo por ser julgada e condenada por algo que nunca teve culpa.
    O que sei que levo minha vida tentando respeitar dois preceitos: Não faço com os outros o que não quero que façam comigo e sempre tento me colocar no lugar do outro - dessa maneira, julgamentos não tem espaço na minha vida. Na verdade, é um exercício constante, pois muitas vezes, a gente escorrega nesses erros e quando vê, já tá condenando algo/alguém, sem nem saber.
    Bom texto para refletir!

    ResponderExcluir
  5. Ola Elaine, sabias palavras… Deus te abençoe muito querida, e continue te usando como instrumento dele para abençoar outras pessoas… bjss

    ResponderExcluir
  6. Ah, que saudade de ler textos assim... nossa, e que história triste. Triste também lembrar que assim como todos, mesmo que menos, mesmo que pouco... também julgamos. =( E como a gente tende a julgar o "idoso" como "coitadinho", sempre! =/ Deixa eu te contar uma história que hoje em dia eu acho até graça!!! =) Meu primeiro emprego foi numa clínica médica, por onde fiquei até meu segundo filhote nascer!!! Eu atendia mensalmente um vovôzinho. Viúvo, gostava de conversar enquanto eu preparava sua ficha. Andava devagar, estava no auge de seus quase 80 anos. É... quando ele ia em outro setor, fazer outro tipo de exame, ele avisava no telefone, que gostaria de ser atendido por mim. Eu não via maldade, ele nunca havia me faltado com respeito. E eu pensava: "tadinho, gosta apenas de conversar, de contar como foi a vida, da falta que uma esposa fazia..." E eu ia atendê-lo, sem problemas. Até que um dia, Sr. Osório, mandou uma caixa... com uma lingerie vermelha e um cartão dizendo que adoraria me ver vestindo o traje após seu exame no dia seguinte, e que por isso havia marcado o último horário, para me esperar!!! Hãããããã?????? O que me veio na cabeça na hora: "Velho FPD, tarado de uma figa!!!" kkkkkkkkkk No dia seguinte, assim que ele chegou, a ficha já estava pronta, ele entrou todo sorridente... e eu muito séria, lhe pedi apenas para assinar a guia do convênio. Já tinha deixado tudo pronto. Devolvi-lhe a caixa e lhe mandei procurar alguém que coubesse a "carapuça" (ops... a lingerie...rsrs) e apontei para a porta, onde um segurança aguardava para acompanhá-lo até a sala de seu exame (o que eu mesma fazia antes: o guiando pelo braço). Não dei tempo nem dele se explicar ou inventar qualquer coisa!!! Nunca mais ele voltou na clínica!!! Marido sempre diz que homem safado quando novo, fica um velho safado... =/ É verdade... nunca tinha pensado nisso!!! =(

    ResponderExcluir
  7. Concordo sempre posto no meu mural que ninguém sabe a história de vida da pessoa pra ela ser como é. E o que vive, somos julgados demais. A coisa é mostrar a língua ninguém paga nossas contas e te falo por experi^necia de "cuidadora" que um dia precisou e precisa ser cuidada, ninguém limpa nossa bunda a não ser que nos amem ou sejam pagos. bjks a realidade não a mão na cabeça pena.( que bom existe corretor de texto uma máo so horrivel) tem coisa pior, enfim.

    ResponderExcluir
  8. Elaine texto belo , comovenmte e educativo ...Todos deveriam ler assim refletiriamos melhor sobre nossas feridas e a dos outros que teimamos em não enxergar . Abraços, estou bem viu?

    ResponderExcluir
  9. Amiga,

    Já julguei mto nessa minha vida... já errei, já caí...
    Mas me levantei,,,
    Hj que a vida me um "tombasso" (vc sabe o q estou falando),
    ando tateando pelas paredes, craindo coragem para me levantar de novo...
    tentando reerguer a cabeça e seguir em frente...
    Mas esse tombo, fui eu quem pedi... talvez o meu "castigo"...
    Hj... procuro conhecer para julgar... As vezes acerto e as vezes erro...
    Mas não dizem que errar é humano?

    bjos

    ResponderExcluir
  10. Faço o exercício de não julgar ninguém a mais de 30 anos, por um motivo bem parecido do que você contou. Eu mesma julguei e quando soube a história verdadeira pela boca da pessoa, quase morri de vergonha. É um exercício diário.
    bjs
    Jussara

    ResponderExcluir
  11. Olá Elaine

    Infelizmente todos nós já julgamos a atitude de alguém e já fomos julgados injustamente, ao menos uma vez em nossas vidas. Eu não sou uma exceção. Aqui mesmo na blogosfera já fui julgada e a pessoa ainda disse que eu havia passado centenas de vezes, no mesmo dia, em seu blog, mas nunca imaginou que era o meu blog(no blogroll), que gerava todo este trafego ao blog dela e não eu pessoalmente. E por uma resposta truncada que dei, por estar nervosa, pareceu realmente que eu tinha toda culpa. Mas como tudo tem seu lado bom, os verdadeiros amigos nunca me abandonaram.
    Esta pessoa, sobra a qual vc escreveu deve ter sofrido muito.

    AMIGA DA MODA by Kinha

    ResponderExcluir
  12. Faço tudo para pensar antes de julgar.
    Já aconteceu de me julgarem sem saberem de nada sobre o assunto.
    Enfim, a vida é complicada.
    Temos que estar sempre melhorando enquanto a idade vai passando .........
    Boa semana.
    Beijos querida.

    ResponderExcluir
  13. Costumo dizer que cada um sabe de si. Excelente texto!!!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  14. LIndas palavras Elaine, julgar as pessoas è muito feio. Cresci em uma familia muito religiosa e que julgava e julga todo mundo, tenho pavor disso. Ja sofri demais com isso.

    ResponderExcluir
  15. Oi Elaine, muito bom seu texto, também procuro ver os idosos como seres humanos como qualquer outro que pode ser do bem ou FDP....Sempre digo que o máximo que podemos fazer é interpretar as palavras e comportamento das pessoas, das verdades (delas) jamais teremos a certeza e nem elas das nossas. É preciso muita cautela mesmo para não correr o risco de ser injusto.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  16. Eu já estava pensando em comentar com o link daquele vídeo...
    Também fiquei muito tocada por ele. Julgar é algo que fazemos instintivamente, com base nas informações que recebemos e também no "senso comum". Mas Jesus já avisou: quem julga, também será julgado! Por isso o cuidado consciente de sobrepor os nossos instintos com o olhar de empatia. É fácil? De jeito algum.
    Mas assim vamos seguindo a vida... Errando e acertando, entre o instinto e a consciência. Mas se o amor estiver presente, a gente erra menos!
    Beijo, minha linda!!!

    ResponderExcluir
  17. Sabe Elaine aprendi muito cedo que não devemos julgar a ação das pessoas e sim a motivação, porque é na motivação que está todo o mal ou todo o bem. como dizia minha mãe - quer conhecer uma pessoa coma um saco de sal com ela!! E outra coisa, poderíamos nos perguntar se estivéssemos no lugar dela o que faríamos?

    ResponderExcluir
  18. Bem isso. Nem preciso acrescentar.
    Beijo!

    ResponderExcluir
  19. Ler este texto me remeteu ao tempo em que eu comecei a voluntariar num abrigo de idosos.
    Domingo, dia de visitas, alguns deles não recebiam uma visita sequer. E eu me indignava, afinal, como era possível que as famílias deixassem seus idosos lá, abandonados, sem uma visita semanal que fosse?
    E a diretora do abrigo uma vez falou: Cláudia, não julgue pelo que você vê. Muitos não têm famílias, mesmo, e os que têm família e não recebem visitas podem estar colhendo o que eles próprios plantaram.
    Aí a gente vai ficando mais quieta, vai observando mais e vai descobrindo que aqueles que pareciam tão frágeis eram tiranos com enfermeiras, com visitantes, com funcionários.
    Essa lição ficou interiorizada em mim para sempre porque para toda ação existe uma reação.

    Parabéns pelo blog e pelo texto.

    ResponderExcluir
  20. Bom dia Elaine!
    Esse texto faz refletir, realmente todos estão prontos a julgar.
    Bjus

    ResponderExcluir
  21. Oi Elaine, seu texto é muito apropriado, passamos a vida sendo julgados. E, depois de ouvir uma vida inteira que minha mãe era errada, cuidei do meu pai, por não ter coragem de abandoná-lo. Deus me permitiu ouvir de meu pai, 15 dias antes de morrer, que a culpa de tudo que aconteceu com minha mãe, havia sido dele(isso 50 anos depois que minha mãe se suicidou).
    Entendi que não posso ficar calada e sou eu que devo escolher a estrada do meu caminho.
    Me diga agora, é certo estragar a vida da mãe de sua companheira de trabalho e das 4 filhas?
    Pena que que a internet não era tão acessível nesse tempo, porque com certeza elas haviam mudado o rumo da história delas.
    O que eu questiono não é o fato da pessoa pagar pelo que fez, porque de alguma forma paga.
    Questiono o rumo da pessoa aprisionada/maltratada, que sempre interrompe a sua vida ou deixa de viver por estar encarcerada e no final é sempre julgada.
    Elaine, como é bom estar aqui, que seja sempre muito abençoada, abraços carinhosos Maria Teresa

    ResponderExcluir
  22. A história me lembrou o meu avô. Um homem duro, que teve uma infância dura e não teve a sabedoria de reverter sua história. Se por um lado não aliviou os primeiros 4 filhos, tratando-os à base da clássica violência, por outro lado deixou 'rolar solto' com as filhas mais novas, que fizeram filhos e os colocaram nas costas dele para criar.

    Nunca deu um beijo nos netos, nem bisnetos. Morreu com 97 anos, sozinho no hospital. Em seu sepultamento, nem uma lágrima da parte de ninguém.

    Era um homem honesto, muito trabalhodor e correto, porém, incapaz de transmitir carinho e afeto.

    Em relação a julgar, neste caso específico, julgo, sim e, na verdade, julgamos todos, talvez não no sentido de condenar, mas de analisar e refletir, como colocado no texto, se esse idoso, às vezes esquecido nas ruas ou nos asilos da vida não foi um pai que, ao invés de criar seus filhos com afeto, carinho, atenção e amor, foi um verdadeiro carrasco com os seus. Claro que não desejo o mal de ninguém, até porque existem pais que foram ótimos e se encontram abandonados por seus filhos. Mas é muito difícil você semear ventos e não colher tempestades.

    A vida me brindou com um filho maravilhoso e, com ele, a oportunidade de não repetir os erros que minha mãe e meu avô cometeram. Esta oportunidade é única, basta termos sabedoria em identificá-la e aproveitá-la. Nada do que eu faço hoje é garantia de que terei meu filho ao meu lado na velhice, porém, tenho plena certeza de que carinho e afeto nunca lhe faltaram ou faltarão. Caso ele me abandone, é certo que ficarei triste, sim, mas não pelo que fiz, pois morro sabendo que lhe dei o contrário do que recebi. Se ele não aprender, não aproveitar... aí já será com ele.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  23. Velhinhos como crianças, podem ser frágeis mas são cruéis. Faz parte da vida, da essencia do ser humano.
    Mas independente do carater do idoso, condenar (julgar, é impossivel não fazer!) é sempre uma atitude leviana porque não sabemos o que cada um enfrenta para levar a vida da melhor forma. Eu achava que uma casa de repouso, lar de idosos (ou asilo mesmo!) era abandonar, ser irresponsável. Até que eu fiquei com a incumbencia de cuidar da minha mãe senil, com ligamentos do cotovelo rompidos e sassaricando sozinha à noite. E com um temperamento de pittbull ainda me afrontando: "Eu vou sim! Pq eu quero e gosto e vou!" e assim bateu o telefone!
    Não foi preciso internar (ainda não) mas confesso que cogitei pois entre deixa-la em um local seguro, com acompanhamento e deixa-la andando pelas ruas, "emprestando" dinheiro para vizinhos, contando para Deus e o mundo o dia que recebia, que recebia pensões que nem existem, conclui que a internação era uma conduta responsável.
    Muita gente condena, horroriza, e te demoniza mas nenhuma dessas pessoas se dao ao trabalho de fazer ao menos uma visita ao idoso, não conhecem a dificuldade de convence-los a tomar remédios, a comer melhor, a manter habitos de higiene, a não sair sozinhos e não sair a noite. Ninguem se oferece pra ajudar você a cuidar de seu idoso enquanto trabalha, mas todos criticam se você opta por uma internação.
    E facil condenar, mas se colocar no lugar do outro.... poucos se dão a esse trabalho

    ResponderExcluir
  24. Toda vez que venho aqui, e leio um post seu como este... saio com a alma mais leve e com a sensação de aprendi algo a mais para a vida...aprendi algo que já sei e que ás vezes também posso fazer sem ao menos pensar que eu poderia está no lugar daquela pessoa!
    Obrigada por compartilhar tão belo texto...
    Posso indicar esse seu post para as minhas amigas de um grupo no face?? Nuss quero que elas sintam o que senti ao ler seu post!
    Me avise se eu puder fazê-lo por favor!
    Abraço
    Cris
    criselaerte.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cris, boa tarde
      Você pode compartilhar o link da postagem sim, fico honrada!
      beijos

      Excluir
  25. Lindo post! Quantas vezes acabamos julgando as pessoas por um momento, por uma palavra..., É bom sempre lembrarmos que cada um tem a sua história e sua caminhada.
    E o vídeo esta ilustrando maravilhosamente bem!
    Adoro seu blog.
    Beijo
    Lory

    ResponderExcluir
  26. Adorei o texto, a história e o vídeo, ontem publiquei no meu face a frase " cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" (tenho que pesquisar o autor). E é bem isso, viver mais e julgar menos.
    Ótimo post, bjos.

    Glaucia

    ResponderExcluir
  27. Amei o seu post. Por essas e outras é que faço o exercicio diário de não julgar a vida de ninguém. Pois a gente nunca sabe a verdadeira história do que se passa com ela. Uma vez uma amiga minha chegou para mim e disse: Aff...Adriana, vc não gosta de viajar, né? Tanta promoção de passagens aereas! Me deu vontade de responder irônicamente...Mas engoli seco e disse que realmente não gostava de viajar mesmo! Ela não sabe como está a minha conta bancária para ir falando assim! Pode estar de graça as passagens, mas como irei comer, me hospedar, me locomover??? As pessoas julgam os outros demais. E esse foi só um pequeno exemplo bem leve que lembrei agora. Por isso sempre antes de julgar me coloco no lugar das pessoas, e tento enxergar os porquês da vida. Nada de julgar e nada de ser indiscreta com ninguém. Todos tem problemas...
    Beijos
    Adriana

    ResponderExcluir
  28. Olá Eliane!

    Após um tempo sem aparecer, hoje ao adentrar em seu Blog, para minha surpresa me deparei com esse belíssimo Post. Pensei muito se deveria comentar, mas como não comentar se ele me tocou fundo no fundo da alma!?

    Na verdade, (me corrija se estiver errada) o texto em questão é um alerta a todos nós, ou ao menos aqueles que estão dispostos a mudança no que se refere ao péssimo habito que temos em julgar os outro. Ah como somos bons nisso!!! Se a gente sabe que alguém cometeu um erro, ainda que não seja diretamente a nós ou que ném venha nos prejudicar, ainda assim atiramos pedras, isso sem falar daquele que nos ofenderam diretamente. E se a ofensa é a alguém que conhecemos por exemplo: um amigos, ao invés de propagarmos o perdão, tomamos suas e até os envenenamos contra o agressor, e ao "réu" nós atacamos, ATIRAMOS PEDRAS, deixando o "pobre coitado" em pior estado, que só por Deus ele consegue se levantar.

    Recentemente eu li um livro muito conhecido que talvez alguns de vocês também leram "A CABANA", No livro há uma parte em que Mack (o protagonista da estoira) é convidado por Deus a passar um fim de semana com Ele na cabana, Mack é também convidado por Deus a sentar-se em seu trono para julga-lo, já que ele o fizera aos outros e o fizera muito bem.

    Li cada comentário desse Post, confesso que fiquei feliz com o que cada pessoa escreveu, isso mostra que em um mundo tão cruel que vivemos ainda existem pessoas misericordiosas. É um alivio até! Assim poupamos mais e mais sofrimento.

    Precisava dizer, fique a vontade para aceitar ou não meu comentário.

    ResponderExcluir

Olá! Muito obrigada por ler meu blog e obrigada também por se dispor a comentar meus posts. Seja muito bem-vindo(a)!

Importante!
Devido à falta de tempo hábil eu não me comprometo a responder perguntas referentes aos tutoriais postados neste blog.
Pedidos de ajuda individual serão respondidos conforme o meu tempo e disponibilidade permitirem.
Por favor, entenda: comentários sem relação alguma com o post não serão liberados e nem respondidos.

Para saber mais sobre a melhor forma de utilizar este blog leia Termos de uso do blog.



Muito obrigada, fique à vontade para interagir.
Mas lembre-se:
Gentileza, educação e boas maneiras servem também para a vida nos blogs…