Pessoas que inspiram: Clau Finotti e as Fadas Madrinhas

em 10 de setembro de 2013

Há uma categoria aqui no blog chamada Pessoas que inspiram.
Ela anda em slow blogging porque antes de falar e expressar admiração por alguém eu tenho querido me certificar do que estou postando, já que há muita decepção também virtualmente.

Até hoje postei 2 artigos, sendo que ambos com o passar do tempo só me fizeram ter ainda mais certeza da admiração e inspiração.
Clique aqui e reveja as pessoas iluminadas e inspiradoras que por aqui deixaram sua marca

E hoje eu trago para apresentar à você mais uma dessas pessoas inspiradoras e que, creio eu, você gostar de conhecer.
E não é só uma pessoa, mas sim um ideal, um projeto que pode fazer a diferença em muitas vidas.
A começar pela sua vida. Pela minha vida.
Porque, ao contrário do que muitas vezes pensamos, ajudar, ser solidário e agir em favor do outro tem benefícios primordialmente para quem ajuda, para quem faz!
Com você:

Pessoas que inspiram: Clau Finotti e as Fadas Madrinhas


Conheci a Clau há uns 4 anos, eu acho. Fizemos contato, descobrimos algumas semelhanças e afinidades e um dia eu vi que ela fazia aniversário perto de mim. E descobri que ela pedia presentes, olha que atrevida!
E pedia brinquedos... que moça estranha...

Calma, eu explico: o aniversário era dela, mas os presentes eram para crianças de creches na região de Itumbiara onde ela morava.
Tratava-se do projeto Fadas Madrinhas, que tinha como objetivo juntar brinquedos e recursos para fazer uma grande festa para as crianças.

Mas deixa eu te apresentar a Clau.
Ela, por ela mesma:


Eu sou a Claudiene, ou simplesmente Clau. Prestes a completar quarenta anos, me sentindo com 15 para sempre. Tenho um casamento feliz de quase dez anos, ainda sem filhos.

Uma servidora pública e dona de casa sem tempo para nada, inventando tudo principalmente quando se trata de artesanato e prática assistencial.

Metida e engraçadinha mas muito compenetrada, ansiosa por natureza, detalhista por patologia e assim vou vivendo, um dia de cada vez, procurando encontrar minha missão nesta vida.



 
Mas o que é exatamente e como surgiu essa estória de Fadas Madrinhas?
Diz aí, Clau!


Nós somos um grupo de amigas que se reúne em algumas ocasiões buscando fazer eventos para beneficiar crianças carentes.
O começo foi assim: No meu antigo trabalho no Fórum de Itumbiara-GO sempre se desenvolvia projetos de Dia das Crianças e Natal e eu gostava muito de trabalhar nisso.

Por essa razão fui conhecendo outras pessoas com essa mesma vontade de ajudar e nos aproximamos naturalmente.
A maioria de nós acaba, por esse motivo, sendo ligada judiciário, mas essa não é a regra para ser Fada Madrinha no nosso grupo (risos).
Todas temos empregos, somos já umas vinte mulheres de idades variando de 65 até as duas pequenininhas filhas bebês das amigas, que tem em torno de 2 anos e estão frequentando nossas festas também.



Por que o nome Fadas madrinhas?
Em uma escola que fizemos uma festa, a diretora começou a falar para os meninos agradecerem à “madrinhas” da escola.
Eu achei interessante e me apossei do nome, achei que tinha tudo a ver e acrescentei “fada” por conta das histórias infantis que mexem com o imaginário das crianças.

Nós ganhamos até um desenho de fadinha só nosso, feito pela designer Isabela Mascarenhas. Chique, né?






Como são conseguidos os recursos para as festas promovidas pelas Fadas madrinhas?

Não temos parceria fixa com pessoas ou empresas. Quando os eventos eram no Fórum, pedíamos via ofício e ganhávamos muito, mas como agora é uma iniciativa particular não temos como fazer isso.

Nossos recursos durante o ano vem de nós mesmas, ou seja, a famosa “vaquinha” entre amigas, mas quando o evento é grande recorremos a mais pessoas, seja no nosso círculo de amigos, seja na internet. Tem funcionado assim.

Há ocasiões em que penso: “Deus do céu, agora não vai ter jeito, vou ter que fazer um empréstimo no banco para a festa acontecer (risos)!”
Mas aí algum milagre acontece, alguma doação de última hora de alguém esquecido acaba nos salvando.

Uma vez estávamos nesse sufoco daí apareceu um anjo que eu nem conheço, conhecida de uma amiga e nos deu uma boa quantia. Ah, foi só alegria... Não querendo levar a coisa para o lado religioso, mas tenho muita fé em Deus e acredito também que a boa energia dessas crianças fazem as coisas se encaminharem e no fim dar tudo certo.

Qual a área de atuação?
Nosso público são as crianças. Foi acontecendo naturalmente, não nos reunimos e escolhemos isso. Hoje estamos centralizando nossa atuação no Dia das Crianças, pois percebi que fazer nesse dia e no Natal acabava sobrecarregando as pessoas que doam, então fazemos uma festona em outubro e normalmente durante o ano ficamos só em visitinhas em abrigos mesmo.

Ah, sempre reunimos um dinheirinho em junho para doar agasalhos. Aqui em Goiás não é tão frio, mas um moletom é bem vindo. Sempre visitamos creches da prefeitura que são escolhidas de acordo com a carência do bairro.

Quais as maiores alegrias e quais as dificuldades em fazer de fato os eventos acontecerem?

As alegrias?
Nossa, é uma coisa tão boa que a gente volta para casa esgotada fisicamente mas leve de espírito. É uma sensação bem diferente de uma realização pessoal como compras e viagens, sabe? Se as pessoas tivessem noção do quanto é bom, todas virariam Fadas Madrinhas.

Sabemos que não podemos melhorar a miséria de ninguém e nem dar fim aos problemas sociais do país, mas só de pensar que pelo menos aquele grupo de crianças teve uma boa recordação de um Dia das Crianças (ou Natal) feitos por nós e que vai carregar isso por toda a vida, ou seja, vai ajudar a construir a sua personalidade pelo lado positivo, já é uma alegria sem medida.

A maior dificuldade?  Não termos parceria fixa.


Você, assim como eu,  não tem filhos (por enquanto). Se tivesse acha que isso influenciaria no modo como se dedica a proporcionar um dia feliz para crianças com as quais, na maioria das vezes, tem pouco ou nenhum contato regular?

Acho que se eu me tornasse mãe hoje de um bebê, pelo menos nos primeiro meses deixaria as meninas organizando os eventos e ficaria só mesmo me dedicando à criança, pois quero ser mãe em tempo integral nesse primeiro momento, mas depois dele maiorzinho iria junto comigo, claro!

Vai aprender a ser solidário antes mesmo de aprender a andar! Parar não está nos meus planos e nem nos das outras amigas, muito pelo contrário, queremos cada vez mais, tanto é que esse ano, em vez de uma festa realizaremos duas, uma em Itumbiara-GO e outra em Trindade-GO.

As primeiras Fadas Madrinhas são de Itumbiara, mas como hoje eu trabalho em Trindade, a vida foi me aproximando de pessoas muito boas e valiosas, no fim, somos outro grupo de Fadas Madrinhas unidas pela vontade de fazer o bem. Esse ano de 2013 faremos festa para umas 400 crianças.

O que é preciso para ser uma fada madrinha? Já pensou se o projeto vira uma franquia ou ong?

Não somos pessoa jurídica. Uma amiga do grupo, que é advogada, até cogitou que tivéssemos uma ONG, assim conseguiríamos fazer mais, ganhar mais coisas até de empresas, porém eu me mudei de cidade, não teria como estarmos juntas fisicamente para administrar isso no nosso tempo livre, dessa forma, nosso sonho foi adiado.

Franquia? Não sei como isso seria na prática.
Tenho muito medo das pessoas vincularem nosso nome a práticas políticas, auto promoção ou religiosas. Quando pedimos as doações eu já aviso: não pode misturar política. Eu gosto de acompanhar tudo de perto e com as meninas que eu trabalho sei que não terei esse problema, pois são todas desprovidas de interesses secundários, queremos mesmo só ajudar, mas não sei, só Deus sabe os rumos que o crescimento desse projeto irá tomar.

Quais as dicas que você daria para alguém que queira fazer algo semelhante na cidade onde mora?

Basta começar!
Se tiver medo de ousar no começo, junte cinco amigas, façam um lanche, levem em algum abrigo.
Um bolo de caixinha e um suco não custam quase nada e vão ser um bom pretexto para as pessoas visitadas se sentirem importantes e vocês se sentirem mais felizes ainda.

Quando a gente faz esse tipo de coisa, acaba atraindo prosperidade para nossa vida e nem falo de dinheiro, mas de bem estar, felicidade e harmonia em família.
Nossa pior ruína é o individualismo, é sim!

Faça um artesanato, leve esmaltinhos, promova uma tarde de beleza com maquiagem e unhas. As meninas e adolescentes de abrigos não são diferentes das nossas, tem vaidades e precisam desenvolver mais do que nunca sua auto estima.
Não tenha medo de se envolver e no fim das contas a mais feliz será você mesma.

Para encerrar você pode dizer o que quiser, algo que eu tenha esquecido de mencionar, ou de perguntar.





Agradeço imensamente o convite, pois nosso trabalho sobrevive com divulgação. E depois, vou ficar radiante de saber que alguém leu esta postagem e começou a ser Fada Madrinha na sua própria cidade.
E não se esqueçam, precisamos de atender 400 crianças este ano, portanto, toda ajuda é válida.











Leu até aqui?
Muito obrigada!!!

Ao terminar de editar esse texto foi me dando uma vontade de chorar, um aperto, sabe?
Acho que foram as fotos, o olhar que algumas imagens capturam...
Gostei muito, espero que você também goste!

E, claro, agora vem o pedido:
Como a Clau disse esse ano a festa será para 400 crianças.
Tem ideia do tanto de coisa que as Fadas Madrinhas precisam?
Você pode ajudar?
Olha, pode ser um brinquedo, dos mais baratinhos porque a prioridade é a quantidade.
Mas se você preferir pode juntar o dinheiro do brinquedo, mais o dinheiro do frete (que é caro demais) e enviar para a Clau.
Pedir dinheiro é complicado, mas quando a causa é boa ale a pena.

Para entrar em contato direto com a Clau use esse formulário de contato abaixo.




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Se preferir pode visitar o blog Força de Expressão e usar o Contato do blog.

Caso sinta em seu coração o desejo de ajudar você pode compartilhar essa postagem, pode curtir no facebook, pode retuitar, pode usar trechos dela para divulgar em blog.
Quanto mais pessoas divulgarem mais será ampliado o alcance.

Se a ideia te inspirar conte pra mim, envie fotos se fizer algo semelhante...
Pode ser em uma creche, em um abrigo, em um bairro mais carente...
Pode ser em uma família com muitas crianças e poucos recursos...
Já pensou?
Fazer alguém feliz, em um mundo onde tanta gente tenta minar a alegria alheia pode ser um excelente modo de ser a gente mesma mais feliz.
Não é?




Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

18 comentários , comente também!

  1. O trabalho de formiguinha da Clau vem crescendo a cada evento, e eu me sintoorgulhosa por ser amiga dela e ajudá-la a divulgar. Se cada um usasse meia hora por dia do seu tempo para ajudar quem precisa, estaríamos vivendo numa sociedade melhor.

    Um beijoooo

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  2. Lindo post! Lindo trabalho! Delas e seu, Elaine! Obrigada por me colocar em contato com mais gente de coração grande como você! Isso me faz mais feliz! :)

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    1. Rita querida!
      O trabalho e o mérito são todos da Clau e das Fadas.
      Minha única ajuda foi formatar o post e publicar!
      beijossss

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  3. Isso é maravilhoso e já mandei email pra Clau. O mundo precisa de gente assim como elas! Valeu! beijos,chica

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  4. Elaine, também senti vontade de chorar...
    Muito lindo o post, adorei.
    Posso garantir, ser fada madrinha é bom demais!
    Sou muito feliz por ser FADA MADRINHA e ter amigas fada madrinha!
    Vandrielle Vanin

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  5. Elaine,
    eu sou colaboradora da minha Conferência Vicentina aqui em MG e vamos fazer uma festa para as crianças do Projeto Semear...
    Vou postar as fotos dessa festa no meu Cantinho Vicentino, no blog... Qq coisa deixo link pra vc ver viu?

    bjo

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  6. Lindo trabalho e uma história inspiradora!!

    Bjs

    www.lucadantas.blogspot.com.br

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  7. Muito linda essa dedicação!!! Que seu post inspire muitas pessoas a fazerem essa caridade. O mundo precisa!!! Bjs

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  8. São pessoas como a Clau que nos fazem ter esperança num mundo melhor. Em Portugal existem várias associações dedicadas às crianças. Aqui são os idosos aqueles que estão pior. E Portugal é um país de idosos. A quem ninguém respeita, a começar pelos governantes, (um deles teve o descaramento de dizer que a crise do país, tinha a sua raíz na geração grisalha)
    E as pessoas vivem sós e morrem sós e às vezes são descobertas mortas já passado anos, como uma senhora que foi descoberta o ano passado e que teria morrido 9 anos antes.
    Um abraço e parabéns à Clau, pela iniciativa, e a si pela divulgação.

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  9. Bela postagem, sua página é realmente um mimo, adorei andar por aqui, alimentar alma e aquietar meu coração, vc tem matérias muito inteligentes e interessantes, pra vc bjos, bjose bjosssssssssssss

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  10. Eu conheço este gostinho deste trabalho! Já trabalhei muito com o pessoal que morava embaixo dos viadutos de BH. A prefeitura retirou-os pagou aluguel e hoje morro de saudades deles. Procuro sempre ajudar alguma instituição ou quem está perto de mim. E muito gratificante. Meu marido é Vicentino e vejo o trabalho espetacular que fazem. Parabéns para as Fadas Madrinhas e para vc que está divulgando!
    Abraços...

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  11. Como histórias assim nos inspiram!!!
    Espero que as pessoas cada dia mais se inspirem em fazer o bem...
    Assim espero!!!

    Bjo, bjo!!!

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  12. Ser uma das Fadas Madrinhas é um privilégio. Lindo o seu post, também quase chorei!
    A felicidade em ter amigas como a Claudiene e todos as fadas madrinhas, só faz com que nossa vontade de ajudar seja maior. É indescritível a sensação de ver a felicidade nos olhos dessas crianças!
    Obrigado pelo post!!

    Mayra Vidica

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  13. Ser uma das Fadas Madrinhas é um privilégio. Lindo o seu post, também quase chorei!
    A felicidade em ter amigas como a Claudiene e todos as fadas madrinhas, só faz com que nossa vontade de ajudar seja maior. É indescritível a sensação de ver a felicidade nos olhos dessas crianças!
    Obrigado pelo post!!

    Mayra Vidica

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  14. Elaine, acho que uma das maiores riquezas é poder contar com amigos leais... e vc é uma dessas pessoas... que sempre apoiam causas sérias...

    Eu também sou dessas que não abraça todas as causas que aparecem, mas a da Clau é uma obra tão maravilhosa e séria !!!

    É um trabalho de formiguinha que vem crescendo e nos mostrando que o bem sempre vence (pode não parecer, mas vence viu ?? srrss)

    Obrigada pelo comentário na estreia, sinto -me lisonjeada com vc dizendo que ama meu estilo de escrever... pense numa pessoa "sisintindo".. eu, é logico !!!

    Você e sua garra me inspiram... muito, muito mesmo !!!

    Tô pensando em ir a Ribeirão, se for te aviso tá ??

    Bjus 1000 e ah, depois tenho que te passar um dado...
    E ah, tá parei !! rsrsrs

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  15. Oi Elaine e amigas que comentaram!
    Muito grata por tudo, pela ajuda, pela divulgação, pelo carinho, pela atenção, pelo incentivo e pelos pensamentos positivos. Vandrielle e Mayra, é nóis de novo esse ano...rs

    Bjos a todas!

    Clau

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  16. Nossa Elaine!
    O trabalho que as fadas madrinhas fazem, além de lindo é edificante!
    Parabéns a elas!
    Que Deus as abençoe cada dia mais e mais!
    Elas merecem!

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