Por que que a gente morre?

em 15 de abril de 2012

Há uma cançao chamada 8 anos, que a cantora Paula Toller compôs para seu filho Gabriel que diz, em um certo trecho:

"Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?
Do qué é feita a nuvem?
Do qué é feita a neve?
Como é que se escreve
Reveillón?"

Perguntas que as crianças fazem, mas que esta mulher de 39 anos também faz, uma delas ao menos... Por que que a gente morre? E depois que morre, pra onde a gente vai? O que acontece com a gente?

Fiquei pensando muito nisso esses dias, muito mais do que penso habitualmente. Desde que soube da morte da Glorinha Lion, do blog Café com bolo e Glorinha.

Glorinha estava doente, gravemente doente, com um melanoma inoperável. Excelente escritora, dona de um dom enorme com as palavras, eu a conheci mais de perto quando me concedeu um bate-papo sobre seu livro Na esquina do tempo, nº 50 (confira a entrevista aqui). Uma leitora portuguesa me deu a notícia; nem sei dizer como fiquei triste…

Fiquei triste pela vida perdida, pela perda, pela forma como o câncer se manisfestou e a levou tão rápido… sem chances de lutar. Sei que as pessoas morrem, mas ainda me choca uma pessoa-blogueira morrer. Alguém tão próximo e ao mesmo tempo um estranho… Enquanto escrevo olho o blog dela… há tanto dela ali… nas palavras, nas cores escolhidas, nos detalhes… Será que ficará ali pra sempre? Seria bom…tipo um memorial da grande escritora que ela era, da blogueira cheia de ideias, dada à interação, franca e direta sempre. Fiquei triste, tive por ela meu dia de luto…

E me ocorre de novo a pergunta: por que que a gente morre? Será mesmo que a gente morre? E se a morte não é o fim, então o que acontece depois dela? Nosso "eu" humano se recusa a aceitar que podemos ter o mesmo destino dos outros animais… Nos agarramos ferozmente à convicção da centelha divina que nos torna(ria) eternos… Uns creem, outros acreditam que a morte é como um filme que termina: acabou o filme, acabou a vida, apague as luzes… Outros creem em segunda chance, renascer aqui outra vez…

Perguntas pessoais, e cada pessoa, dependendo de sua vivência, experiência e fé (ou não-fé, como era o caso da Glorinha) terá uma resposta diferente. Eu sei… durante muito tempo eu achei que tinha a resposta. Hoje não tenho mais a resposta, só me restou a pergunta…

E como toda pergunta decisiva só eu posso achar a resposta que me satisfaça. Nem que seja no fim de tudo, quando enfim as minhas luzes também se apagarem…

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

36 comentários , comente também!

  1. Primeiro, acredito que viver para sempre seria terrível, pior ainda seria se ficássemos como o persongem de Tom Hanks no filme "A espera de um milagre" em que todos seus conhecidos falecem menos ele e o ratinho... Mas pensar sobre a morte, acredito que seja pensar sobre a vida, como aproveitá-la e saber que inevitávelmente morreremos e se houver algo pós-morte saberemos, caso não exista nada depois disso morrermos com a dúvida. Tratei desse assunto certa vez no meu blog, fique à vontade de ler e comentar
    http://dadosecki.blogspot.com.br/2011/09/5-gianecchini-vai-morrer.html

    Até mais!

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  2. Muitas vezes me pego pensando nisso também, por que que a gente morre? talvez eu não tenha medo de morrer,mas me assusta e muito estar só,sem ninguém, morrer só, claro nasci só, vou morrer só, mas me assusta, sinto muito pela perda da amiga Glorinha blogueira, que Deus a tenha em um lugar merecido pela sua sensibilidade e seu talento, desejo uma boa noite, beijos

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  3. A gente morre pq ser eterno seria uma tortura insuportável. a vida pode parecer boa para alguns, porque sabemos que tem Fim mas nada sabemos qdo e o fim.
    imagine todos os problemas E dores eternos, sem nenhum projeto ou desejo pq teríamos tempo de sobra para reaLizar. Eu cheguei naquele estagio da vida em que as responsabilidades são maiores do que o ócio e as alegrias são fugazes enquanto os problemas se multiplicam. Sabe, eu já vivi o suficientes, a "hora extra" fica por conta de quem depende de mim. Qdo meu filho tiver idade e condições de se cuidar sozinho, não há nada mais nada que me prenda aqui

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  4. Oi querida !
    O tempo passa muito rápido e eu nunca mais passei por aqui, mas o assunto do teu post me chamou a atenção (+ 1 vez)pois este é um assunto um tanto complexo, não é mesmo ? Eu particularmente acredito sim, que estamos só de passagem, cumprindo uma missão e vamos para um lugar muito melhor que aqui. A vida não pode ter uma passagem tão curta. Não conhecia o blog da Glorinha (vou lá depois), mas acredito que ela tenha cumprido a missão dela e com certeza deve estar bem onde estiver. É muito duro, triste, às vezes, inaceitáve, mas precisamos aceitar que partiremos a qualquer momento.

    Bjos e ótima semana
    Mana

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  5. Olá, Elaine!
    Não pude deixar de lhe enviar este comentário.
    As nossas postagens têm os mesmos questionamentos e pelos mesmos motivos.No meu caso a perda da minha mãe.
    Estamos fazendo os mesmos questionamentos,mas certamente eu sou a mais contudente e cruel.
    Obs. Repare no horário das postagens,uma diferença de apenas dois minutos.
    Gostaria que vida não fosse assim.

    Um abraço
    Maria da Graça

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  6. Boa noite, Elaine!
    Infelizmente, eu acho que sempre iremos ter essa pergunta sem resposta em nossas vidas.... E como é ruim isso... Perdi meu paizinho querido há 1 e meio, mas até hoje dói... Sofreu muito, por quase 5 anos, foram tempos bem difíceis, principalmente pra minha mãe, que sempre estava lá presente 24 hs... E aí se vão os dias, mas a saudade permanece. E será assim com a sua amiga, pode ter certeza. Ficarão sempre as belas mensagens dela gravadas em seu coração. Abraços, Andréa Horta

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  7. Eu aceito a morete de gente idosa, porque me dá a sensação de dever cumprido, etapa vencida, mas morrer jovem e produtiva é uma coisa muito difícil de aceitar. Um beijo, ELAINE!

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  8. Oi querida! Ahhhh a morte da Glorinha é tão, mas tão triste, senti demais, mesmo acompanhando tudo de pertinho e sabendo da gravidade eu alimentava uma esperança... Foi tudo muito rápido, em 5 meses, descobriu, sofreu e partiu. Só agora é que estou conseguindo digerir que ela partiu e que agora está descansando, sem dores... Fiquei uma semana sem dormir direito pensando e repensando no quanto somos frágeis diante da morte. A única certeza da vida e a que mais me tira o chão... O seu post ficou lindo!
    Beijo, beijo querida!
    She

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  9. só agora que consegui "aceitar" a partida da Glorinha, mas foi barra. fiquei bem mal mesmo, só de lembrar dela e chorar, eu gostava (e gosto) muito dela... muito mesmo.

    eu tb não faço idéia do que acontece depois da vida. pq... não adianta, tudo é teoria! a gente só vai saber na nossa hora, como a gente ainda não morreu (ainda bem rs) então nem tem como saber o que é.

    tenho minhas dúvidas de como são as coisas do outro lado...e às vezes me pergunto se há um, se não é tudo invenção da mente humana. é complicado...
    bjs boa semana Elaine. e os contos do concurso estão mto bons hein? o nível subiu incrivelmente
    bjs

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  10. a palavra morte ou morrer já assusta,mas isso se deva ao fato de que nós nos apegamos com a nossa vida aqui na terra,principalmente quando temos a quem amar.
    Antes de ser mãe eu não tinha medo de morrer,achava isso tão natural,mas esses dias fiquei a pensar sobre a minha partida e sabe de uma coisa,percebi que doeu muito...mas porque??agora sou mãe,quero poder ver meus filhos crescerem,serem cidadãos de bens.Mas a morte uma hora vem,cada um tem o seu tempo,no tempo de DEus.Uma coisa eu sei :A vida é Eterna.

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  11. Oi, Elaine!

    Talvez você nem lembre mais de mim. Se não lembra não tem importância. Mudando de blog como eu mudava ninguém vai lembrar mesmo.

    Vi muitos amigos consternados com essa perda, mas não interagia com a Glorinha e eu lembro de quando aquela moça do El Escaparate de Rosa, faleceu no ano passado e foi tão triste para mim, pois foi a primeira pessoa que conheci na Web que veio a falecer.

    Tudo isso é muito triste e eu fico entristecida com a situação embora saiba que o tipo de doença que ela teve é cruel e que finalmente ela descansou.

    Estava percorrendo as homenagens feitas a ela e vim para aqui. mesmo que meu tempo para a Web seja muito curto, resolvi deixar esse recado e dizer de tão linda que é essa homenagem.

    Beijos!

    Iza

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  12. Oi Elaine, a morte é um mistério.
    Para meu conforto, pois já perdi, esposo, pai, tias eu procuro pensar que a vida continua, numa outra dimensão, e que talvez tenhámos a chance de voltar em uma outra vida.
    Mas seja como for a morte de pessoas queridas e amadas, nos dá um sentimento de muita dor.
    Beijos

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  13. Oi Elaine.
    Também soube da Glorinha e compartilho contigo o meu pesar.
    Morrer assusta sempre. Existem ainda tantas coisas a serem feitas... Não convivo bem com essa ideia. Minha relação a ela é de pura frustração e impotência. Um dia vai ser, mas esse ter que chegar me incomoda, e muito.
    Fazer o quê? Por enquanto sigo procurando respostas.
    Um grande beijo

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  14. Falar de morte é sempre uma coisa incomoda.Como se dizia em Minas,falar de morte só se for pelas bandas de lá.
    Estamos sempre diante deste questionamento e as perdas nos descalçam e fazem desmoronamento.
    Pior que é tão certa e clara.
    Mas pensamos e queremos, que ela a morte tenha regras bem definidas por nós,como ter dia e hora e sequencia logica,mas ela vem e faz tudo ao contrario.
    Ver uma mae enterrar um filho é de uma sacanagem terrivel da vida e somos impotentes diante dela.
    Meu abraço e bela semana de paz e luz.

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  15. Minha querida Elaine,

    Creio que este é um questionamento de todos nós...principalmente em se tratando da morte de uma pessoa tão cheia de vida como era a Glorinha.Só fui conhecê-la há poucos dias,mas li o seu blog quase todo e admirei a sua força e garra ao lidar com a doença.
    Infelizmente ela perdeu a batalha,mas espero que esteja junto ao Pai,velando por seus familiares e por seus amigos.

    Uno-me à sua dor,Elaine.
    Bjssssss

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  16. Amiga Elaine

    è muito difícil procurar entender o motivo da morte. O que tenho certeza que a cada perda de um ente querido, mesmo com toda a dor que sinto ela vai cicatrizando.

    Só que cicatriza levemente porque estará sempre viva em seu coração. Vivemos de lembranças, recordações.

    Com tempo e hoje depois de ter passado pela perda dos meus pais, meu irmão e muitos amigos começo a pensar que o meu dia chegará.

    Aquele medo já não é tanto e isso tudo vai nos preparando para aceitar a nossa partida e entender que estamos aqui cumprindo uma missão.

    Beijos e uma boa semana

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  17. As respostas estão dadas desde que a Humanidade existe, sentir um caráter divino em nós e ao nosso redor é o que nos faz humanos, é o que nos impulsiona em direção ao futuro. Se depois da morte não houvesse mais nada, então eu te pergunto: porquê perder tempo acumulando conhecimento? Porquê perder tempo progredindo, se não há nada além, apenas o vazio? Porquê ser uma boa pessoa, se tanto faz, já que iremos todos para o mesmo buraco?

    Eu creio em um Deus sábio que não deixaria a sua melhor criação se perder. Estamos em contínua transformação, como tudo no Universo. Somos parte dele, dele viemos, a ele voltamos, sempre.

    Que vc possa encontrar as suas verdades e que a paz permaneça em seu coração.

    E deixo uma sugestão de leitura que acredito, pode te ajudar:

    http://www.herculanopires.org.br/livros/misteriodoser

    beijo

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  18. Eu também fiquei triste pela morte da Glorinha, achava ela espetacular como pessoa, como ela brincava com as palavras...
    Mas estou numa época triste sabe? Perdi minha segunda mãe no começo do mês, um primo ontem... Abril não foi um mês de felicidades grandes para mim...
    Apenas momentos fugazes...

    Mas a Morte... É sempre questionada pelo ser humano.
    Em minhas convicções ela não existe. É apenas uma passagem, um ciclo que termina aqui na Terra e começa do outro lado...
    Mas acho Elaine, que se ninguém morresse, o mundo seria mto caótico. Tanto de ideias, qto de ideologias... Imagine o Hitler vivo até hj? O que seria dos judeus?

    Acho que Deus escreve sempre por linhas retas. Retas do ponto de vista Dele. É o ser humano que as entorta a seu bel prazer, pq as linhas retas o incomodam.

    bjão

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  19. Olá Elaine!
    Ninguém sabe, crente ou não, o que nos espera, se é que alguma coisa nos espera quando chega a nossa hora. E não é preciso ter uma doença grave para que ela chegue mais cedo do que esperávamos. Como eu costumo dizer, para morrer basta estar vivo. Também já passei por um cancro de mama, mas felizmente correu tudo bem até agora. Não tinha com certeza chegado ainda a minha hora. O que me mete medo a mim não é morrer mas sim o tempo que possa vir a sofrer para morrer. A minha Mãe também morreu de cancro do intestino e sofreu 3 anos para atingir o fim e confesso que é isso que me mete medo. Felizes são as pessoas que morrem de repente. Custa mais para quem fica, lá isso é verdade, mas para a pessoa que foi embora,quanto a mim, é uma benção. Terminamos com a morte?
    Não sei e duvido que alguém saiba, mas quero crer que o espírito nunca morrerá.
    Beijo
    Milai

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  20. Oi Elaine! Que triste, não é?
    Uma pessoa inteligente, produtiva, séria, com personalidade forte ..... Fiquei pouco no blog dela, mas não sabia que lea estava doente. De repente, li a notícia! Foi chocante. Como você disse não admitimos morte de blogueira, ainda mais tão próxima da gente.
    Eu estudei em colégio de freiras (que meus pais achavam o melhor da cidade e melhor para mim). Mas eu sempre pensei que morrer é virar uma estrelinha nos céu, isto é viramos pó brilhante. E nada mais. Não acredito em nada depois ......... nada mesmo.
    Só tenho medo de morrer doente, sozinha, mas da morte em si não me preocupo. Perdi pai, mãe e outros parentes muito cedo e não me conformo até hoje. Acho que todos deveriam viver muito e ir embora bem velhinhos, bem felizes e rodeados de amigos sinceros e queridos.
    Enfim, esse dia chegará para todos.
    Portanto vamos procurar viver sabiamente!
    Fiquemos em paz, saúde e luz para todos.
    Beijos.

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  21. Elaine, falar sobre a morte nunca será fácil porque não gostamos de perder.
    Nestes últimos dias temos falado muito sobre isso porque foram várias perdas.
    Neste ano já perdemos (estou me referindo a minha família e amigos) algumas pessoas e sábado mesmo
    minha mãe dizia o quanto é estranho isso. Um dia a pessoa está perto, está presente e no outro dia " some ".

    Não posso deixar de falar sobre isso mesmo que alguns não acreditem. Cada um é livre para crer no que quiser.
    Escolhas estão sempre diante de nós. Eu, há muito tempo, escolhi crer em Deus e no sacrifício de Jesus, mas respeito quem
    não crê assim.

    Elaine, a morte é um inimigo, por isso é tão difícil aceitar a perda de alguém.
    A morte é o último inimigo a ser destruído ( quem quiser pode ler isso na Bíblia em 1 Coríntios 15.26, que é uma carta do apóstolo Paulo).

    Eu creio que a morte não é o fim de tudo. A morte só é o fim da vida física. Creio que, da mesma forma de Jesus um dia ressuscitou, meus entes queridos também terão uma nova vida, bem diferença da nossa aqui que é cheia de limitações e sofrimentos.

    Há muitas coisas que não entendemos porque somos limitados. Há muitos que podem discordar comigo, tudo bem, mas é o que eu creio.
    Creio de todo o meu coração. E crer assim me consola. Eu aguardo dias melhores. Eu aguardo o dia que todo o sofrimento cessará. Que as lágrimas não serão mais derramadas.

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  22. Também acho que viver para sempre seria horrivel, como o Daniel falou.
    Mas eu acredito (e espero) que depois que morremos, renascemos em outro lugar ou outra vida, porque morrer (tipo acabar, perder a consciência) seria... não sei como explicar.
    Belo post Elaine, beijos

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  23. Oi Elaine!
    A morte ´vai ser sempre um dos nossos maiores questionamentos. Aceitar a morte já é difícil e de pessoas que estão no auge de seu poder criativo, de colher seus frutos pior ainda. Também senti como você esta estranheza em aceitar a morte de pessoas-blogueiras, primeiro a Welze e agora a Glorinha. Acho que é por aqui estamos tão próximas interagindo diariamente, descobrindo um pouco do íntimo de cada uma de uma maneira diferente da vida aqui fora onde muitas vezes trocamos poucas palavras sem muita profundidade e aqui através da empatia nos envolvemos. É, nunca vai ser fácil.
    Beijinhos e uma alegre semana!

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  24. Sempre haverá perguntas sobre a morte,porq. é algum que não conhecemos. Pelas minhas experiencias acredito que a morte só acontece com a materia e vivemos eternos como espiritos. O único medo que tenho sobre a morte é para onde nós vamos depois dela,porque eu não gostaria de ter uma existencia eterna no inferno.Bjsss.

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  25. Estou arrepiada até agora durante e após ler seu post..e tb ao ler o dela. Nossa, me arrepiei e estou com lágrimas nos olhos.

    Sensação sem igual essa.

    Beijos.

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  26. Elaine, como cristã minha tendência é acreditar que exista outra vida. TEM que existir, senão isso aqui é mais sem sentido ainda, não?
    Uma mulher jovem como a Glorinha, bebês que se vão, crianças e jovens de qualquer idade, gente boa sempre.
    Tanto bandido, gente ruim, pessoas malévolas que só espalham tristeza à volta delas ficam aí, sempre fazendo o mau e outros se vão deixando um vazio sem fim.
    Acho que há outra vida sim, e morremos para vivê-la e voltar um dia. Não acredito nas reencarnações, como pode alguém vir pra sofrer "pagando" o que fez em outra vida? Não sei...
    A vida é cheia de mistérios e morrer é um deles.
    Esperemos que haja uma outra vida e que ela seja esplêndida para quem merece.
    E muita paz para a Glorinha.
    Beijo!

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  27. Oi Elaine,

    O que penso sobre a morte...penso muitas coisas...é a única certeza que temos na vida; desde que nascemos sabemos que um dia vamos morrer, mas quando e como, isso às vezes me incomoda. Apesar de ter um pensamento mais espiritualista, nem sempre a aceito com tanta naturalidade.
    Sinto pela sua amiga, que, como você disse, o câncer levou tão rápido, e pelo vazio que ela deixou.

    Um beijo, Renata
    palpitandoemtudo

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  28. Oi Elaine, tenho me feito esta pergunta desde o dia 25 de março passado, dia que faleceu minha mãe, e o pior e mais triste dia da minha vida!
    A saudade é MUITO GRANDE, se não fosse a família e amigos acho que não estaria de pé!
    E-mails, mensagens, telefonemas, abraços, tudo o que possa confortar a família é importante neste momento, isto tem me ajudado a enfrentar, a não me sentir sozinha, sou filha única!
    Infelizmente EU não a conhecia, ou felizmente, pq. seria outro baque p/ mim.

    Vou orar por ela também, tenho certeza que ela e minha mãe estão muito bem, mas nós que ficamos temos uma saudade imensa.


    Audeni

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  29. É difícil mesmo, Elaine...
    Ninguém nunca voltou pra contar pra gente o que acontece...
    Enquanto isso vamos vivendo....

    Beijos

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  30. Olá Elaine, conheci seu blog ontem e me deparei com esta postagem...
    Talvez seja a idade, completando este ano meio século de existência e algumas perdas que me deixaram muito triste e ao mesmo tempo mais viva para a vida...VIVER...acho que essa foi a maior lição que meu pai me deixou depois de lutar tanto para viver seu mundo tão pequeno e simples...
    Coincidentemente tbm escrevi uma poesia relacionada a incerteza do futuro e à morte que é certa...
    Eu particularmente acredito que somos parte de um todo e que esse todo é a natureza e é para lá que voltamos...adubando o solo como todos os outros seres vivos. Talvez, nós seres humanos nos sintamos grandes demais para aceitar nossa minúscula partícula neste universo imenso.

    Abraço, adorei sua postagem e reflexões, já estou seguindo e voltarei sempre dar uma espiada.

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  31. boa pergunta
    http://sonhosdeegelo.blogspot.com.br

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  32. Oi, Elaine, perguntas sempre existirão... Eu que tenho fé na vida após a morte às vezes vacilo. Temo a dor da agonia, a separação dos entes queridos...
    Muitos dão respostas, mas no fundo tudo é uma incerteza que só na fé encontramos apoio.
    Senti a morte da Glorinha, mesmo não sendo íntima. Conhecia ela por alto, mas chegamos a trocar uns comentários. Ela tinha personalidade e era do bem.

    Sobre como ela morreu me deixou arrepiada, pois sou cheia de pintas, quase um dálmata humano. Vou muitíssimo pouco no sol por isso, para não irritar minhas pintas. Tenho medo de câncer de pele tbm e sei que por melanoma é terrível.

    Beijinho, Elaine.

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  33. Olá Elaine!

    Tenho aprendido a olhar a morte mais de perto.Ela faz parte do pacote "viver".Não sei quando, mas um dia ela se fará presente querendo ou não.Só resta aceitar, não há o que fazer.O que não posso é ficar paralizada por causa dela.Viver é ouro!
    Um abraço.

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  34. Eu não tenho dúvida: morrer não é o fim.
    Desejo que a resposta que te satisfaça, vem antes, BEM ANTES, de suas luzes se apagarem.

    Bjs
    Mah

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  35. Nossa Elaine,um lindo post que nos remete a uma bela reflexão!
    Esses dias a morte também chegou próxima a mim,perdi alguém muito amado e nessas horas a morte,que geralmente é algo que evitamos vem com força total em nossos questionamentos,certezas e pensamentos.
    E tento encontrar explicações,mas é tudo muito confuso no momento.
    Adorei a reflexão,abração querida,=)

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