O poço profundo em mim

em 2 de agosto de 2010

A mocinha triste Aqueles sonhos recorrentes andam mudando, sabe? Para pior. E depois de muito pensar sobre eles e sobretudo por conta deste comentário feito neste post aqui:
Eu também tenho períodos assim, mas a ponta do iceberg (no seu caso, um período de diminuição do trabalho) encobre algo muito maior, que vem à tona por coisas bestas do dia a dia.
Alguma coisa lá dentro? Encoberta?
Que vc não quer declarar nem para vc?
E eu cheguei à raiz dos fatos.

Eu tenho medo. Medos, na verdade. E o maior deles é ficar na dependência de alguém, seja lá quem for. Por isso os sonhos aparecem em época de pouco trabalho, e portanto menos dinheiro.

Aqui em casa tudo é nosso, mas nunca é de verdade, né? Tá, sei que existem muitas donas de casa que vão achar que estou exagerando mas a verdade é que o poder está na mão de quem paga. Simples assim.

Se ambos ganharam aquela grana ambos decidem se vai ter pizza ou se o livro vai ser comprado. Mas quando a grana veio de um lado apenas as coisas mudam. Sutilmente, mas mudam sim.

Eu tive uma boa escola com meu pai e isso me marcou profundamente. Lá em casa sempre era errado não trabalhar. Eu mesma comecei com 11 anos de idade sendo babá. E jamais parei, nem sequer cogito parar. Cada prato de comida precisava ser merecido, ser justificado. Roupas eram luxo, e calçado nem se fala.

Meus pais foram criados assim, e infelizmente repassaram o modelo para os filhos. Eles não eram maus, mas o efeito foi devastador! Sempre em débito, sempre na corda bamba, entende? Sentíamo-nos assim.

A gente cresce, mas se as coisas não foram resolvidas dentro da gente elas nos assombram para sempre. Reconheço o problema mas sei que isso é parte de mim e não acredito que um dia vá mudar. Reajo muito mal quando preciso “pedir” algo para alguém, neste caso o marido. Ou quem quer que seja. Desde muito cedo isso foi incutido em mim…

Jamais na minha vida eu quero estar em uma situação de dependência tal que precise realmente depender de alguém. Isso me mataria. Sem exagero, mataria sim.

Mas…
Precisamente hoje a minha vida volta a me pertencer: começo a trabalhar de novo, e olhe que foram apenas 2 semanas sem serviço.

Ou melhor, sem ganhar dinheiro pois nesse período eu trabalhei feito uma condenada: pintei de parede à teto, lixei, esfreguei e arrumei.

E, olhando para mim mesma e tentando me conhecer eu agora vejo claramente: não sei relaxar nem ficar parada por um motivo muito simples: culpa. Estar à toa me parece errado enquanto marido está produzindo. Tenho medo. E me sinto errada. Ele jamais chegaria em casa e me veria lendo, por exemplo. A sensação de culpa não deixa.

Sei que estou sendo irracional. Que trabalho doméstico é mais pesado que muitos outros e que não há razão real para que eu me sinta assim.

Mas eu me sinto. Eu não durmo direito. Eu tenho crises de choro. Eu fico muito mais cansada do que quando trabalho em minha profissão porque eu não sei parar. Então estou ocupada o tempo todo. É uma prisão. É muito ruim pois a prisão está em mim. Não tem grades, nem guardas. Mas é intransponível.

E espero que marido jamais leia este post pois ele ficaria magoado já que nunca me deu motivo para ter esses sentimentos.

Escrevo este texto de uma vez só, sem parar, sem ler, sem olhar para o monitor. De uma tragada apenas.
Pois é o texto mais dolorido que escrevi ultimamente sobre  mim…

Como já disse:
Minterna…. mipaga um psiquiatra?image

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

76 comentários , comente também!

  1. Já fui assim, já me senti assim, mas depois de 5 anos de terapia melhorei e posso ser uma dona de casa sem tantas culpas, fazendo as obrigações de mãe e tendo tempo para descansar sem me sentir inútil.

    Amei este post, muito mesmo. O único defeito dele é que não foi escrito por mim. :)

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  2. Cara, como eu te entendo! Eu fui criada da mesma maneira, e passei por isso há seis anos atrás, quando perdi meu emprego e na sequência engravidei. A sensação de impotência, de fracasso, foi tudo tão pesado.

    Foi nesse momento que comecei a trabalhar com artesanato, a maneira que encontrei, já que não conseguia emprego, de ajudar nas despesas e continuar a ter meu próprio dinheiro.

    Falar o óbvio é fácil, que vc não pode se sentir assim, que essa culpa não te pertence, mas quando somos criados numa cultura de que quem não trabalha (e é remunerado, já que os trabalhos de casa, são muitas vezes, mais cansativos e pesados do que os da rua), é vagabundo, a coisa toda fica pesada, quando não estamos trabalhando fora.

    Força e bom retorno.

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  3. Fernanda Reali
    Sabe uma coisa boa do blog?
    A gente percebe que não é tão louca como acha que é.
    Em 10 minutos recebi 4 emails de leitoras que não têm blog dizendo que se identificam.
    Nada como colocar os monstros pra fora, né?
    Você nem acreditaria se eu contasse o quanto melhorei nesse tempo de blog!
    Beijo e bom mês novo!

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  4. Que bom que o trabalho voltou, trabalho remunerado, porque os domésticos não nos satisfazem intimamente, pelo menos não a mim... rs

    Eu sempre trabalhei quando estava casada, então não passei por isso com marido... Mas passei com meus pais, que cobravam pesado... Muitas vezes me vi nessa sua situação de culpa e de tentar compensar tudo no serviço doméstico...

    Também me assusta a idéia de depender de alguém...

    Beijocas

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  5. @Patricia Daltro
    É, querida... a forma como nos educaram interfere naquilo que a gente é...infelizmente.
    Beijossssssss

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  6. Elaine, você não está sozinha. Não mesmo.
    Como você muitas de nós nos sentimos assim. Talvez não em tempo integral e nem com tonta sofreguidão... mas sentimos.
    Tente não se cobrar tanto, vc vai estar fazendo um bem enorme pra vc mesma e sua saúde vai agradecer. No mais, que Deus te abençoe.
    Amei seu texto!
    beijos!

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  7. Olá,Elaine!Eu te entendo perfeitamente,também sou assim não gosto de depender de ninguém pra nada, nem é só em questão de pedir dinheiro até mesmo um pequeno favor me incomoda sempre fui criada pra ser independente então ao que se refere a marido acho que não conseguiria viver de "madame" sem trabalhar sendo sustentada,mas é preciso muar e rever conceitos,mas que bom que vc já está produzindo e ganhando seu dinheiro novamente.
    Cuide-se!
    Beijosss

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  8. Eita... hum... eu vejo frutos do meu trabalho doméstico [já que moro sozinho], mas não sei como é a sensação de valor deste, pra quem o faz sem que seja só pra si...

    Na minha visão, apesar de o dinheiro comprar coisas na sociedade e talz, não é a única forma de recompensa do trabalho.

    Não tenho como entender como é um raciocínio assim... minha mãe sempre me ensinou que as coisas de casa é de toda a família e não de alguém em específico...

    São realidades um pouquinho diferentes, suponho...

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  9. Olá querida,
    Bem delicado esse seu post hein? Entendo perfeitamente o que vc está dizendo e concordo 100%, principalmente na parte onde vc diz que quando o dinheiro vem de um lado só, as coisas mudam sutilmente. É verdade! E isso acaba criando situações chatas entre os casais. Mas tenho certeza que logo logo essa fase vai passar.
    Quanto a culpa, muitas vezes tb me senti assim, porém percebi que precisamos nos permitir algumas coisas, mesmo que seja simplesmente não fazer nada.
    Bjsss
    Boa semana
    Dani

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  10. Amiga,entendo como se senti,é bem
    ruim essas culpas...algum tempo
    atrás me senti dessa forma,fazendo
    tudo e sempre achando que faltava
    mais e mais.
    Com o tempo vi que não é assim que
    preciso viver,e que tenho minhas
    obrigações como dona de casa,mais
    tenho sim meu tempo de descanso,
    de cuidar de mim e me sentir
    à vontade para ser feliz.
    Grande beijo!
    Simone Souza

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  11. É impressionante como as coisas ficam marcadas em nós,não? Que bom que chegou mais trabalho e assim, vais sossegar...beijos,tudo de bom, linda semana, com muito trabalho,chica

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  12. Entendo bem como se sente.Há bem pouco tempo, frustrada com o meu trabalho, ou melhor, com o a sociedade e o governo que está fazendo, sucateando a profissão que escolhi por paixão, eu me senti exatamente assim: "numa prisão sem grades".E esse, não foi o único momento que me senti assim, mas lá dentro de nós está a resposta e a solução.Basta saber olhar para dentro de nós mesmas.
    Eu, ultimamente, tenho encontrado alento em um projeto que comecei a colocar em prática, isso tem, de fato, me ajudado bastante.
    Bjo

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  13. Oi, Elaine

    Não vai precisar não.
    É normal e vai te fazer muito bem ter conseguido falar.
    Eu não consigo expor algumas coisas e isso está me fazendo muito mal, além de só me prejudicar.
    Sei bem como se sente. Desde que "forçada", tive que parar de trabalhar e mesmo tendo meu salário, por invalidez, muitas vezes fico sem algum medicamento porque a conta de tel. ou qualquer outra, das que fazem parte da minha obrigação aqui, foi maior.
    Fica muito difícil.
    Mas, no teu caso, são apenas fases que já passam e vc fica bem.

    Que venham muitos e muitos trabalhos para vc.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  14. Relaxa amiga.
    Todo mundo tem uma espécie de amarras nos pulsos por conta da infância.
    Eu mesma sou uma psicótica cheia de traumas,dores que estão em mim desde que me conheço por gente.
    Mas tudo na vida muda sim e vc precisa se libertar desse vício que é estar sempre produzindo.
    E quem vai dizer que ler um bom livro não é produzir?
    Eu costumo usar um termo bem vulgar para essas situações:
    APERTA A TECLA FODA-SE DA VIDA!!!!
    Não que ela resolva tudo a toda hora,mas ajuda em certos momentos.
    Eu,apesar de estar vivendo um momento muito difícil na minha vida,de dor extrema,consigo apertar a tal tecla e respirar melhor.
    Um beijo enorme pra vc.

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  15. Eu acho que isso vem da sua criação, mas acredito que se vc fizer uma terapia tenho certeza de que vc irá trabalhar muito bem com esses problemas.

    Um gde abraço amiga.

    Senti muitas saudades de vc e desse espaço que adoro, estou em atraso aqui com muitas postagens, quero ver se nessa semana eu vejo todas.

    Boa Noite!

    beijooo.

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  16. Elaine,

    Já fui assim, hoje estou bem diferente, percebi essa minha neurose em ser perfeita e independente com ajuda médica. Recorri a terapia, pois tive duas estafas perigosas, na primeira tendo inclusive amnésia parcial, tempos depois, mais uma.
    O que me levou a procurar ajuda foi uma situação em que resultou o diabetes, pois fui bancar a independente, o pilar para a família, numa situação onde eu não suportaria, no começo achei que estava sob controle, que havia conseguido resolver os problemas de todos, até que dois meses depois, descubro a doença, que evoluiu ao ponto de prejudicar a visão em apenas dois meses. Depois disso e com a corda no pescoço, comecei um trabalho de auto-conhecimento, de desapego a velhos costumes e conceitos e a visualização de outras possibilidades, o blog inclusive é fruto disso, não digo que hoje estou perfeitamente bem, mas com certeza estou melhor que há dois anos atrás.
    Dizem que o primeiro passo para a transformação é aceitar e reconhecer o problema, você já fez isso, agora falta só mais um pouquinho.
    Beijos, força e boa semana

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  17. Não precisa ser nenhum "Freud" para explicar a causa desse poço profundo em você: a boa escola que teve com seu pai.
    Eu "me viro" financeiramente desde os 13 anos, e em 12 anos de casada, nunca fiquei sem trabalho. Tenho pavor do desemprego, de ficar dependendo...
    É tão bom quando você conversa essas coisas conosco. Converse sobre isso com marido também.


    P.S
    Que você tenha um Agosto bem a gosto de DEUS...


    Bjs amo você!
    Mah

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  18. oi amiga- e você não está sozinha também- temos os nossos monstros, algumas acho que disfarçam bem para mostrar que sempre estão felizes !
    mas eu mostro mesmo- quando estou triste, quando a depressão chega, a labirintite, a culpa, a vontade de trabalhar e ao mesmo tempo não ter mais vontade de voltar aquela vida de escritório, faço artesanato, vendo, mas falta alguma coisa, e este sonho que tenho parece tão utopico, tão longe - e isto me deixa mais triste ainda- tenho epocas na vida também que me sinto as ultimas das ultimas- a que não de certo- porque lá em casa tb tinha esta de falta dinheiro, competição de irmãos, mãe jogando na cara algumas coisas, irmã jogando indireta, e eu de novo caio neste teu poço escuro- e me sinto a filha que não deu certo- cada uma de nós com seus fantasmas-
    adorei teu texto- te conhecer um pouco mais- e saber que não estamos sozinhas, porque a gente cria uma imagem da pessoa, te achava acima de qualquer poço, uma mulher inteligente, trabalhadora, que venceu na vida, escreve super bem, como diria Martha Medeiros- num teto lindo dela- Oue mais ela quer??? boa pergunta- o que mais nós queremos?
    bj

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  19. Eu te entendo. Meu pai tb era assim. Era uma pessoa muito difícil.
    Eu imagino que muitas vezes você conversa mentalmente com seu pai. Briga com ele, faz muitas perguntas sobre coisas que vc queria saber. E mentalmente "fala um monte" pra ele, sobre coisas que ele fez, errou, deixou de fazer.

    E em todo instante você sente ele ao seu lado, te atormentando, pegando no seu pé, te cobrando...mesmo sem falar com ele.

    Muitas vezes precisamos aprender a deixar a mente falar sozinha. Não é fácil, mas tente. Deixe os pensamentos rodarem sua mente e não coloque emoção em cima. Como se a Elaine fosse um ser e a mente da Elaine um ser diferente. Deixe a mente falar como se fosse um rádio ligado, uma tv. Distancie-se da emoção causada por pensamentos pesados assim.

    Redescubra os pequenos prazeres da vida. Sim, desde os mais pequenos.
    Qdo tiver a oportunidade de descansar novamente (ou estiver fazendo algo que em outros tempos seria condenável por ser um lazer) repita muitas vezes que vc merece esse descanso. Diga para vc mesma,e também para seu pai e mãe, como se eles estivessem ali ouvindo. Brigue com eles e até com vc, como se fosse uma advogada enumerando o merecimento de seu descanso.
    E conte pra eles, mentalmente, tantas coisas boas e o tanto q vc trabalhou na vida.
    Olhe para vc mesma no espelho e veja o quanto vc é uma pessoa digna .Portanto é merecedora de coisas boas. E usufrui-las é até uma prova de amor de Deus, já que o Bem é recompensado com algo bom.
    Grave esta imagem na mente, de que vc MERECE coisas boas. Enumere suas qualidades, pra vc mesma, muitas vezes. Aprecie as coisas bonitas q vc faz, admire vc mesma seus talentos. Vc pouco a pouco transorma sua relação com vc mesma, a base da cura.

    Um beijo e adoro MUITO vc

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  20. Elaine: entendo totalmente como vc se sentiu e se sente na época de vacas mais magras.
    Eu fiquei fora do eixo quando perdi meu cargo, lembra? Perdi metade do meu salário junto e me senti metade também: "meio" competente, "meio" produtiva, e com "meio" valor. E me senti assim perante meu marido... que ao contrário de mim, subia feito um rojão na empresa.
    Ainda não sei lidar bem com isso... apesar de ter recomposto meu salário (mas me mato em 2 empregos)sinto falta de mandar (feio né? mas verdadeiro... antes eu mandava, agora obedeço e na falta de 1, obedeço em 2 lugares!!!), sinto falta de liderar, sinto falta da adrenalina, das tomadas de decisão... enfim, nunca mais fui a mesma.
    Espero que vc trabalhe muuuuuuitoooo e tenha sua vida de volta, como vc disse:)
    Bjks
    Alê

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  21. Elaine,

    Já pensou em fazer Terapias de Vidas Passadas?
    Acho que talvez isso seja um problema mais da sua mente que de vc mesma!
    Mas falar, desabafar faz bem para a alma...
    Vc não precisa ser internada... Isso faz parte do ser humano!!!

    Boa semana para vc!

    Bjão

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  22. compreender os sonhos sempre ajudam e um psicólogo ajuda melhor ainda a decifrá-los e compreendê-los. eu tinha um recorrente tb q a terapia ajudou a tirá-lo dos meus pesadelos. beijos, pedrita

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  23. oi Elaine!!!

    Vc não é a única a se sentir assim...acredito que todas as mulheres em algum momento já passaram por isso...mas acho que seria bem legal procurar ajuda...eu mesmo já fiz isso alguns anos atrás e foi muito bom...as vezes só precisamos desabafar, liberar todos esses medos e inseguranças.
    beijos

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  24. Olá, sou sua mais recente seguidora.
    Conheci um pouco de sua vida retratada por você...
    Uma vida não diferente de muitas, que não tem coragem de passar em escrita, Parabéns por sua coragem.
    Quando estiver triste com vontade de chorar, lembre-se tens uma vida saudavel podes ser muito feliz...A triteza dara lugar para uma paz..
    Beijos no coração...
    De-me o prazer de sua visita em meu simples blog.

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  25. Querida, não se sinta culpada por não trabalhar, afinal a culpa não é sua. Mas que bom que conseguiu um emprego. Sei como se sente. Aqui em casa só o marido trabalha agora, sei como é difícil ve-lo sustentando a casa sozinho.

    Mas agora as coisas vão melhorar, você vai ver ;)
    Confie Nele.

    Beijos!

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  26. Ai amiga, eu bem que me identifico um "cadinho" com o texto...rsrs
    Essa frase de que o dim dim é nosso... (na "prática" a gente sabe). E sutilmente as vezes isso se mostra...rsrsrs
    Marido aqui tb é ótimo, compra de tudo, até maquiagem...rsrsrs Mas o salário é "nosso" assim mesmo, entre aspas... Trocou celular há cerca de 6 meses e agora há poucos dias "cismou" que queria me dar um novo... E todo dia falava no bendito celular, que um colega de trabalho estava vendendo. Que tinha tv, a filmagem era excelente, 2 chips, e etc, etc, etc. Eu tenho meu celular, não me interessei. Tudo o que o dele já tem. E eu sempre dizia "não quero, obrigada". Mas no fundo ele é que queria! Aí, como o salário é "dele" (ops! nosso!rsrs), sabe o que ele fez? Viu que eu não ia querer mesmo... comprou e como um "cala boca" me comprou uma bota nova (sabe q eu adooooooooro botas!). Ele me dá presentes sem "dia", em nenhuma "data especial", mas eu percebi o "motivo" desse presente, entendeu? E eu fiquei com uma raiva!!! Os meus trabalhos com artes não chega a metade do meu salário quando trabalhava fora... e tem mês que não entra nada... e desde que o carro foi roubado é que as coisas pioraram... e nesses momentos "sem nenhum" eu fico realmente com a cabeça a mil!!! É uma "prisão" horrível como vc disse... nesses momentos eu tb choro...fico "desesperada" por dentro...Mas, bola pra frente, amiga! Grande beijo!

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  27. Meu deus, acho que este post foi feito pra mim tenho sérios problemas com isso comecei a trabalhar muito cedo e com 18 anos fui expulsa de casa tive que me virar então tenho uma certa obsessão por trabalho desde então nunca tirei férias tenho medo de ficar desempregada e depender de alguem ñ gosto q fazem nada por mim se de alguma forma eu ñ puder pagar certa vez tirei 03 dias pra descansar mas entrei numa depressão tremenda, fiquei sem chão chorei horrores foi terrivel.Sem bem o que vc sente e graças a Deus q vc encontra refugio no trabalho remunerado feito eu.

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  28. Medo faz parte da vida, mas um dia aprendemos que ele é apenas uma palavra a mais em nossa vida, paz.
    Beijo Lisette.

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  29. Elaine, parece loucura mesmo, mas vc não esta sozinha...acho q somos todas assim!! Temos que relaxar mais, e seguir a vida, a gente se preocupa demais...sabe um dos meus maiores medos? é faltar alguma coisa pra minha filha, então se to desempregada eu piro, não deixo o marido comprar nada a mais, por exemplo se ele for comprar pão e trazer tb um queijo e um presunto, eu já fico a "chata" falando..entende? é medo!

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  30. Oi...

    Olha parecia que eu estava lendo um texto escrito pra mim...

    Graças a DEUS vc voltou a trabalhar...

    Eu continuo com todos o medos e fantasmas acorrentados no meu pé....

    E estou doente....pq não aguento viver assim..

    BJO!

    Zil

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  31. Elaine, minha querida

    Eu entendo muito vc. Sofro da mesma forma.

    Me sinto inútil, desconfortável e um peso quando estou sem trabalho. E não há nada que me faça me sentir melhor.

    Mas vc fez o melhor que podia: foi se distrair com outras coisas, mesmo que isso a fez ficar bem cansada. Acho que esse é o melhor remédio mesmo: distração com coisas úteis.

    Fica bem, minha querida

    Bjs enormes

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  32. Amiga, eu nesse exato momento estou passando por isso, como ja falei em meus posts, eu tbem trabalho em casa, sou agente de viagens em sistema Home Office, mas esse mês que passou não entrou praticamente, nada, e ja chorei à bessa por conta disso, fico com pena do marido, pois trabalha muito, aff! ecomo é difícil, por conta disso ja estou tentando aprender costurar...rsrsrs

    Vamos ver no que dá.

    beijos

    Joana Campos

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  33. Minha querida,

    Sei que é difícil, mas você é inteligente, querida, batalhadora e esforçada, ainda tem muita coisa boa pelo caminho!
    E graças a Deus, você tem um marido ao seu lado, que ele seja seu apoio em tempo integral e se precisar desabafar, estou aqui!

    beijos

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  34. sabe, me identifiquei com voce! parei de trabalhar assim que os filhos nasceram e ai fiquei naquela de ser o "nosso" dinheiro, tenho um marido que graças a Deus pode sustentar a casa com o trabalho dele e tenho liberdade de usar o dinheiro mas fui criada numa família que tudo faltava até hoje me sinto contrangida não sei se é essa palavra em ter e os meus familiares em falta de alguma coisa... acho q também preciso de terapia! entendo seu medo de um dia não ter trabalho, uma sugestão eu fiz previdencia privada para os filhos para que num futuro tenham complementação de renda! ( pois vejo os empregos cada vez mais difíceis) pode ser mais um dos meus medos, sei lá mas seu post me ajudou a refletir sobre a vida! um abração e um abençoado mes de trabalho, Vera

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  35. Já passei por isso viu...muito triste, prefiro nem lembrar.

    abraços

    Hugo

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  36. Querido,vc deixou uma mensagem no blog da Elaine que me fez um bem enorme.
    Vc usou as palavras certas para explicar coisas que a gente às vezes não consegue descobrir como fazer.
    Serviu pra mim.
    Muito obrigada.
    Um beijo enorme.

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  37. Não se preocupe vc não está louca, isso é fruto da criação que recebemos, por isso até hoje, moro em cidade diferente do meu marido, não posso nem pensar em viver dependendo dele...bjs

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  38. voce vai arrumar uma solução. Tem pessoas melhores que eu para te ajudar.
    Voi ficar aqui só pedindo ao Espirito Santo para ilumina-la. Uma certeza eu tenho vai passar.
    com carinho mOnica

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  39. Oi Elaine,

    Li seu post e me senti até na obrigação de falar um pouco sobre o assunto. Infelizmente nós mulheres, nesse mundo louco e moderno, somos cada vez mais cobradas em termos de atitudes, trabalho, posição social, etc...Não estou afirmando que este é o seu caso, mas tmb vejo o mesmo medo em muitas amigas que nem de longe foram criadas como vc mas que ainda sentem-se culpadas se não ganham dinheiro ou se colocam os pés no sofá para descansarem um pouquinho! Não posso negar que tmb me sinto culpada por não estar colocando dinheiro em casa! E parece que o mundo insiste em nos lembrar dessa culpa, não é? É só reparar numa conversa inicial o que se pergunta sobre a outra pessoa? "O que vc faz?" como se o outro não fosse ninguém se respondesse: no momento nada. O pior é que nós mesmos é que nos cobramos essa postura de loucura total, de trabalho a todo minuto, de sustento de tudo e de todos! Vamos nos dar um tempo! Um tempo para respirar e pra deixar esse medo de lado!
    Bjs

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  40. Oi Elaine não dá pra ficar indiferente diante um post assim, tão sincero da sua parte.
    Minha mãe se parece com vc, ela é bem assim, se cobra demais e não pára um instante se quer...eu já acostumei com o jeito dela, mas eu sei que tem dias que ela sofre muito, mas rapidinho dá a volta por cima!!
    Te indico um livro que me ajudou em uma situação um pouco complicada da minha vida-"QUEM ME ROUBOU DE MIM"- do Padre Fábio de Melo- Ele é uma pessoa muito inteligente e nesse livro dá algumas dicas que podem te ajudar.
    Força garota!!!!
    BJKS DE KARLA***

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  41. @Karla Jeanne
    Conheço o livro e um amigo meu já me prometeu emprestar. Bem que tô precisando, né?
    E se sua mãe é assim, dá uma força pra ela que é duro viu?
    Beijo

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  42. @JOANA CAMPOS
    Joana,
    Espero que dê certo pois sei o quanto é ruim.
    Muito obrigada por sua partilha.
    Beijo

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  43. @Mônica
    Minha querida,
    E quem melhor que o divino Espírito Santo para guiar a gente?
    Muito obrigada.
    Beijo

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  44. @calma que estou com pressa
    Querida,
    Quem me dera ser tudo isso que você falou!
    Mas os olhos do amigo são mais suaves, né?
    Muito obrigada por suas palavras!
    Tá?

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  45. @Mylla Galvão
    Querida,
    Não, jamais faria por um motivo muito simples: para mim não existem vidas passadas pois não creio na reencarnação.
    Terapia, sim, mas desta vida apenas pois é a única que Deus me concedeu viver.
    Beijosssss

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  46. @Simone Aline
    Do seu jeito você disse tudo o que faltou eu dizer rsrsrs
    Beijo

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  47. @Marcinha
    Credo! Como você parece comigo!
    Eu, hein!
    Vou lá conhecer seu blog.
    Beijo

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  48. @euemmim
    Zil,
    Se eu puder ajudar t^a disposição, tá?
    Ser só é muito ruim e falar ajuda demais!
    Beijo

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  49. @vera
    Querida,
    Seja muito benvinda, tá?
    E obrigada pelos conselhos.
    Beijo

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  50. @Alexandre Mauj Imamura Gonzalez
    Meu bem... muito obrigada!
    Ah, tem um comentário aí embaixo (da Andréa) que acho que é direcionado a você. Suas palavras fazendo bem a muita gente...
    Beijo

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  51. @La Sorcière
    E pensar que todo esse mergulho partiu do comentário de uma certa feiticeira...lembra?

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  52. Tinha dito no twitter que este era o post da SEMANA!

    Após reler tudo e ler cada um dos comentários, eu me sinto obrigada a corrigir.

    Corrigindo. Este é O POST DO ANO!

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  53. Ah, e se eu já era BIG FÃ do Alexandre, agora me enrosquei de vez! Amo esse menino! Como ele di o que eu quero ouvir se nunca me viu na vida???

    obrigada, @mauj77

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  54. Olá
    acho que o lindo do alexandre disse tudo, emocionante.
    descubra-se,tenha um tempo para você e com você.
    Beijos

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  55. Olá,td bem?
    Acho que ser assim faz parte do mundo feminino e é tão bom por isso td pra fora. Gostei do seu blog!
    Bjs!

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  56. Querida Elaine!
    Parabéns pela CORAGEM de fazer esse post, falar sobre isso, admitindo o que sente te fará muito bem, ainda mais ouvindo tantos conselhos de pessoas amigas que gostam de você, que vê o seu melhor e sabe que você tem o DIREITO de relaxar algumas vezes, descansar, e até não fazer nada!
    Sabe, também me identifiquei com você, comecei a trabalhar aos 12 anos e como babá....
    Depois de formada, teve uma época que tive 03 empregos! Hoje não faço mais isso! Passei a deixar que o meu marido seja o HOMEM da casa! Então, como consequência, deve pagar a maior parte das contas, já que a maior parte do trabalho doméstico sou eu que faço!
    Mas como também sou neurótica, sempre guardo um dinheirinho particular por precaução!
    Mais uma vez parabéns pela coragem de partilhar conosco sua dificuldade!
    Tenha uma semana abençoada!
    Gd beijo

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  57. Sou assim... mas sinto que minha noia ainda vai longe pq sinto arrepios em pensar em casamento, em juntar minha vida a de outra pessoa... Até desejo isso para mim, mas sempre que me vejo diante da possibilidade dou não um passo, mas uma caminhada inteira para trás!!!

    Força, vc já é uma vencedora por compartilhar sua vida com alguém, por se permitir confiar em alguém a esse ponto!!!

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  58. Voltei, para ler os comentário que ainda não tinha lido e me deparei com o do Alexandre. Comentário inspirado por Deus, que de certo ajudou você, e a mim também.


    Bjs
    Mah

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  59. Querida Elaine,
    Que bom que vc conseguiu botar pra fora esses monstros que lhe afligem! Fique sem fazer nada, você tem esse direito! Largue essa culpa. Meus Deus, aproveite sua vida!!! Olha, eu trabalho desde os 14 anos. Depois que me formei, abri uma sociedade de advocacia e suei sangue. Continuo lá até hoje, (estou com 60) mas quando me dá na telha, caio fora e fico no bem-bom! Deixo os mais moços fazendo o serviço pesado. Faço minhas petições em casa e mando pela internet. Às vezes dou uma chegada no escritório e assim vou indo. Meu marido também, ele tem a empresa dele e costumamos, ao longo do ano, dar umas paradas. Chega de culpa, Elaine, ninguém dá nada pra gente mesmo. Quando a gente está numa pior, ninguém vem nos ajudar, portanto... Repito: fique sem fazer nada, nem que seja olhando na janela!!! Ah, é tão bom. Dê pra vc esse presente!!! Deixe o maridão trabalhar no pesado! Oras!! Eles não são os tais? Rsrs. Xô culpa!!!! Bjss

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  60. Elaine, menina linda...

    Nossa esse post me fez pensar tanto. Mas, me deu uma certa vergonha...
    Eu fui uma criança mimada, porém, se tratando de material. Meu primeiro emprego foi aos dezoito anos...
    Hoje com vinte e seis, tenho um filho de tres anos, e um medo de enfrentar a vida balanceado pelo medo do julgamento. Invejo mulheres independentes, eu admito, não sou.
    Existem coisas que nem sei fazer, cuido da casa, arrisco uns trabalhos manuais. Mas, tenho um defeito, não sei ser permanente.
    Quanto a culpa, também sinto... sempre que estou aqui, é como se a voz da minha mãe ficasse em meu pensamento me cobrando por não estar trabalhando, mesmo tendo feito minhas tarefas.
    Tá vendo, estou falando como uma adolescente que não tem responsabilidades, e isso me assusta também.
    Nisso as coisas que faço de certo, sempre parecem poucas, de repente são mesmo.


    Adorei demais esse post, e peço desculpas por meu comentário parecer outro post.
    Fico feliz que você tenha voltado a trabalhar.

    Beijos e fique bem...

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  61. Olá Elaine, sabe que eu estou nesse "momento": me sinto inútil. Sempre trabalhei desde os 14 anos, e pra mim foi a melhor coisa que poderia acontecer uma vez que tinha alguns problemas em casa o principal deles com meu padrasto e trabalhar pra mim além de ganhar um dinheirinho (aliás não ficava com um centavo)era minha válvula de escape, meu porto seguro, a minha esperança de um ter a força de fazer o que tinha que ser feito sem pensar nos restante da família, nossa agora posso te parecer um monstro não é? Família pra mim sempre foi muuuuito importante mais não era o porto seguro que precisava, pelo contrário quem devia me defender(leia-se mãe) ainda me culpou, ou seja viu "o problema" do jeito que quis, do modo que lhe era mais conveniente uma vez que era totalmente dependente do marido.
    Mais voltando ao assunto principal, trabalhar pra mim sempre foi importante pra me sentir gente, mais como assim menina? É sim, me sentir um ser humano produtivo e útil, aliás sempre dava o melhor de mim e então era sempre a funcionária mais produtiva, além de querida uma vez que era muuuuito carente de carinho mais sempre muito carinhosa então conquistando (graças a Deus) grandes amizades e até uma mãezinha de coração que tinha por mim o carinho que gostaria de ter em casa. Só parei de trabalhar depois da minha licença maternidade porque sofria só de pensar em deixar meu bebe de 4 meses num berçário, desprotegido sem a minha presença. Na época foi a melhor escolha que fiz, não me arrependo de nenhuma maneira fiz o que tinha que ser feito e com total apoio do meu marido amadíssimo (é assim mesmo que se diz? rs) uma vez que ele tbm não gostaria de deixar nosso filho aos cuidados de pessoas estranhas. Mais agora 3 anos depois com o filho cada dia mais independente e com o medo de me tornar uma mãe suuuper protetora uma vez que quero passar pra ele toda segurança e amor que não tive qdo precisei. A questão é que entendo muuito bem o que esta sentindo, eu por exmeplo fiquei quase dois anos sem ir a uma manicure, dava aquele jeitinho em casa mais não queria pedir dinheiro ao marido pra essas "futilidades" , sabe o sentimento de que não tenho direito pois não estou colocando dinheiro em casa, por exemplo não sinto carro que temos como meu uma vez que não ajudei com um centavo pra paga-lo apesar do marido dizer sempre é nosso não é só meu, eu ainda me refiro a ele como seu carro. Apesar de ajuda-lo na feira(sim ele é bananeiro.. .rs)dispensando assim a presença de um funcionário e td dinheiro que se ganha é "nosso". Então estou querendo muuuuuito voltar a trabalhar pra me sentir útil de novo. Voltar a ter uma vida social, ver gente poder conviver com pessoas diferentes... Foi por isso que criei um blog pra fazer novas amizades e ampliar meus horizontes e tentar não me fechar em meu casulo pra tentar suprir a necessidade da convivência com diversas pessoas.
    Nossa que confuso esse comentário, não é? Mas tenho que te dizer que quase não consigo terminar de escrever, estou me derretendo em lágrimas pois te disse coisas que jamais falei a ninguém. Obrigada pela oportunidade e por me permitir o desabafo...
    obrigada do fundo do meu coração♥ ♥

    Beijos ♥ Edi

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  62. Escrevi um longo comentário porém na hora de publica-lo apareceu um erro, será que você o recebeu? Se não me diga pois vou tentar de novo fazer o desabafo que pra mim foi muito importante. Obrigada de coração por me permitir o desabafo.
    Beijos ♥ Edi

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  63. Oi, Elaine!

    Li o seu post, fiquei emocionada,e acho que muitos de nós vivemos dramas assim, pois, apesar de Deus nos ter feito de forma maravilhosa, somos tão complexos, não é?
    Também passei por muitas dificuldades na infância, dificuldades financeiras, na verdade. Comecei a trabalhar ainda adoloescente, e me tornei arrimo de família,por muito tempo. Por isso valorizo tanto o trabalho, e não saberia viver sem ele.
    Mas, não se cobre tanto, isso pode lhe trazer problemas de saúde. Confie em Deus, Ele sempre proverá
    nossas necessidades. Pense também em procurar ajuda, com um bom profissional de psicologia, garanto que você vai gostar, e vai se libertar dessa prisão.

    Que Deus conceda-lhe vida longa e feliz.

    Socorro Melo

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  64. @ミ★ є∂ι ★彡
    Meu Deus, como me identifiquei com tudo o que você disse!
    Uma vez falei para meu marido algo assim: a sua televisão bla bla bla e ele me corrigiu na hora: "Nada aqui é meu, é tudo nosso".
    Puxa, fou tão bom ouvir!
    Edi, leia os comentários e fale disso tudo mais vezes.
    Não dá pra viver sem falar.
    Certo?
    Beijos e obrigada pela partilha profunda!

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  65. @Marliborges
    Querida, dei boas risadas com seu comentário.
    E vindo de alguém com tanta experiêncoa a mais que eu só posso agradecer.
    Beijo

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  66. Elaine sei bem como é isso, odiar depender de alguém. Eu odeio pedir, me sinto extremamente mal, me incomoda e eu sinto que a pessoa depois vai jogar na minha cara. E nem é por crianção, é de mim mesmo. Porém gosto de ajudar...não da pra entender..rs..Bom, na verdade eu acho que não tem nada demais a gente precisar de ajuda, afinal uma mão lava a outra e as duas, o rosto.
    Mas não se cobre tanto, nem queira carregar tudo nas costas, menos ainda se sinta um peso porque amanhã pode ser seu marido que esteja com pouco trabalho.
    Beijocas.

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  67. Olá Elaine!Vim visitá-la e adorei.Identifiquei-me muito com vc nesse texto, principalmente na questão em "não pedir nada ao marido", tbm penso assim! Parabéns,ótimo texto. Boa semana,bjs.

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  68. Carambe Elaine, nao sei nem o que escrever aqui, mexe com tantos sentimentos.
    Tenho tido esse tipo de conflito ultimamente.
    Quando viemos para Cancun parei de trabalhar,por uma serie de fatores e agora estou comecando a querer mudar essa situacao.
    Voce tem razao, depende de cada caso claro, mas a dependencia e uma mmm...
    Nem que seja meio expediente...
    Valeu o post!!
    Bjs...

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  69. ELAINE QUERIDA>>>
    desculpe só agora poder te dar algum confoto...
    entendo bem do que vc fala....já passei por situaçãoparecida e precisei demais dos outros, da casa dos outros e até da comida dos outros, me magoava..me angustiou muito..
    foi um tempo curto porém fundamental pra que eu tivesse o mesmo pensamento que vc"jamais quero depender de alguém novamente",não por orgulho ou soberba, mas por simplesmente não fazer parte de mim e me doer.
    que bom amiga que vc descobriu seu calcanhar de aquiles...agora é trabalhar isso, tentar de alguma maneira se programar, ou achar uma forma pra que quando acontecerem esses fatores que te levam a angustia vc possa recorrer a sua "caixinha" da salvação...
    no meu caso resolvi abrir uma modesta poupança onde guardo os corinhos de rato pras horas de imprevisto, não é muito , é dificil guardar, mas o pouquinho já me da´uma sensação de tranquilidade.ache a sua caixinha e deposite nela suas armas pra momentos difíceis...
    eu estou tentando dessa forma me libertar dos medos e anceios que como os seus não são poucos.
    fique forte e busque uma solução tenho certeza que vc conseguirá..
    o resto é só com muita fé mesmo amiga.
    bjuivos cheios de carinho nesse coração lindo que só tem amor.

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  70. amiga, só pra complementar...
    culpa????...tenho muitas quase todas do berço...
    mas tento me entender pra tentar contornar e não pirar de vez...
    blogar é uma excelente terapia e tem mais ,vc tem sido minha terapeuta sem saber...rsr
    obrigada.

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  71. Primeira vez que te visito, vim através da Fernanda Reali. Achei incrível isso de você abrir seus sentimentos dessa forma. Também fui educada para o trabalho e tenho isso de não saber ficar parada. Já fiz muita terapia e o que minha psicóloga mais me ajudou a perceber era que eu precisava aprender a ser egoista, a pensar em mim. Dai fui aprendendo a relaxar e hoje, me permito deixar de fazer muita coisa e trabalhar naquilo que gosto e o quanto quero. Mas acho que isso não é só paranóia nossa não, quando o outro paga as contas, muda o comportamento, passa a dar menos valor aos nossos desejos, a nos respeitar menos. Ainda que de forma sutil. Quer queiramos ou não, é a realidade. Poucas pessoas tem a generosidade suficiente para não abusar do poder que o dinheiro parece conceder.
    bjos

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  72. Elaine, eu fui ser babá com 12 anos. Depois disso, não parei mais de trabalhar. Muito parecida com sua história e tenho sentimenos parecidos que vez ou outra insistem em me assombrar.

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  73. Elaine, ainda não tinha visto esta tua postagem, é exatamente como me senti, na possibilidade de perder o emprego, você ainda tem um marido, que na época era o provedor da casa. Eu, surtei, ante a possibilidade de não ter como manter meus filhos. Fui criada da mesma forma, sempre fui responsável por mim, depois que meu 1º filho nasceu e adoeceu, fiquei em casa, por mais que me esforçasse, me sentia mal em ficar em casa, muito embora ele ganhasse muito bem. Não fiquei mais que 3 anos, logo retornei e optei pelo trabalho, quando me pôs na parede, para optar entre o trabalho e ele. Fui criada como homem, para ser responsável por mim, não sei ser diferente e não consigo ser dependente de ninguém.
    Como te admiro Elaine, por colocar em pauta, assuntos tão contundentes.
    Obrigada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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