Coisas de família

em 4 de julho de 2010

familia-5201 Vou escrever este texto agora, e talvez ele seja uma das coisas mais difíceis de postar que já enfrentei.

Não que eu tenha dificuldade em me expressar, ou tenha receio de me abrir; não é nada disso. Mas é que este é o tipo de texto que faz com que seja preciso remexer bem lá no fundo. E isso incomoda. Mas é preciso.

Como já falei algumas vezes aqui eu tenho uma família pouco comum, ou talvez comum demais, sei lá. Tenho pai, com o qual não falo, tenho mãe, e tenho 2 irmãos. E tenho também uma bronca imensa de ser explorada. Explico.

Trabalho desde sempre, eu e marido aliás. Não temos filhos, e vamos aos poucos conseguindo as coisas: uma tv nova, uma geladeira moderna, pequenos gostos que vamos conseguindo realizar. Com luta, pois a vida é luta.

Não passamos grandes dificuldades. Mas vivemos de forma controlada para nada faltar. E, graças a Deus, nada falta. Mas para você ter uma ideia marido há mais de 10 anos não tem férias, jamais faltou ao trabalho e eu trabalho mesmo se não estou bem pois tenho um senso de responsabilidade muito grande. Resultado da época que se não trabalhava não comia.

Então…

Acontece que minha irmã não é assim.

Mesmo com 3 filhos para criar é preciso pegar no pé dela para o serviço sair, entende? Ela é do tipo que prefere tirar a tarde para descansar e depois tentar compensar o trabalho. Mas nunca compensa. Eu fico louca, pois tem vezes que dependo da parte dela para seguir a minha parte. Quando trabalhava aqui em casa era uma luta cotidiana: chegava 30, 40 minutos atrasada todo dia, saía quando precisava, me enlouquecia pois eu pagava por dia e jamais atrasei ou descontei nada. Mas isso eu já deixei pra trás. Agora quero ser só eu.

 

Desde quando ela teve a 1ª filha, ainda no relacionamento anterior, eu caí numa armadilha: desde leite até o remédio que todo bebê precisa eu sempre ajudei. Nossa conta na farmácia parece conta conjunta. Mas não é. Mas parece.

Até ração para os cachorros eu ajudava comprar, ou então cedia minha conta no petshop. Daí era aquela agonia sem saber se ela pagaria ou não. Perdi a conta do tanto de cheques que marido emprestou e depois teve de cobrir em supermercado. Tive o nome relacionado no SPC por conta de uma televisão que ela comprou e nunca pagou.

E ao longo dos anos as coisas foram piorando.

Já fizemos empréstimos em banco para ajudar. Já emprestamos cartão de crédito. Já perdi a conta das vezes que me ferrei por ela. Pelas crianças eu fazia, e se não faço me sinto horrível, egoísta e má. Pois penso que se posso devo ajudar. Mas é um poço sem fundo. E estou farta.

E ela sabe como me manobrar. Na questão dos cachorros, por exemplo. Ela chega aqui em casa, e meio como quem não quer nada, menciona que eles estão sem ração, comendo sobras, isso quando tem… Acontece que ela sabe o quanto isso me afeta. E eu acho isso uma sacanagem pois rouba minha tranquilidade. Então lá vou eu de novo…

Com as crianças é a mesma coisa, até pior.

Mas os filhos são dela, os cachorros são dela, a vida é dela. E eu estou disposta como nunca a dar um basta. Na verdade já comecei.

Acabaram-se as compras de ração. Eu me viro com minha vida, cada um que carregue a própria então. Sou orgulhosa, já passamos muita dificuldade mas jamais aceitei ser peso para ninguém. E acho que há uma diferença entre aceitar ajuda e sempre contar com esse apoio.

Também os gastos na farmácia: gastou, paga. Não tem dinheiro no dia certo, se vira. Ou paga trabalhando, passando a roupa daqui de casa. Não vou deixar de ceder a conta, mas não vou mais perdoar pagamentos.

Tá, me sinto horrível, mas eu preciso colocar limites.

O marido dela é servente de pedreiro e começou uns consertos aqui em casa para pagar um fogão. O combinado é que em 2 fins de semana estaria tudo pronto pois marido estava ajudando. No 1º fim de semana precisei ligar para arrancar o “pedreiro” da cama e fazê-lo vir começar. Neste fim de semana ele sumiu, largou tudo pela metade, e o que começou precisará ser desfeito. Agora estou à cata de um pedreiro que possa consertar a merda toda. Imagina a raiva. E o prejuízo de tempo e de material….

Mas a culpa é minha. Fico com pena e me lasco. De novo.

Escrevo esse texto de cabeça fria, pois a raiva foi se diluindo ao longo do dia. Mas a decisão estava amadurecendo em mim há muito tempo.

Claro que tudo isso não altera o afeto. Ainda sinto muito pois sei que ela passa dificuldades sérias de dinheiro, tem dias que falta até leite para o bebê, mas eles precisam amadurecer e carregar a própria vida.

E amar não significa proteger para sempre.

Ainda que eu sofra, ainda que eu me ache egoísta e fria, eu preciso me libertar…

Aff, só de escrever já me sinto melhor…




boa_semana-14316

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

34 comentários , comente também!

  1. Elaine,
    Sei bem como se sente, meu irmão é igualzinho, parece uma sanguessuga comigo e com minha mãe, eu até já consegui me libertar um pouco, digo um pouco porque me sinto como você: culpada se não ajudar, mas tenho evitado e aconselhado a minha mãe a parar também, pois como você disse, quem ama tem que largar um pouco de mão pra que o outro cresça. Vou continuar tentando convencê-la.
    Grande beijo pra vc!

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  2. eu te entendo,passei o memso com minha irmã caçula,e por fim pedi que ela fosse em bora da minha casa,ou meu casamento acabaria...é dificil mais cada um com sua cruz e jesus por todos!!!bjs!

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  3. "Ainda que eu sofra, ainda que eu me ache egoísta e fria, eu preciso me libertar…"

    Aqui vc já disse tudo!
    Um dia isso tem que parar!
    Sei bem o que é isso!!!

    Que Deus te dê forças...

    bjo

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  4. Elaine, problemas familiares são difíceis mesmo pois penso que a nossa cultura faz a gente sentir que somos uma única pessoa, então o que acontece com um membro da família nos atinge em cheio pois sentimos como se fosse conosco. Pelo menos pra mim é mais ou menos assim...Mas, também penso que o melhor benefício que podemos agregar a alguém é ajudá-los a crescer, evoluir, para que possam caminhar sozinhos e serem auto suficientes.
    Boa sorte, menina, para você e seus familiares!
    bjk

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  5. Elaine,

    O caminho você já descobriu, pode ser árduo, porém é necessário para o crescimento de todos os envolvidos. Imagino o quanto é difícil para você ter que se impor ou negar algo, mas isso é necessário para que todos aprendam seus papéis. Às vezes, fazemos as coisas com o coração, com a intenção de ajudar, e com o passar do tempo, os outros tornam isso uma obrigação.
    A obrigação que temos é fazer o melhor para nós e pelos outros.
    Grandes beijos e ótima semana

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  6. Oi Elaine, ainda bem que você encontrou forças para minimizar a situação, mas continue tendo bom coração, pois é gratificante...

    Beijo!!!

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  7. Quem ama ajuda. Mais também quem ama, diz não. Sei que isso é difícil quando se trata de um familiar, mas é preciso amiga, é preciso. Falta consciência nela, está mal acostumada, tomara que você não tenha problemas de relacionamento com ela por causa disso.

    Bjs
    Mah

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  8. Iiiii... sempre digo que toda família tem a "sua Alice" (nome da minha irmã)... e vejo diariamente que tem mesmo... trata-se da pessoa problema, aquela que termina envolvendo a todos em suas dificuldades. Ela casa, ela tem filhos, ela tem cachorro, ela tem problemas. Mas por causa disso todo mundo tem de arcar com as despesas e preocupações do casamento dela, dos filhos dela, dos cachorros dela e dos problemas dela, sob pena de ser tachado de egoísta. Pior é que as pessoas pensam que, por não termos filhos, não temos despesas, gastos, dificuldades... sei muuuuuito bem como você deve estar se sentindo...

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  9. Vc está fazendo o certo Elaine, estavão aproveitando de sua bondade, ainda bem que não tenho ninguém assim na família.

    beijooo.

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  10. "Um mestre encarregou seu discípulo de
    cuidar de um campo de arroz.
    No primeiro ano, o discípulo vigiava para
    que nunca faltasse a água necessária. O arroz
    cresceu forte, e a colheita foi boa.
    No segundo ano, ele teve a idéia de
    acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz
    cresceu rápido, e a colheita foi maior.
    No terceiro ano, ele colocou mais
    fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o
    arroz nasceu pequeno e sem brilho.
    Então o mestre advertiu-o:
    “Se continuar aumentando a quantidade
    de adubo, não terá nada de valor no ano que
    vem. Você fortalece alguém quando ajuda um
    pouco. Mas você enfraquece alguém e pode até
    estragá-lo se ajuda muito”.

    Autor desconhecido.

    Elaine, esse texto li hoje e acho que cai como uma luva diante de tudo que você escreveu.

    Beijos na alma, querida!

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  11. vim te visitar e divulgar uma campanha, a campanha NULO NELES, visite meu blog,e divulgue tbm...
    http://ivafpacini.blogspot.com

    bjs

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  12. Olá Elaine,
    imagino o quanto deva ser difícil pra você tomar essa decisão , pois colocamos sempre o coração acima da razão, não é.
    Olha, embora o ditado seja antigo e batido, ainda é muito válido :
    "nao devemos dar o peixe...e sim ensinar a pescar".
    É isso amiga, não se sinta culpada não, pelo que conta, eles não fazem a parte deles com responsabilidade e compromisso, então vão pagar o preço, e com isso talvez passem a agir com mais comprometimento.

    Fique em paz.
    Beijo com carinho.

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  13. Olha...
    O legal seria uma terapia pra te tirar esta culpa ( eu sei bem o que é isso ) . A gente se sente responsável pelos outros e pelos erros deles...

    Tenho uma amiga que é mais ou menos assim. Adora me fazer sentir culpada...

    O pior é que com estas atitudes paternalistas a pessoa não cresce nunca, fica sempre "TADINHA"...

    Estarei pedindo a DEUS pra te iluminar, e pra ela também...

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  14. Elaine, é muito ruim situações assim... sei bem o que é isso. E o pior é que quem se "aproveita" sabe exatamente como fazer. Sabe o que falar, sabe como mexer com a gente... E por mais que a gente diga: 'foi a última vez', acaba ficando com pena, se sentindo mal como vc disse... pensa nas crianças (que não tem culpa, não pediram pra nascer) e acaba sempre se ferrando... Por experiência própria, enquanto houver a "proximidade residencial", no mesmo bairro, as vezes na mesma cidade até!!!! Isso continua...
    Só quando as pessoas se veem na necessidade de "enfrentar a vida por si só", e não tem uma irmã morando na próxima rua, no próximo bairro ou num lugar que não seja tão distante (ou se precise de mais dinheiro para ir), não se aprende... E por mais que a gente "desabafe" (o que já nos faz sentir melhores), fique as vezes com raiva até... a gente não consegue mudar... nem os outros, e nem nós mesmos! Você é uma pessoa de bom coração, e isso não tem como mudar (graças a Deus!!! rsrs). Entendo que as vezes chateia também... rsrs
    Pq "bonzinho só se fo..." já sabe o resto né? rsrsrs
    Bjks

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  15. Elaine eu gosto mito de vir aqui ler seus textos. Vc se expressa muito bem!!! As vezes ate me assusto pq aqui tem td que eu queria dizer e não consigo. Talvez consiga mas não na exatidão que vc escreveu. É infelizmente é o preço que a gente paga por ser tão responsável né. Eu sou assim igual vc e passo por isso tbm. Mas vc ta fazendo a coisa certa, quem sabe eles não amadurecem né???


    Bjs e parabéns

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  16. É difícil essa situação, mas ela é muito mais comum que possas imaginar.Quase todos temos alguém assim nas famílias e sei bem...é foooooooooooooooooogo!!! beijos e fica bem tranquila.Tu faz e sempre fizeste tua parte.Eles é que não!@beijos,chica

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  17. E assim mesmo.
    Eu fui passar um fim de semana com meus tios. Teve tanta lamuria comparando com o que tinha antes que falei com meus irmãos. Eles disseram para não ter pena porque a quantidade de terra que eles tem é imensa. Se vendessem davam para vivver tranquilos. E afilha é igualzinha a sua irmã.
    com carinho MOnica

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  18. Elaine, ela é o tipo de pessoa que você dá a mão e quer o pé. Embora quando a gente ajuda, tem que ser sem a intenção de receber algo em troca, pelo menos a pessoa que esta sendo ajudada deveria ter o minimo de consideração e fazer a parte dela. Não é certo dar o peixe, e sim ensinar a pescar. Sei bem como é isso porque minha mãe passava pela mesma coisa. Já levou vários calotes por querer ajudar alguem. Até ela se cansar e parar. Isso não é egoismo ou ruindade. Não é certo ajudar sendo que vamos nos prejudicar não é? A responsabilidade é dela, cada um tem seu fardo, não se prejudique mais!
    Adorei vc ter passado no meu canto!
    Beijocas

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  19. Eu entendo o seu sentimento. E imagino o qto é difícil pra vc ter tomado essa decisão. Afinal de contas, é sua irmã, uma pessoa q vc ama muito e quer bem, quer ajudar.

    Mas vc fez tudo o que pode, sempre. Tudo o que podia fazer, vc fez. Ajudou, pena que ela não soube reconhecer e dar valor.

    Agora talvez vc esteja a ajudando como nunca na vida: fazendo com que ela saia pra pegar o próprio peixe. Aprender que para ter, ela precisa fazer algo para isso. Talvez seja a grande lição da vida dela, que começa agora. Continue a ajudar, mas no sentido moral, de quem aconselha, educa, ensina. E não fique com a cabeça cheia de preocupações, pq sua parte vc já fez. E agora q sua missão começa, que é a de fazer com que sua irmã entenda que não está no planeta só a passeio ou porque tem espaço.

    Desejo mta boa sorte pra vc e principalmente para sua irmã.

    bjs e boa semana

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  20. @Meri Pellens
    Querida,
    Credo, parece que foi escrito pra mim!

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  21. Menina isso é horrivel!
    já passaei por isso...
    Sabe o que aprendi?
    Que as pessoas não saem do lugar porque saberm que terão ajuda.
    Quando voc~e para de ajudar elas se arrumam rapidinho...
    Um fato!

    Fique na paz!!

    bj

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  22. Elaine, querida

    Saudades de vc.

    Lendo seu texto me identifiquei muito, pois fui arrimo da família de minhas duas irmãs. Pagava aluguel, contas de consumo, enxoval dos filhos, remédios. Elas me ligavam choramingando, eu brigava, mas sempre cedia, enfim era um ciclo vicioso horrível.

    Até que casei e decidi dar um fim nisso. Foi uma libertação para mim. Hoje até ajudo se for o último recurso, mas sempre aviso que estou "apertada".

    Tomara que vc consiga resolver logo.

    Bjs enormes

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  23. Eliane, me vi em seu relato! passei muito tempo "carregando" parentes nas costas! sempre trabalhei desde muito nova desde babá eu fui prá estudar e me vestir, com o tempo Graças a Deus vivo bem mas sempre com trabalho, se temos as coisas é com nosso suor! é difícil dizer não mas é nescessário para que o outro cresça também, não fique se culpando! tenha um abençoado dia! simone

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  24. Boa tarde Elaine,entendo isso
    que vem passando...é terrível pois
    sempre carregamos nas costas a
    culpa,o peso da pena.
    O coração aperta,ficamos pensando,
    imaginando se erramos...mais eu
    posso te dizer uma palavra que
    define isso tudo:
    A maior ferramenta de trabalho que
    vc vai dar a eles será deixando
    que sintam por eles mesmos a
    capacidade de seguir em frente
    sem a sua ajuda,pois enquanto
    tiver alguém para por a mão na
    cabeça, eles não vão crescer e entender à vida.
    Bjs querida e força!
    Simone Souza

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  25. Oi, Elaine!

    Infelizmente, parece que em toda família tem alguém assim. E acho corretíssima a sua decisão. Primeiro, porque é horrível a sensação de se sentir explorada, segundo porque é salutar que as pessoas amadureçam e tomem pra si suas responsabilidades. Não se sinta egoísta, você não é, é apenas humana, madura e consciente.

    Desejo, de coração, que suas atitudes tenham um resultado bem positivo.

    Beijos
    Socorro Melo

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  26. Sabe Elaine! Também tenho uma irmã e 3 sobrinhos. Ela casou bem tarde e fez uma péssima escolha. Seu marido já era violento naquela época e se via no seu rosto que não era uma pessoa ambiciosa. Casou contra a vontade da minha mãe e hoje sofre muito e se arrependeu do fundo do coração. O pior de tudo isso é que minha mãe já se foi e eu fico nervosa de ver a sua situação, pois o marido está sem emprego e em vez de ir à luta, fica no bar bebendo. É revoltante e procuro ajudá-la na medida que posso, e já a ajudei muitos anos atrás, coisa que já até interferiu no meu casamento.
    Por isso te digo para pensar primeiro em você , no seu marido, na sua vida e no seu casamento. Não dê as costas, mas não passe a mão na cabeça, deixe eles amadurecem e se virarem sozinhos.
    Dói mas é melhor assim. Os filhos não tem culpa, mas você infelizmente não é Deus e nem é rica.
    Boa sorte !
    Bjs

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  27. ELAINE QUERIDA...
    mantenha-se firme no seu propósito...
    eles tem que crescer e assumir as responsabilidades, não se sinta culpada, vc está fazendo pro bem deles.acredite.
    força amiga!!!
    um norme beijo no seu coração.
    olha começei uma promoção de aniversa´rio, ficou meio sem jeito mas é de coração que quero presentear alguém tão querido como as pessoas que conheci neste ano, participa????
    kkkk
    tenha uma semana linda .

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  28. oi Elaine! eu acho ue você está agindo certo , apesar da dor temos que impor limites, coisas que ela nunca teve pelo jeito! e ficou mal acostumada com tanta egalia , sem esforço nenum,
    infelizmente existem pessoas assim, vocês duas foram criadas pela mesma mãe e tem atitudes bem diferentes-
    conheço várias pessoas como ela! ih e quantas engraçado que agorinha mesmo - estavamos aqui falando da irmã do meu marido - que é a folga em pessoa e consegue tudo que quer com a mãe dela(o caso minha sogra) e isto me irrita profundamente! imagina você lidar com esta situação com a própria irmã- é dificil - mas tem que ser rigida com a tua decisão -
    bjs

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  29. Ei Elaine,
    Essa situação é terrível, e o mais difícil é quando a gente se sente na obrigação de ajudar e fica muito culpada quando não faz isso. Mas tudo tem um limite não é? Talvez tenha chegado o seu, a hora do basta! Precisamos fazer isso, pois ás vezes estamos super preocupados com o problema do outro e a pessoa mesmo não está nem aí...Tenho uma irmã que tem muitos problemas por causa do marido, mas depois de ter tomado prejuízos disse com todas as letras, não me peça dinheiro ou cheque emprestado por que eu não empresto! Consegui dar um basta e não falamos mais em dinheiro, as vezes fico com pena da minha sobrinha, mas aguento firme! Quando o assunto é dinheiro ou dificuldades, mudo de assunto!
    Força amiga! Você vai conseguir!
    Gd beijo

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  30. Li o seu desabafo e alguns comentários.

    Desculpe, mas sua irmã age assim por sua culpa. Você a transformou numa parasita, que só sabe grudar-se e sugar.

    Continuando com a analogia, usemos um carrapato como exemplo.

    Tem dois meios para removê-lo:
    1 - arrancando com força, o que rasgará a pele (a sua pele). É uma solução radical, em que você sofrerá as maiores consequências, a maior dor. E o carrapato continuará vivo, pronto a saltar de volta em sua pele novamente.

    2 – a outra maneira é despejar inseticida sobre ele, ou algum anestésico como éter. Ele irá soltar pacificamente suas presas. Caberá a você extinguir sua existência totalmente ou não.

    A ruptura a que você se propõe, talvez machucará mais a você do que à sua irmã. Sempre sentirá o remorso (como já demonstrado) e irá cedendo, gradativamente, até voltar à situação original ou pior.

    Você talvez pudesse aglutinar partes de cada alternativa.

    Imprima o seu texto e faça com que ela leia (será o “inseticida”). Ao mesmo tempo avise que você irá se preocupar apenas com a sua vida e com a de seu marido, e que ela não poderá mais contar com sua benevolência.

    Dessa forma você rompe a safadeza da usurpação, mostra que você está ciente desse ato que ela pratica, avisa de sua atitude de ruptura e não sentirá remorso pela decisão.

    Mesmo nada sabendo de sua vida, me arrisco a dizer que a continuidade de tal situação, poderá redundar em crise de relacionamento com o seu marido. Ou será que ele fica feliz por estar “sustentando” outra família?

    Eu não ficaria e, numa dessas, pegaria minhas malas e “ba-baus”; tchau!

    São assuntos para você pensar ou simplesmente ignorar.

    Um abraço e boa sorte.

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  31. tb concordo com as meninas ai de cima... eu costoumo dizer que "Cada um tem aquilo que merece!!!" seja no trabalho, marido, salario, etc... Tudo vem daquilo que lutamos ou almejamos ter... Não fica com a conciencia pesada não... ta mais que certa... vc não é baba de ninguem ... e nem são seus filhos, e mesmo que fossem... os pais servem pra isso, para ensinar !!!
    bjs

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  32. Não consegui comentar ontem porque o blogger estava chatinho, mas fiz questão de voltar hoje.

    Graças a Deus, eu gosto de ajudar as pessoas, mas sei muito bem dizer NÃO sempre que necessário. Eu venho em primeiro lugar, depois os outros.

    Acho que não há solução possível no teu caso, infelizmente, porque talvez tua irmã possa se afastar de voces, magoada, e assim vocês sofrem de saudades das crianças e acabam cedendo.

    Doar a quem precisa é ótimo, mas carregar pessoas nas costas não é.

    Estipule dia e hora para visitas, defina uma cesta básica para doar a eles mensalmente e doe somente o que tu tiveres decidido (com uns 3kg de ração canina e umas latinhas de leite para as crianças, e CHEGA). Cada um com seu cada qual, como diz o ditado.

    Elaine, não queira bancar a boazinha. Tu já sabes que és uma pessoa boa, não precisa ficar provando isso diariamente!!!

    Elaine, quando tu vais aprender que TU VENS EM PRIMEIRO LUGAR?

    Leia isso e livre-se o ENTULHO EMOCIONAL:

    http://fernandareali.blogspot.com/2009/09/abra-espaco-na-sua-vida.html

    Um abraço.

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  33. Laine querida,te entendo muito.

    Um dos meus irmaos pensa porque eu me casei com um estrangeiro tenho mis que obrigcao de ajudá-lo.
    Ele de todos nós no deveria ter colocado filhos no mundo e foi o que mais fez. Cacula, mamae sempre passou a mao na cabeca.
    Sempre ajudei em nome dos meus sobrinhos e até trouxe uma para cá para ajudar. Ms depois de 20 anos ajudando, cansei e vi que o que mais fiz foi incentivá-lo a ficr no mundinho dele.
    Há 2 anos nao ajudo mais e por isso ele sequer fla comigo. Quer dizer nao sente nenhuma consideracao nenhum gratidao por todos os 20 anos...dói, sabe. Mas como mais nada sai daqui para ele, ele está trabalhando, ganhando o dindin dele e sustentando a familia. O preco a pagar é sempre alto e eu ainda sou a megera.

    Mas eu fui a maior culpada dele ter permanecido assim esses anos todos.

    Bjao e espero que vc fique firme.

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  34. Gostei do texto e gostaria de pedir a sua permissão para retratar o mesmo assunto em meu blog!! ;* bjs viu, gostei do assunto

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Olá! Muito obrigada por ler meu blog e obrigada também por se dispor a comentar meus posts. Seja muito bem-vindo(a)!

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Devido à falta de tempo hábil eu não me comprometo a responder perguntas referentes aos tutoriais postados neste blog.
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Para saber mais sobre a melhor forma de utilizar este blog leia Termos de uso do blog.



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