A vara da correção e ou açoite da agressão?

em 7 de junho de 2010

Você é contra ou é favorável às palmadas como forma de educar?image
Peraí, antes de responder diga primeiro se você tem filhos ou se, como eu, tem opinião mas filho não….

Eu nasci em 1972, no distante século passado. E naqueles dias criança apanhava muito. Lembro de apanhar da minha mãe com umas varinhas de amoreira beemm fininhas, que sibilavam no ar antes de atingirem a bunda e as pernas. Apanhava de chinelo, de cinta…

Se fiquei traumatizada? Acho que não muito. Se ficava revoltada? Sim, ficava. Mas quando me tornei adolescente reagi e a coisa parou. Tinha 11 anos quando reagi.

Tinham as surras de nem deixar marcas. E eram de correção. Apanhei uma vez por roubar um pé de mandioca. Nunca mais roubei nada, nem o tempo dos outros. Apanhei por mentir, e aprendi a mentir melhor; apanhei por responder com grosseria e então aprendi a ser dissimulada. Ou seja, ao invés de corrigir tiveram efeito inverso! Depois fui crescendo e amadurecendo. Só então compreendi a correção e a aceitei.

Mas haviam também surras de descontrole, de afirmação do poder. De mostrar quem podia mais, quem mandava. E, mesmo sendo criança, eu percebia a diferença. As correções doíam na hora, as demais doem até hoje…
E, ao contrário do que dizem, criança não entende surra. Ela se retrai e entra em um universo paralelo, todo seu, impenetrável. Fica arredia. Fica desconfiada. Tenho 37 anos e até hoje desconfio quando minha mãe diz que me ama.

Mas não sou cega. Sei que há sim a necessidade de correção pois senão a criança cresce sem controle, e ser humano desgovernado é arma perigosa. Mas…

Vejo minha irmã lidar com meus sobrinhos. Ela bate, sim, e isso me dói muito. Sempre digo a ela para não bater; às vezes consigo convencer, às vezes não. Ela me diz que só quem tem filhos para criar sabe como é impossível não recorrer aos tapas. Discordo mas fico sem argumentos pois os filhos não são meus…
Daí apelo para as lembranças do nosso tempo de criança. Mas ela diz que hoje, passando pelas mesmas situações que nossos pais passaram, ela os compreende.
Será???

Ainda assim fico triste demais quando sei que crianças apanharam. E o pior é gente que usa a bíblia para justificar o uso da vara… Temos de ter muito cuidado para não cair no farisaísmo; nem tudo que está na bíblia é para ser lido e praticado de forma literal!

As mães e os pais ( e isso é ainda pior!) até podem achar que estão batendo nos filhos para “corrigir” mas o fato é que estão descarregando o cansaço, a raiva e a frustração.E isso é muito perigoso.
A propósito: o título do post surgiu de um comentário da Carmem Tristão neste post aqui.

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

40 comentários , comente também!

  1. Enfim... apanhei muito sim e eu acho que a palmada na hora certa tem o seu valor sim.
    Não, ainda não tenho filhos e não sei como farei, pois é o tipo da situação que só administramos quando vivenciamos... beijo, beijo!
    She

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  2. Olha eu gostei muito do seu post, eu não apanhei quando criança, somente umas palmadas, mas nem lembro direito.

    Mas entendo quando vc diz de pais descontrolados.

    http://meu-pitaco.blogspot.com/2010/05/viagem-de-onibus.html

    Fiz esse post sobre esse assunto e minha indignação com aquela mãe louca.

    Valeu, bjs

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  3. Elaine,

    Eu tenho filho e saiba que a cada palmada que dou, doi mais em mim. Tento evitar ao máximo apelar para esse recurso, principalmente quanto estou frustrada ou cansada, nessas horas geralmente aviso que estou chateada, que não gostei do que ele fez e que depois, quando estiver mais calma, conversaremos. Só que as crianças sabem como manipular, sabem quantas vezes os pais chamam a atenção antes de agir, usam de subterfúgios para conseguir o que desejam, nessas horas cabe aos pais saber como proceder e evitar chegar no limite. Mas nem sempre conseguimos. Penso que a agressão oral é tão ou mais violenta que a física. Controle muito o que eu falo ou como falo, embora tenha um timbre alto ao falar.
    A forma como se fala, às vezes, agride muito mais que uma palmada. Quando respondo de forma errada, meu filho sempre me corrige dizendo porque estou sendo grosseira, então peço desculpas e explico que não era aquela a minha intenção, da mesma forma, faço com ele quando responde como não deve.
    Beijos e boa semana

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  4. Olha, não tenho filhos, mas se tivesse com certeza daria umas palmadas. Às vezes infelizmente recorrer só à conversa não adianta. Não sou a favor de espancamento, não, apenas palmadas, coisa leve. Eu apanhei quando criança e não acho que foi ruim. Acho que antigamente as crianças cresciam muito mais educadas e respeitavam muito mais os pais, hoje, os pais querem ser mais amigos do que pais, eu acho que a criança tem que sentir que há "hierarquia", senão, não respeita.
    Bj

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  5. Tenho uma filha de 12 anos, nunca apanhou, sempre tentei corrigir com castigos e hoje me arrependo, pois ela não me respeita, fala o que quer e ainda avança em mim,não é fácil, os filhos hojem querem mandar nos pais.

    Uma boa semana Elaine.

    beijooo.

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  6. Elaine ,
    vou ser bem sincero com você .
    Eu não gosto de bater . Converso muito com meus filhos . Acho que converso até demais . Mas as vezes , recorro a um tapinha sim .

    Ha momentos que um tapinha , se não resolve , ajuda a criança a voltar para a realidade . Como um choque de ordem .

    Penso que um tapinha , com a mão , é bem diferente de um espancamento .
    bjs
    Francisco

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  7. Eu estou de acordo com "cantinho she"
    Criança muito mimada é uma criança mal educada até dizer chega. É só ver as cenas praticadas em público,
    por esses pequenos selvagens, para entendermos a falta que faz as ditas palmadas. Mas dar esse castigo e logo em seguida cobrir a criança de beijos é o pior que se pode fazer.
    A criança passa a fazer pior porque sabe que vai ser depois recompensada de carinhos a dobrar.

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  8. Elaine, é muito controvertido esse tema. Não sei se bater "educa", se não bater torna a criança mais "rebelde". Vai de cada um. Só acho admissível que a mãe use desse recurso, não suporto ver homem dando sequer um tapinha, sem dor, em uma criança. Um tapa de um homem é mais pesado que o de uma mulher e isso acho prejudicial. Li um texto, que até enviei pra minha filha, falando que bater humilha a criança. De mais idade, acredito que sim.
    Se pensarmos bem, bater é desnecessário, falar e colocar de castigo tem mais força.
    Não sou santinha, bati em meus filhos, mas nada que eles se lembrem e me recriminem.
    E sempre falei em bom som, para que entendessem que era uma ordem, não um pedido. Sempre usei minha autoridade de mãe. Quer queiramos ou não, ela existe e tem que ser exercida.
    Hoje não gosto da ideia de meus netos apanharem dos pais. Meu genro estava começando a dar umas palmadinhas no mais velho, que hoje tem 3 anos. Conversamos muito e ele parou. A criança também sabe a hora exata do limite de paciência do pai e já se controla. Minha filha é tranquila, não bate de jeito nenhum, mas dá castigo.
    Não há regras. Mas tem que haver firmeza de atitudes.
    Beijos!

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  9. Oi minha Linda!!
    Olha tenho uma filha sim...e mto pouco dei tapinhas de tirar pó!! Pois ela sempre foi mto obediente e carinhosa. Sempre me respeitou nunca foi mal criada. Eu sou contra bater de verdade..aquelas surras de chinelo ou vara...uns tapinhas de leve, mto raramente, demonstra que nós que temos o controle. Mas ainda cho que uma boa conversa e castigo dão mais resultado...

    Bjos no ♥

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  10. Oi linda

    Na verdade a gente tem que ir aprendendo a lidar com aquele serzinho e seu gênio...o amor faz com a gente por mais furiosa que esteja não queira,evite mesmo dar um tapa,mesmo que leve...e insuportavel ver aquela carinha,aqueles olhinhos cheios de medo,então eu prefiro o castigo,sentar na cadeirinha e ficar quieta por alguns doloridos minutos, ou não assistir TV por algumas horas...para mim funciona...qualquer pai tem que saber que a criança precisa,necessita de limites até para se sentir seguro e amado,precisa de horário para estudar,acordar,dormir assistir TV....tudo comedido,pensado e com amor.
    Beijim
    Deusa
    vasinhos coloridos

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  11. Muito pertinente sua posição.
    Tenho filhas e concordo plenamente no que vc falou... as "pancadinhas de correção" só servem para traumatizar a criança e os pais descarregar sentimentos. Nunca apanhei e acho que toda opressão e abuso de poder devem ser tratados por psicóloga/ psiquiatra.
    É por essas e outras que visito esse blog, viu...
    Bjsss, Liu! Um excelente início de semana!!!

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  12. Amiga... você e seus posts com temas "polêmicos"...rsrsrs
    Olha, eu tenho um filho de coração, que esse ano completa 20 anos. Ajudei a criá-lo, mas na época, só tinha 15 anos. Hoje, por tudo o que ele faz, vejo que lhe faltou uns "tapas" na hora certa... Tenho 2 filhos (um com 6 e outro com 2) e também não acho certo descontar qualquer coisa num filho através de um tapa. Não apanhei quase, só tapinhas assim, que não "marcam"... nenhuma lembrança "triste", graças a Deus! E assim tb faço nos meus filhos... tapa na hora certa e muito amor, sempre! Acho que é o que consegue balancear até que eles "entendam" o porque os pais agem de certa forma. Sobre não ter filhos ou "duvidar" do amor de sua mamãe, eu vou te dizer uma coisa que sempre repito pra todo mundo: "antes de ter filhos a gente imagina que ama os nossos pais da mesma forma que eles nos amam; e quando temos os nossos filhos, pensamos: nossa, é assim que eles me amam!!!" O amor por um filho é algo inenarravelmente maior e indescritivelmente superior a qualquer sentimento! É um amor monstruoso, meeeeeeesmo!!!"

    Grande beijo!!!

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  13. Olha, Elaine, o pai e a mãe que nunca deu palmada para corrigir quando o argumento não resolveu, então que atire a primeira pedra. Sou mãe, e cada palmada que dou dói duas vezes mais em mim, pode crer. Só passando pra saber mesmo, pois quando eu não tinha filhos também tinha o sonho de que quando tivesse pudesse criá-los sem palmadas. Mas hoje reconheço que pensar, falar, é facil, mas na prática não é bem assim não, infelizmente.
    Beijos na alma, querida.

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  14. Parabéns pelo post Elaine, muito bem desenvolvido e SUA OPINIÃO tem que ser respeitada.

    Porém...

    Outro dia levei um susto quando vi uma reportagem que tem um Projeto de Lei contra a palmada... Sou contra o espancamento, mas concordo com sua irmã, creio que seja impossível criar um filho sem dar umas palmadas. Apanhei e não foi pouco, mas não lembro de nenhuma surra com rancor, pelo contrário sou até grata a elas, acredito que todas foram muito bem dadas e merecidas. Se hoje eu sou o que sou tendo levado surras, imagine se não tivesse.


    P.S
    "O que não faz o uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga." (Provérbios 13:24)

    P.S 2
    Nós temos que tomar muito, muito cuidado para não descarregar o cansaço, a raiva e a frustração em forma de surras em nossas crianças.


    Bjs
    Mah

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  15. Oi, Elaine

    Eu apanhei um bocado quando criança, mas depois de uma certa idade. Nunca quando bem pequena e também até certa idade.
    Acho que os tempos eram outros e também éramos terríveis e minha mãe não dava conta.
    Quando nos punha de castigo só sabíamos rir, lembro muito bem disso. Era melhor uns tabefes mesmo.
    Nunca fiquei traumatizada e agradeço a minha mãe porque talvez não fosse o que sou hoje se ela não tivesse sido tão rígida com nossa educação nos ensinando o respeito aos mais velhos e a sermos cidadãos de bem.
    Sou mãe de três filhos e nunca os espanquei, mas já dei uns tapas sim.
    Hj em dia, a coisa é muito polêmica pois o espancamento é comum e a falta de respeito e educação dos adolescentes passam dos limites.
    Na minha opinião, bons exemplos e uns tapinhas ajudam muito.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  16. Eita que eu nao poderia escrever melhor, Laine.

    Aqui em casa é muito na conversa. Muita coisa explicadinha dos porquês,porque nao, porque sim.

    O Daniel vai fazer 11 nos e apanhou do pai 2 vezes. Mereceu? Digo que sim, mas nao justifico. O próprio Daniel, diz que mereceu e muitas das vezes ele até diz que eu deveria dar a ele esse e esse castigo a ele porque ele merecia por ter feito tal coisa e eu somente conversei com ele. Fiquei de queixo caído quando ele com 10 anos me disse isso.

    Ms tb nao somos de passar a mae, somos pais severos e acho que severos até demais em determinadas situacoes. Também estamos aprendendo a ser pais porque prá isso só sendo pais mesmos e essa é a escola. Umas vezes acertando outras vezes errando.

    Danos a liberdade ao Daniel de nos dizer onde foi a nossa correcao que mais o magoou e assim estamos aprendendo.

    Infelizmente se espanca a crianca, se bate nela como vc mesma disse descarregando o cansaco, ódio pelas frustracoes, etc, mas tb nao deu condicoes as criancas delas amadurecerem com uma educacao explicativa, explicando os porquês.

    Eu detestava quando minha mae dizia: "Por que eu quero que seja assim."

    É o tal poder. Eu me püoliciei sobre isso e jamais uso dessa autonomia com meu filho. Talvez, use alguma outra, mas como escrevi, estou ouvindo o que ele tem a me dizer onde é que eu o tenho magoado.

    Parabéns pelo tema.

    Bjao

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  17. Bom dia Elaine, bom nesse assunto tenho conhecimento de causa sim, pelos dois lados, ou melhor três.
    Fui criada por pais completamente opostos quanto ao tipo de repreensão. Meu pai nunca me encostou um dedo, nem de leve, já minha mãe batia por qualquer motivo, até pra descontar stres, frustação. Na época me revoltava com ela e achava meu pai maravilhoso por ser oposto de minha mãe. Hoje, sei que em alguns aspectos de minha personalidade, se meu pai tivesse me repreendido, batido mesmo, eu seria melhor. Entendo minha mãe sim,em partes, algumas vezes que me repreendia.
    Hoje sou mãe e como entendo a Bíblia que Jesus e não os fariseus entendiam, sei que a reprensão na dose e no momento certo reflete em bons resultados sim. Outra coisa, a criança bem repreendida, por Amor, entende os motivos sim, e como se cria filhos à longo prazo, pode ser sim que não entendam na hora, mas adiante com o tempo, irão agradecer por não terem sido criados por país que não deram limites ainda mais num mundo cada vez sem controle.
    Outra coisa, não vou aqui usar aquela velha frase: "Quando bato no meu filho doi mais em mim no que nele".
    Sabe porquê?
    Porque bato agora, doe nele, mas tenho consciência que se não repreendê-lo naquele momento e deixar ir passando, lá na frente, vai doer em mim e nele, as consequências da falta de repreensão no momento CERTO.
    Me entenda bem, falo aqui de repreensão, não de violência contra a criança ou espancamento, isso pra mim é sim inadimissível e covarde e são coisas opostas.
    Beijos e tenha uma ótima semana.

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  18. Apanhei muito também.. Chinelo, toalha molhada ou qq coisa que minha mãe visse pela frente.. Estou aqui!
    Sim, tem coisas que me revoltaram bastante e que hj minha mae admite que perdeu o tom..mas ela é humana e eu não era facil.

    Sou a favor das palmadinhas em determinadas horas sim. Jamais espancar!

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  19. Elaine, apanhei o suficiente para compreender que isso não funciona. Quem tem filhos sabe o quanto é difícil estabelecer contato com esses seres deliciosos e imprevisíveis. Mas o esforço vale.

    abraço

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  20. Elaine!! Primeiro quero dizer que a assinatura tá lá! E o livro é um vulcao!!! (risos)
    Quanto a apanhar ou bater... sempre apanhei quando criança. Era moda.. penso eu. Pois apanhava de correia(cinto) chinelo, e galho de arvore... chamava Catarina. A Catarina comeu solto aqui em casa...
    Bom... honestamente... algumas vezes não era preciso.. mas outras eu bem merecia.
    As crianças de hoje, estão pedindo uns corretivos... pode ter certeza.
    Beijo grandão pra vc!

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  21. Eu não tenho filhos, então acho que quem pode sentir melhor essa situação é quem tem.

    Mas creio que as palmadas da infância sejam necessárias, mas quando chega na adolescência os métodos de ensino devem ser outros, castigos e tal...

    Digo isso porque levei muita surra do meu pai na minha adolescência, algumas me chatearam muito porque eu não tinha culpa pra ter apanhado tanto. Isso me distanciou bastante do meu pai! Não consegui criar vínculos de afeto com ele...

    Beijocas

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  22. Eu apanhei muito amiga. Não sou revoltada, mas me dói um pouco lembrar de algumas delas. Minha mãe mesmo disse um dia que algumas vezes não batia na gente , mas nos problemas... :(

    beijos e ótima semana

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  23. Olá Elaine!! Esse assunto é muito complexo, pois uns dizem uma coisa, outros dizem outra e na realidade não sabemos o que fazer para educar os nossos filhos diante de como se encontra as crianças e adolescentes hoje em dia. Está muito difícil...
    Tenho dois filhos. O menino tem 18 anos e sempre foi uma criança calma e um adolescente normal. Nunca batí nele, conversava e dava castigos, quando precisava. E tenho uma filha de 13 anos que é super autoritária e dona de si. Não aceita broncas e vive batendo a porta do seu quarto. Não sei como agir e já cheguei sim a dar umas palmadas e me arrependi, pois de nada adiantou, ao contrário, ficou pior. Hoje em dia dou castigo e parece que está surtindo um efeito melhor, pois até chegou a me pedir desculpas e dizer que me ama muito. Mas não me amolece, pois quando lanço o castigo, não volto atrás. Todos os dias em oração peço a Deus que me conduza da melhor forma de educá-los, pois realmente é uma tarefa muito dificil para nós pais.
    Uma linda semana p/você.
    Beijos

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  24. Amei o seu post, eu sou contra bater, mas tb sou contra o povo achar a criança engraçadinha quando é pequena e faz malcriação e todo mundo ri, e nisso que o povo peca, quando a criança cresce e se perde o controle sobre o adolescente, e tem gente que não liga quando criança e depois desce a mão, pois falar não adianta mais. E desde criança no berço que se educa e assim não precisa bater.
    Bjos

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  25. ai ai ai, complicado!
    palmada é uma coisa, espancar é outra...

    mas pra resumir, faço minhas as palavras da MAHRIA e da NILCE...

    bjão
    da Li

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  26. Querida tem um selinho pra vc no meu blog
    bjs

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  27. Amiga eu apanhei sim da minha mãe do meu pai nunca , minha mae não deixa ele bater , ela na sua sabedoria dizia que ele não sabia bater ,
    Se bati no meus filhos ? sim dei palmas da bunda quando eu acha que era a hora , mas sempre usei mais o castigo
    Hoje ele são homens que respeitam sobre tudo os mais velhos
    Olha eu acho que umas palmadas na hora certa e bom , mais sou contra a dar surras , isso eu não acho certo
    Mas voce ja reparou que as crianças de hoje não suportam a palavra "não" o caso Suzane Louise von Richthofen, e o caso dos professores agredido ,a criança precisa de alguem que de limites
    bom e mais ou menos o que penso
    bjs

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  28. Ola Elaine, esse assunto é uma faca de dois gumes. Tenho um filho de 6 anos e confesso que as vezes me perco, e acabo me descontrolando, mas ele parece ás vezes que nem liga, no fundo acho que ele quer medir forças, mostrar quem manda, e olha se eu deixar ele me faz de gato e sapato, doí bater, mais em mim com certeza, mas as crianças de hj, não tem limites, talvez seja culpa minha mesma, sei-la. Estou dando o melhor de mim, pode ter certeza, se estou fazendo certo ou errado, só o tempo dirá...bjssssssssss

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  29. Elaine,
    Eu apanhei muito na minha vida...daquelas surras onde o sangue escorria pelas pernas e depois precisava uma bacia de água e sal pra curar... Se eu acho certo? não , não acho, porém eu não cresci uma pessoa revoltada, pois eu sei bem quem era...tinha pessoa que fazia o sinal da cruz quando me via chegando...por ai você imagina né? No entanto eu cresci uma pessoa normal e nunca...veja bem...nunca usei esse método com meu filho...pois só eu sei o quanto de dor eu sentia em cada surra e nunca quis isso pro meu filho...nem um tapa sequer ele levou de mim durante sua existência de 20 anos...me lembro que um dia o pai dele deu um tapa nele e eu fiquei mal...mas não o repreendi, pois ele era o pai e talvez ele tenha sentido necessidade de fazê-lo naquele momento. Meu filho era terrivel e muitas vezes pra não bater eu colocava de castigo e ia pra algum canto chorar pra ver se passava minha raiva. Eu e meu filho sempre tivemos muito dialogo, e a cada castigo ele recebia a explicação do porque.. Sempre fui muito firme nos castigos mas ele sabia sempre o motivo, depois do castigo eu conversava muito com ele. Ele cresceu um rapaz super de bem com a vida, decidido, sempre soube muito bem o que quer da vida e isso eu penso que foi por causa das nossas conversas abertas e sinceras. Nunca tive problemas com ele, porisso acho que o dialogo sempre será a soluçao, mas nao discordo das maes que se utilizam das palmadas, afinal, cada mãe sabe o filho que tem e como deve agir com eles, pois, toda mãe sempre vai querer o bem e o melhor para os filhos, salvo raras excessões, mas essas eu prefiro dizer que não merecem o título de mãe .
    Bjs carinhosos
    Márcia

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  30. Ola Elaine

    Assim como vc, nasci tbm em 72, e tbm apanhei muito...

    Exatamente como vc descreveu, ate hj sinto as dores qnd me recordo,apanhava de meu pai,que justificava a forma de educar como sendo igual a do meu avô que tbm surrou muito meu pai ao ponto de cegá-lo de uma vista qnd meu pai tinha 5 anos,msm assim meu pai seguiu a mesma regra comigo e meu irmão...
    Mas eu nw segui com meu filho, com meu filho é amor e bastante conversa, e veejo que assim funcionou melhor,existe o carinho e a confiança...
    Bater nw resolve,violência nw educa!

    Adorei seu post e me identifiquei!

    Bjs

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  31. Elaine,

    Assunto muito polêmico né?
    Eu apanhei sim qdo pequena e não adiantou nada... Primeiro pq minha mãe não sabia bater prá valer, e depois meu pai não batia em mim...
    Apenas se impunha, e eu acatava...

    Qdo tive meu filho, até tentei educar, mas como minha mãe não deixava, pq eu educava e ela deseducava... Deixei de mão...

    Hj ele é um garoto bem educado, graças a Deus...

    Mas a criança precisa de um freio qq, pq tem q ter limites para viver, acho q uma palmada até educa, mas nada adianta espancar... Pq aí cresce a revolta e... acabou se tudo...

    Parabéns pelo post!!!

    bjo

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  32. Oi Elaine, não concordo, SOU FRANCA, me desculpe! já publiquei um post sobre isso, e não cncordo 100% com vc...creio que essa tal lei que estão lançando não favorece, criança precisa de correção e limites, não de ser espancadas claro! mas há casos que precisa das palmadas sim...óbvio que quanto mais diálogo melhor! mas quando o diálogo não surge mais efeito, e vc passa fazer papel de boba! aí sim é hora das palmadas, senão no futuro podem até apanhar de policiais desvirtuados! Como citei no post, conheço criança que até Cospe! na cara das mães, chutam e etc!
    Pense nisso!

    Beijos! e desculpe por ser franca!

    Joana Campos

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  33. Oi Elaine!
    Polêmica...
    Eu também nasci em 1972, e fui educada na base da vara. Mas minha mãe não batia por qualquer motivo não, tinha que ser malcriação feia. E tbm não batia até cançar, me lembro que ela batia uma única vez. Já apanhou de vara? Então...aquilo arde muito, uma só já bastava. E muitas vezes ela nem chegava a bater, só de ameaçar eu já pedia desculpas. kkkk
    Não tenho rancor e nem raiva,pelo contrário, minha mãe é a pessoa mais impotante do mundo para mim.
    Agradeço a ela pelos corretivos. Não tenho filhos, mas tenho sobrinhos, e percebo a falta de limites das crianças de hoje.
    Gritam, desrespeitam e até avançam nos pais, e o pior, na frente de qualquer um.
    Sou contra agreções verbais,e fisicas descontroladas, mas sou a favor de corretivos na hora certa.
    Bjs

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  34. Queridos leitores,
    Acho que este é o post mais polêmico que já existiu aqui.
    Confesso que estou surpresa demais, não esperava esta reação.
    Pedi à minha irmã para ler e dar a opinião dela. E a opinião dela é muito parecida com a da maioria dos que coemntaram aqui.

    Ela disse que eu só penso assim porque não tenho um filho teimoso e respondão para criar, que olhar de fora é mais fácil.
    Resumindo: assim como a maioria ela acha que estou errada. Paciência...

    Continuo com a mesmíssima postura, mas agradeço do fundo do coração aos comentários.
    Acho que assim a gente só cresce.

    E fico feliz em ter leitores com opinião própria. Jamais gostei de cordeirinhos e vaquinhas de presépio rsrsrs

    É por isso que eu sempre digo: os leitores mais inteligentes e com personalidade estão aqui!

    Muito obrigada!
    Beijosssss

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  35. Rosario-Bendizer7 de junho de 2010 19:44

    Eu tb sou do sec. passado, sabado completei 52 anos. Levei boas palmadas de minha mãe, de meu pai nunca. Tenho filhas e dei palmadas tb, e não gosto de lembrar que dei palmadas. Hoje não daria. Elas não levam a nada, a apenas descontar um estresse nosso. Não fiquei com nenhuma seguelas por palmadas levadas, mas com seguelas por não ser a filha predileta. Mas fui a neta predileta então já viu muitos mimos. Lamento muito minhas filhas não terem avós participativas. Bjs. no nosso baby

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  36. amada..
    bem polemico isso..
    mas te digo com sinceridade..não apanhei muito na vida não, uma vez do meu pai(xinguei ele de fdp) foi uma surrinha bem dada...e com razão e de cinta.uma vez somente.
    minha mãe mais gritava do que batia, mas tomei lá minhas chineladas..
    nunca sofri violencia nem descontrole não..
    sou contra agressão física, e muito mais contra xingamentos e humilhções que vejo alguns pais fazerem com seus filhos..
    sou mãe ,mas como tenho um anjo nunca levantarei minha mão contra ela , até por que ela jamais entenderia o sentido disso...
    mas "ralho" com ela sim, dou limites e tento demonstrar com meus atos que certas coisa não podem ser...
    sou um caso a parte eu sei..
    mas as crianças hoje realmente estão dificeis de se lidar, mas atribuo isso a ausencia dos pais ...precisam na sua maioria trabalhar e quando voltam pra casa evitam negligenciando muitas vezes de dar broncas ou disciplinar os filhos para que haja uma compensação da falta deles, então essas crianças vão crescendo meio soltas, meio sem limites e sem diretrizes do que realmente é certo ou não.
    não culpo os pais, mas sim a falta de dialogo, de parceria, de cobrar as coisas na hora que elas acontecem ou quando esses tomam conhecimento, explicando o por que daquilo..
    sabe, acredito que a criança tem que saber respeitar os pais, aceitar aquilo que dizem mas desde que isso seja coerente..
    afinal tem pais malucos...eu dei aulas e sei o que digo.
    mas por vezes também as crianças enlouquecem os adultos, tenho uma vizinha de dois anos que por Deus penso em mata-la as vezes...sério...eu fico alucinada com seus gritos, palavrões e falta de educação, mas não posso culpa-la a familia é toda assim...
    então querida isso é um caso muito sério, que penso eu, as vezes um tapinha poderia ser a solução..
    mas não foi comigo, não foi com vc, não foi com meu edsinho que apanhou muito do pai que bebia...
    eu fui uma criança terrivelmente arteira,mas sempre tive educação pois filha de pais portugueses não poderia ser diferente..
    mas minha mãe poderia ter dialogado mais comigo ao invéz de me fazer pasaar vergonha dando gritos as vezes em locais indesejados..mas cresci sem taumas.
    bom, concluindo...rsr
    acho que o dialógo ainda é o melhor amigo dos pais, a parceria, a união familiar, o respeito dos propios pais entre si e a religião, pois uma casa que não tem Deus não tem alicerse que a mantenha de pé.
    bjuivos no coração.

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  37. Interessante este tema! E claro polémico. Mas se me permites, nao vou escrever sobre o dar tapa ou nao, vou comentar dois aspectos que foram referidos no post: a Elaine tem 37 anos e nao tem filhos, ainda hoje desconfiando do amor da mae e a irma tem filhos e diz que agora olhando para trás percebe melhor os pais. Os nossos pais fazem sempre sempre o melhor que saibem e podem por nós. E a Elaine pode nao acreditar, mas eles fizeram tudo por Amor. (Claro que nem tudo é justificado com este sentimento!)E também eles foram criancas. E sendo criancas aprender com os pais como ser pais. Nós aprendemos de exemplos, nao é? E aos nossos pais só temos de agradecer a vida que nos deram, algo que mais ninguém nos pode dar ou deu. E como pais, quando a Elaine for mae, poderá criar a família que sonhou. Mas nao se esqueca que nao vale a pena querer ser melhor do que os nossos pais, pois eles sao sempre o melhor dos pais para nós. A Elaine nao está feliz com a mulher que hoje é? Nao fica feliz de ter sobrinhos e da sua irma passar o testemunho da vida para a frente? Eu acredito que sim. Por isso, quando a sua mae lhe disser que a ama, abra o coracao e receba sem resistências esse amor. Depois deste comentário longo e algo pessoal, só lhe posso desejar boa Caminhada para a frente, pois a Vida é Bela e do belo faz parte palmadas e risos, às vezes até palmadas seguidas de risos. ;-)

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  38. Elaine,

    Eu tenho um filho de 13 anos e que pouco apanhou. Era bonzinho... Mas eu sei que o que você diz é verdade. Em muito casos bater não é correção mas o desconto da raiva que o filho lhe fez (ou ainda que outros fizerm e o filho só foi o mais fraco e que irritou por último). Aí o risco do espancamento, em que a raiva se descontrola à medid que vou exercitando a violência.
    Eu acho que um tapinha pedagógico na hora certa as vezes doi menos do que certas palavras e é o remédio imediato. Qdo a ação corretiva não da pra esperar.
    E achei mais uma coisa em comum: tambem desconfio qdo minha mãe diz que me ama (ou qdo qualquer outra pessoa justifica o que ela fez e faz como ato de amor)
    Todas as coisas malucas, humilhantes e dolorosas que minha mãe ja impos a mim sempre me pareceram POSSE e não AMOR.
    Eu sou dona da Valéria, então ela tem que agir como eu penso, gosto e quero. Ela é minha e faço com ela o que bem entendo. Não por amor, mas por domínio.
    Mas nós ou nossos pais somos falhos como educadores, afinal as crianças não vem com manual

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  39. Tenho filha sim, e quem sabe ( ai meu Deus!!!) mais um a caminho... Sou totalmente contra criança apanhar toda hora por motivo torpe e principalmente contra o espancamento. A Sofhia leva umas palmadas como forma de repressão, mas muito raramente, na maioria das vezes ela entendo o que falamos e obedece.
    Não me canso de dizer que pra tudo nessa vida o bom senso é quem manda.
    beijos

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  40. Nasci em 1945. Sabe o vídeo recente da mulher que foi açoitada no Sudão? Pois é. Não pude deixar de me ver naquele vídeo. Era assim que eu apanhava de meus pais por qualquer coisinha à toa.
    A diferença é que só um batia. Meu pai era o carrasco e minha mãe a mandante. Me seguravam pelo braço para não fugir e lascavam o chicote ora de vara verde, ora de fio elétrico recoberto com borracha. Os gritos eram os mesmos.

    Ainda bem que a lei mudou. Hoje em dia os pais têm que respeitar a integridade dos filhos. Pena que para mim a lei mudou tarde demais.

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