Sobre como o amor floresce...

em 9 de junho de 2009


Estavam três garotos andando juntos pela rua enquanto brincavam de biroca. Peraí, não sabe o que é biroca? Então clica aqui. Pois daí, estavam os três garotos jogando biroca na rua em frente a minha casa. Eram garotos de três tamanhos diferentes: 12, 10 e uns 6 anos mais ou menos. Sabe quando meninos brincam e daí a pouco estão se estranhando? O maior empurrou o do meio, que reagiu ameaçando um chute. O maior novamente cutucou o do meio e deu-lhe um tapa nas costas, e este novamente tentou a reação dando um chega-prá-lá no maiorzinho; enquanto isso eu e o pequenininhó só olhávamos. Cansado de tentar reagir e nada conseguir, o garoto do meio desistiu e foi-se indo em direção ao campo de futebol que tem quase em frente da minha casa. Então ele topou com o pequenininho e, assim como o maior fizera, deu-lhe um safanão. O menininho reagiu: "sai, nem fui eu que te bati, foi ele lá ó!" e desceu a rua ameaçando choro. Fiquei pensando...
A gente age assim na vida, não é?
Quando nos confrontamos com alguém ou algo mais forte que nos amedronta ou machuca, descontamos a raiva e a frustração no mais fraco. Homens fazem isso com as mulheres; mães fazem isso com os filhos; chefes com os subordinados; irmãos maiores com os menores...É por isso que eu acho que o agressor foi sempre um agredido antes. E que alguém que diz bater numa criança para educá-la na verdade está é descontando a raiva em quem não tem defesa. Digo o mesmo sobre quem bate no cachorro ou no gatinho quando este faz algo que o dono não gosta.
Mas eu penso também que em algum momento a corrente da agressão tem que ser rompida.

...

Pare e pense em toda a agressão que você já cometeu, foi vítima ou presenciou. Sempre teve uma violência anterior, não é? Às vezes o marido teve um dia ruim e desforra na esposa, seja física ou verbalmente; ela por sua vez faz o mesmo com as crianças, que assimilam o modelo e se agridem ou agridem os animais...círculo do mal, não é?
Eu sei como é isso pois eu vivi em uma casa onde a violência era a regra. Pai frustrado, mãe maltratada, filhos infelizes. E animais sempre na mira dos pontapés...
Com certeza é por conta dessa infância que eu abomino gritos, palavras rudes e agressão. Falo naturalmente alto mas sei diferenciar voz alta de gritaria, e não aceito gritaria em minha casa, nem marido aliás. Lar deve ser lugar de descanso e paz e não feira livre ou campo de guerra.
Então, eu decidi romper com toda e qualquer forma de agressão, seja ela física, emocional, verbal...
Amor a gente planta todo dia, e rega... E onde floresce o amor não há espaço para a guerra nem para o temor

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

15 comentários , comente também!

  1. oi flor,
    tem uma brincadeira no meu blog com selinho, sobre o dia dos namorados, passa lá p pegar...

    bjus perfumados

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  2. Querida amiga, obrigada por suas palavras de incentivo! Belíssimo seu post, você tem toda razão! E tenho certeza que ao falar que você mesma já passou por muitas coisas, está ajudando outros a desabafarem também! Beijo grande, dias de luz!

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  3. Lindona,
    aff arasou, escreveu lindamente viu?
    Olha também não gosto de agressões, mas confesso-lhe que minha horrível mania é gritar, aff já tentei e não conseigo de jeito algum, na hora em que estou nervoda falar baixo, é um hábito horroroso, mas bater é raro eu bater, raro memso, sou a favor da conversa e canto da disciplina, assim como vc também cresci em um lar cheio de brigas, e tapas, meu pai era violento com a minha mãe, e para defende-la eu sempre entrava na frente para ela não apanhar, e sei como isso é horrível em muma família, aff ...
    Lindona, tenha um dia abençoado, viu?
    Um beijo grande e carinhoso

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  4. É Elaine, como tão sabiamente diz a Claudia do Cenário Atual, gentileza gera gentileza. Que sabe assim rompemos essa cadeia de agressões e violencia. Beijos, tem selinho pra você no AnjoGatos.

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  5. Concordo com vc, violência gera violência e amor, gera amor!!

    Vamos amar!!!

    bjks

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  6. Elaine, eu vim de um lar onde imperava a agressão fisica e verbal, mas pela graça de Deus consegui quebrar a corrente, inclusive chego a achar bater em crianças um ato de pura covardia. Criei meu filho sem encostar um dedo nele, nem tapinha na maozinha, e hoje tenho um rapaz ótimo, fino, educado, honesto e responsável, por isso posso dizer com propriedade que não é por aí - a gente educa pelo exemplo. Bater nos filhos é forma de descarregar a nossa raiva.

    ótima reflexão. tenha um lindo dia.

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  7. Graças a Deus tive um lar equilibrado, sem violência. Eu também nunca apanhei nem de mãe, pai, namorado..
    Alías acho um absurdo a agressão e pior ainda a pessoa se submeter a essa vida!
    Mas sei que é difícil...
    Valeu a reflexão...e tomara que quem leia, ajude quem sofre esse tipo de abuso!
    bjs

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  8. Pois é linda cá costumamos dizer que a corda parte sempre pelo lado mais fraco isso também faz parte da cadeia da vida o mais forte comer o mais franco e por ai fora mas ade haver um tempo em tudo isso irá mudar.
    Beijinho em sua alma

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  9. Oi, Elaine!
    Vim retribuir a visita que fez ao meu blog há um tempinho e me deparei com um blog lindo e inteligente. =]
    Sendo bem sincera, nunca tinha parado para pensar no fato de um agressor ter sido agredido antes. A gente sempre fala do descontar nos outros, mas nunca tinha parado para observar no quanto isso é generalizado.
    Acho que precisamos parar um pouco. A violência na nossa sociedade ultrapassou todos os limites.
    Beijos

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  10. Hoje passei por aqui por um motivo nobre
    tem um selo em meu blog, diferente dos convencionais, é uma brincadeira um pouco mais séria.
    Foi criada numa forma de solidariedade pelo querido Ernani Netto,para o lindo Henrique do Blog Viva Henrique...
    Enfim espero poder contar com a ajuda de vocês, se possível conheça melhor essa causa. Lá no blog,saberá como...

    Obrigada pela atenção, escolhi vocês como um dos amigos pq acredito na boa vontade da Campanha e dos escolhidos!

    Beijos

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  11. Oi Elaine! Lindas palavras. E concordo contigo completamente. Lá em casa também só há espaço para diálogos e, no máximo, uma carinha feia, que vem logo seguida de um "eu te amo; prometa-me que não fará mais isso ok?". E assim, com jeitinho e muito amor, educaremos crianças mais confiantes, menos vulneráveis e covardes. Um bj!

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  12. Oi Elaine!

    Entendo perfeitamente disso tudo... Fui vítima de violência doméstica e sei como isso se dá. Graças a Deus pude quebrar o círculo e criar meus filhos fora disso.Tenhu um texto pronto para postar contando minha história mas ainda não tive muita coragem prá isso...rsrsrsrs Muito bom seu texto. Temos que dizer não a qualquer tipo de violência.

    Beijo grande

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  13. Elaine,
    Que belo post, para um final de noite... Eu aqui diante do PC lendo esse seu texto e concordando com cada palavra...
    Muito belo mesmo...
    A minha dor de cabeça até aliviou um pouco...

    Olha tem novidades nos meus blogs...
    Dá uma passada lá para espiar...
    http://ideiasdemilene.blogspot.com e http://vidaslinha.blogspot.com

    Bjão cheio de luz...

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  14. Olha que eu tenho pensado muito nisso. Toda vez que as crianças fazem alguma coisa irritante e eu tenho o ímpeto de gritar com elas, penso se não estou reagindo a alguma agressão da diretora, ou refletindo o comportamento agressivo da minha mãe. E assim tenho sido uma professora mais serena e divertida.

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