Março 2009 - * Blog Elaine Gaspareto *

Pelos caminhos...

em 31/03/2009


Para onde o caminho que você escolheu está te levando?
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Coisinhas...

em 30/03/2009


Vamos brincar? Essa veio da Ana e eu achei uma delícia de responder.


1.Nome: Elaine

2. Porque lhe deram esse nome? Porque era a opção que convenceu meu pai, que queria me chamar Guiomar.

3. Você faz pedidos às estrelas? Jamais; pedidos só a Deus.

4. Quando foi a última vez que você chorou? Hoje, há 5 minutos, de dor na coluna.

5. Gosta da sua letra? Sim, muito.

6. Gosta de pão com o que? Não gosto de pão, mas se comer é puro.

7. Quantos filhos você tem? Tenho 7, todos de pelo, rabinhos abanantes e focinhos gelados.

8. Se você fosse outra pessoa, seria seu amigo? Com certeza, mas demoraria para ver a minha mansidão e meiguice(Se marido ler isso vai dar risada).

9. Saltaria de bungee-jump? Mais é nunca...

10. Desamarra os sapatos antes de tirá-los? Não uso sapatos fechados.

11. Acredita que você seja uma pessoa forte? Sim, certamente. Até demais.

12. Sorvete favorito? Limão.

13. Vermelho ou Preto? Preto.

14. O que menos gosta em você? A incapacidade de pedir ajuda.

15. O que mais gosta em você? A franqueza.

17. Descreva que roupa e calçado esta usando agora? Saia e blusa de malha verde-pistache e chinelo de dedo verde customizado (minha irmã que me deu).

19. O que você está escutando agora? Marido dormindo e a chuva chovendo.

20. A última pessoa com quem falou ao telefone? Uma mocinha pedindo dinheiro para a LBV.

21. Bebida favorita? Suco de laranja.

22. Comida? Massa. E salada de repolho com abacaxi e manga.

23. Último filme que viu no cinema e com quem? Cinema? Faz mais de 20 anos. Onde eu moro não tem.

24. Dia favorito do ano? Hoje.

.25. Inverno ou verão? Inverno.

26. Beijos ou abraços? Abraços.

27. Sobremesa favorita? Pêssegos em calda e mousse de limão.

28. Que livro está lendo?Ouvindo. O caçador de pipas.

29. O que tem na parede do seu quarto? Uma aquarela que meu irmão me deu.

30. Filmes favoritos? E o vento levou...

31. Onde foi o lugar mais longe que você foi? Minas Gerais, que é ali!

32. Uma música? Uma não, um gênero: jazz.

33. Uma frase? "Tente de novo."


E eu indico:

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A inimiga mora ao lado

Três mulheres conversando na esquina da minha casa, falando de uma que acabara de entrar para fazer janta:
"Você viu a bunda dela, que coisa enorme! Se não fosse a calça tãaoo apertada desabava tudo!"
"Mas precisa se pintar tanto??? Parece uma 'Emília' de tanto que passa blush nas bochechas..."
"Eu é que não uso uma blusa tão decotada; parece que os peitos vão cair prá fora(sic)"

Quem você acha que são as maiores inimigas de uma mulher?
Celulite?
Estrias?
Rugas?
Tpm?

Hein? Hein?
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Cantiga de amor para Elaine

em 29/03/2009



Nesta noite, tudo é triste sem você.
Nesta noite, nada em mim tem luz, nem paz...
Nesta noite, tudo é triste....Sem você eu não posso ser feliz.
Sem você tudo em mim é morno, sem gosto, sem sal...
Nesta noite eu não consigo respirar; me falta o chão, a cor, o ar...
Sem ter seus olhos, sem ter nem sequer a esperança...
Nesta noite tudo me lembra você, me lembra nós...
Nesta noite, tudo é muito triste sem você!



Ganhei do marido, quando ele ainda não era o marido e nem sabia se seria... Há 15 anos... Ele que fez!
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(Re)Nasce uma ruiva

em 27/03/2009

Durante minha adolescência eu parei de cortar o cabelo. Simples assim, parei. Daí que aos 18 anos meu cabelo estava nos quadris, loiro desbotado pelo sol, reto, um peso que você não imagina. Então eu resolvi cortar. Cortei na altura do queixo. E pintei de ruivo. Acharam que eu tinha pirado. Ficou lindo, isso sim. E porque eu estou falando isso agora?

Porque a partir de hoje, até sei lá quando, eu sou a mais niva ruiva do pedaço!


Para celebrar o outono, pois como eu disse para uma Ruiva muito famosa na blogosfera num comentário que deixei para ela " o outono é ruivo"! Assim como, para mim, a primavera é loura, o verão é moreno e o inverno é castanho.
E você, qual a cor da sua estação?
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Meu querido machista...

Eu tenho um irmão, sabe? Irmão do meio, 33 anos. O oposto de mim. Magrinho, magrinho, jamais bebe água(só coca-cola!),fumante inveterado. E machista que só. Explico.
Ele vive com uma moça, a Paula. Pobre moça. Não entra na minha cabeça como ela pôde deixá-lo se tornar tão mimado, tão machista e tão, tão, nem sei como dizer então vou exemplificar:
Ele quer jantar, pois bem você dirá, vai e janta. Não, ela tem que levar a comida até ele pois ele não coloca a própria comida no prato. Ele quer dormir, ela tem que parar o que quer que seja que ela esteja fazendo e arrumar a cama do jeitinho que ele gosta para que só então ele se deite. Ele compra pão, ela não pode comer, é dele e só dele. E isso com tudo. Vivem juntos mas cada um tem seu guarda-roupas, seu som, suas coisas pois ele não permite que ela sequer chegue perto nem para limpar. Ele não come comida com cebola nem alho nem tempero algum, então ela não pode nem pensar em colocar nada disso senão...Ele vai tomar banho, ela tem que pegar roupa, chinelos e dar na mão dele. Ele deixou de tomar café, então ela também teve que deixar pois ele não quer mais café em casa. Eu falo, nossa irmã fala e ele diz que tem que ser tudo do jeito dele. Agora me diz, como pode???
Ainda hoje eu falei com ele: "menino, você não pode tratar sua mulher desse jeito!"
E ele responde, me abraçando: "esquenta, não Tata, fica fria senão cê não vai na festa do gelo!"
Eu falo que isso foi o modo como a minha mãe criou ele. Deu no que deu. E como eu amo esse machista, mimado e egocêntrico!!! Quero tanto que ele seja feliz! Sei que ele não é, ele mesmo fala..Mas tenho paciência com ele não!
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Estereotipados...

em 26/03/2009



Estereótipo.Você sabe 0 que é,claro.Mas já percebeu como sempre medimos as pessoas e até bichos pelo rótulo?
Mulheres são frágeis, homens são fortes, gays são frescos, muçulmanos têm 4 esposas, todo padre finge castidade, pitbull é assassino, gatos trazem doenças e por aí vai... Lemos nos jornais ou vemos na televisão ou ouvimos a vida toda alguém dizer e daí disseminamos a ideia como se fosse a mais absoluta das verdades...
Eu conheço casos em que o casal decide ter um bebê e a primeira providência que tomam é colocar o gatinho da família na rua pois gato dá toxicoplasmose. É mesmo 100% de certeza? Será?
Homens são mais fortes. Será mesmo?
Mulheres são mais fracas. Até somos, mas todas somos?
Rótulos fazem isso, nivelam todo mundo. Mas nós somos únicos e irrepetíveis, impossível enquadrar. Eu sei bem como é: todo mundo acha que casal sem filhos é incompleto, ouço isso o tempo todo. Pode ser que alguns se sintam assim, mas todos?
Tenho 2 amigos gays e são mais "machos" que muito homem por aí. Achamos que todo gay é delicado mas não é assim mesmo!
Por que vimos na novela que um muçulmano pode ter mais de uma esposa ou porque o telejornal disse que um árabe aprisionou sua esposa e a impediu de sair de casa passamos a achar que todo árabe terá um harém e manterá cativas as suas muitas mulheres. Tem um blog que eu leio sempre onde a dona fala muito disso, desmistificando a lenda. Tento fazer isso a respeito da Igreja, quebrar pré-conceitos. Estamos acostumados aos rótulos e aos estereótipos que a televisão mostra e não percebemos o quanto isso nos priva de conhecer gente maravilhosa por trás do que as aparências escondem. Eu particularmente gosto muito de ler gente que pensa de modo absolutamente oposto a mim pois acredito que temos muito a aprender com pontos de vista diferentes. E mesmo que não aprenda nada e nem ensine eu estou treinando tolerância. E Deus sabe o quanto todos nós precisamos aprender tolerância...
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Blog arretado de bom!!!

em 25/03/2009


Recebi este selo do blog Compondo o olhar. Na verdade foram 3 selos mas eu vou repartí-los e postar 1 por vez. E indicar 15 blogs que são "arretados de bom'' para repassar.
Lá vai:
Regras? Repassar para outros blogs que você considere "arretados". Pode ser 15, ou quebre a regra e indique quantos quiser!
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Do que as mulheres gostam?

em 24/03/2009



Do que todas elas gostam eu não sei, mas do que eu gosto eu sei muito bem.

E eu gosto de gentileza e educação. E de ser tratada com carinho. E de ser respeitada.

E definitivamente não gosto de violência. De jeito nenhum, nunca.

Sabe onde eu estava ontem à noite, em plena segunda-feira? Na delegacia. De defesa da mulher. Calma, calma, marido não surtou não. Fui acompanhando uma,pasmem, menina de 18 anos.

Deixa eu tentar explicar:

Em frente à minha casa tem uma área vazia, remanescente da mata que foi derrubada para a construção do bairro onde eu moro. No terreno há o Centro comunitário e as árvores que eu já postei aqui. Acontece que, por ser uma área vazia, é um espaço usado para cães passearem, garotos esconderem drogas e namorados namorarem. Embora só Deus saiba como eles conseguem, se é que você entende o que quero dizer com namorar. Pois então, um casal resolveu discutir a relação em frente a minha casa; parece que ele queria que ela fosse atrás do centro comunitário com ele e ela, sábiamente, disse que não iria. Ele insistiu, ela não cedeu. Ele lascou um tapa na cara dela, com tanta força, com tanta raiva que eu ouvi o estalo da minha garagem. Sabe que horas eram? Menos de 8 da noite, juro! Eu trabalho na garagem de casa e como ando tendo muito serviço estou trabalhando até 16 horas por dia. Mas voltando ao assunto, eu ouvi o tapa e o grito dela. Outro tapa. Mais um e daí eu resolvi sair e ver o que era que estava acontecendo. Não saí antes por que tenho por hábito evitar me meter, até por precaução. Mas saí. Ela estava caída na minha calçada, ele a chutava e ela apenas chorava. Quando eu abri o portão o Snoopi saiu, o vagabundo ficou com medinho e tentou chutar meu perigosão. Imagina o caos. Nem sei o que me deu na hora, fui catando a menina, sim pois era uma menina, miudinha, magrinha, pequenininha! Ela se amparou em mim, eu a trouxe para dentro, marido foi saindo de dentro de casa, prendendo o Snoopi. Tenho um telefone sem fio que fica comigo , já fui ligando para a polícia. Ela chorava. Ele desceu a rua, dizendo que se a polícia o pegasse ela "tava frita".

Engraçado como eu não fiquei nervosa na hora, mas agora estou tremendo tanto que quase não consigo digitar. Mas a polícia chegou, ela disse que estava muito nervosa, então lá fui eu, pela primeira vez na vida," passear" de carro de polícia. Mais uma virgindade perdida. Fomos. Ela fez boletim, eles moram juntos há menos de 1 ano. Fácil de encontrar.

Pausa para espanto:

Então porque raios ele quis ir para um lugar tão exposto, no meio do mato, literalmente???

Fim da pausa:

Então, moravam juntos e não é a primeira vez que ele "fica nervoso", como ela disse na delegacia.

Não houve flagrante, ele está sendo procurado. Vai ser indiciado. Ela voltou para casa, que é nos fundos da casa de um tio dela. O tio já disse que em briga de marido e mulher ele não se mete, ela quis ir viver com o cara, ela que se vire.

Daí que eu fiquei sabendo que isso entre eles é recorrente. Como pode, gente??? Lembrei da Rihana.

Sempre dizem que a mulher se submete à violência por ser economicamente dependente, por causa dos filhos, por não ter para onde ir. A Rihana é bem sucedida, sem filhos, e deve ter para onde ir. Mas engoliu os socos e mordidas e voltou para o agressor.

Essa menina trabalha como vendedora numa loja de eletrodomésticos grande aqui em São Joaquim, não tem filhos(louvado seja Deus!), e a mãe dela implorou para ela voltar para casa. Ela resolveu ficar:ele me ama e eu posso ajudá-lo. Perguntei então porque ir à polícia. Ela disse que é apenas para dar um susto nele. Susto ele levou foi do Snoopi, dela não, não mesmo.

Sempre soube que relações assim existiam, mas nunca havia visto alguém ser tão cega, tão passiva. Fora minha mãe, claro.

Hoje ela passou aqui e me disse para não ficar chateada mas ela quer retirar a queixa. Eu, chateada? Não, fiquei foi irada! Mas fiz cara de samambaia e disse que ela que fizesse o que achasse melhor. E que com a nova lei Maria da Penha a denúncia não pode ser retirada pois está em domínio público. Mas ela disse que ele pediu perdão, ela deu uma(mais uma, a centésima) chance e pronto. Tudo isso de um dia para o outro. Daí fiz o que me cabia: disse que se eles resolvessem aparecer por aqui para "discutir a relação" eu chamo a polícia e digo que estão escondendo drogas. E como droga por aqui é só procurar que se acha...Não quero mais pancadaria na porta da minha casa e ela que faça o que achar melhor. Se eu for chamada para depor, conto o que sei. Aliás, mando ler o blog, né?

Agora, me diz: Do que as mulheres gostam??? Eu tô perdida! E pasma! E muito, muito triste.

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Cotidiano

em 23/03/2009

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Chico Buarque
(lindo, né Pedrita?)

Então, essa sou eu. Há 15 dias. Esqueci de contar que voltei a trabalhar. Até 18 horas por dia, já que sendo prestadora de serviço eu ganho o que eu produzo. Daí que agora a minha rotina é assim: Acordo às 6 horas da manhã, lavo casinha de cachorro, lavo garagem onde fica outro cachorro, alimento e troco água de 7 cachorros em casinhas variadas. Daí arrumo cama, tiro lixo, varro casa, planejo o almoço, me arrumo e às 7 horas começo a trabalhar. 10 e meis eu páro tudo, faço o almoço, marido chega, almoçamos. Pausa para mim. Meio dia e meia eu volto para a máquina de costura e daí só paro lá pelas 20 horas, direto. Uma jantinha leve, mais uma organizada na casa, já que sou meio psicótica com organização, então só me resta cair na cama. Todo dia, de segunda a sábado. Mas é um privilégio fazer o que eu gosto, dentro de casa, sem trânsito e ainda por cima com a minha irmã. Mas a rotina é dura e meus minutos são contados.

Desculpa aí eu sumir do seu blog, tá? Consigo ler, mas nem sempre dou conta de comentar. Mas tô lendo, eu juro!
Ufa, e o calor???
Vamos dar uma refrescadinha???


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O voo da borboleta




Outro dia eu estava conversando com a minha irmã sobre bobagens em geral. Na verdade a gente não só conversa sobre bobagens em geral mas é que ficamos o dia todo juntas e daí é inevitável que besteiras surjam. E ela me falou o quanto é ciumenta.
Você é ciumento ou ciumenta?
Eu não sou, nem sei o que é isso mas tenho uma caracteristica bem minha: tenho tendência a ser excessivamente protetora. Com marido, com irmãos, sobrinhos, amigos, cachorros...Não posso ver ninguém em dificuldades ou sofrendo ou passando necessidade. Daí você diz: isso é bom, a gente tem que ser solidário e tal. Mas não é só isso, eu sofro de verdade! Se pudesse jamais deixaria alguém próximo a mim ser magoado ou ferido ou sequer passar alguma contrariedade. Mas já fui pior, ou melhor, depende do ponto de vista, né? Hoje eu tento me controlar, deixar cada um ter suas próprias dores, suas quedas. Há uma parábola oriental que diz que um dia um menino, ao ver o tremendo esforço que a borboleta estava fazendo para romper o casulo, ficou tão penalizado que decidiu ajudá-la a sair mais rapidamente. Então ele abriu o casulo para ela, que imediatamente caiu no chão e nunca pôde voar. E morreu. Desolado, ele perguntou ao avô porque a borboleta não voou. O avô respondeu: Ela não pôde; ao fazer por ela o esforço de romper o casulo você tirou dela justamente o sofrimento que fortaleceria suas asas para o voo.
Sacou?
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"Eu nunca mais vou respirar, se você não me notar"

em 22/03/2009


Quais as músicas que você mais gosta?

Vamos fazer uma listinha?

Eu fui adolescente nos anos 80, sabe? Daí que eu tenho uma memória musical bem vívida daquela época. Especialmente rock anos 80, aquele rockezinho meio ingênuo, meio romantecozinho, doce. Cazuza. Exagerado. Paralamas. Legião. Amava Eduardo e Mônica. Até RPM eu gostava. Lobão. 
Esses dias peguei minha sobrinha cantarolando Capital Inicial. 
Já percebeu que o que é mesmo bom não morre? 
E eu sei de cor muitas das letras.

E você, diz aí a sua preferida!


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Dia Internacional de luta contra o racismo

em 21/03/2009



Sempre que vemos pela televisão alguma notícia envolvendo aquelas torcidas de futebol inglesas, os hooligans, pensamos: eles são racistas. Quando temos notícia de que países bem armados estão dizimando grupos étnicos que são minoria em certos países pensamos: eles são racistas. Você é racista? Talvez, ao ler esta pergunta você tenha, na hora, dado um mini-salto na cadeira e respondido imediatamente: claro que não, Elaine. Mas perguntando de novo: eu sou racista?


Vivemos em um país onde a segregação racial não teria nem cabimento, dado o quanto somos misturados. Mas...Só acha que racismo no Brasil não existe aquele que nunca sentiu na pele. Tenho amigos negros, orientais, brancos, e vejo sim o olhar de estranheza para um casal "misto", por exemplo. E penso que cotas para negros e índios nas universidades legitimam o racismo, ainda que invertendo-o. E o que tem a foto aí de cima com o post? É que animais nos ensinam isso também, que é muito bom conviver com o diferente. Bom e possível.

Tudo isso porque hoje é o Dia Internacional de luta contra a discriminação racial. Sabia?


" Eu tenho um sonho que um dia minhas crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter." Martin Luther King

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O melhor ainda está por vir!

em 18/03/2009


Quando eu tinha 15 anos lembro de ficar fazendo contas para saber quantos anos eu teria caso o ano 2000 não trouxesse consigo o fim do mundo(lembra disso?). Teria 28 anos, seria tão velha!!!


Pois bem, o ano 2000 veio, foi-se, o mundo não acabou, eu fiz 28, 29, 30, 30 e vários e a velhice que eu achava que teria aos 28 anos está cada vez mais longe. Costumo dizer que não trocaria a mulher que eu sou hoje pela garota que era aos 17 por nada deste mundo. Não quero aquela insegurança avassaladora que faz com que uma menina linda não se ache nada bonita, que faz a gente se sentir desajeitada e desengonçada. Se as meninas de 15, 16, 17 anos soubessem o quanto elas são bonitas!!!


Engraçado como a gente vê a idade de um modo tão diferente conforme vamos amadurecendo. Uma menina de 15 anos acha uma mulher de 30 velha; uma mulher de 30 acha uma de 50 velha e uma de 60 ri de todas e pensa: elas não sabem que o melhor está por vir! Tenho amigas que já me disseram isso, amigas de 60 anos que fazem aula de dança, que viajam, que são mais felizes do que aos 30. Hoje, aos 36 anos eu vejo que estou apenas começando a viver, que realmente o melhor ainda está por vir. Quando somos mais maduras, mais vividas, somos mesmo mais mulheres, eu acho. Uma mulher de 35, 40 anos, já aprendeu o que fica bem nela, o que a valoriza. Sabe tirar proveito de si mesma. E não deve mais satisfação a ninguém. Só a si mesma. Eu me sinto assim. Gostei de chegar aos 30, então que venha os 40!

Olho para o meu rosto refletido no espelho e vejo as primeiras rugas, as primeiras marcas de expressão. E penso que esta sou eu, cada marca destas tem um motivo de estar ali, cada uma conta um pouco da minha vida. Mas passo o creminho para que as marcas reflitam só o que eu sou e não mais que isso!

E se tem algo que eu amaria ter de volta da época dos meus 17 anos? Tem, sim. E não é a bunda firme, nem o peito sem o efeito da gravidade. Gostaria de ter de volta o tempo. Perdemos muito tempo esperando o tempo passar até chegar o tempo de sermos felizes. Eu poderia ter começado a ser feliz antes. Mas parece que cada coisa a seu tempo, né?

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O melhor é o meu!

em 17/03/2009


Dia 09/03 foi o aniversário do melhor, do mais lindo, mais fofo, mais generoso, mais gato, mais paciente e mais divertido marido de toda a face da Terra: o meu marido!

Marido completou 35 anos, e como o vinho, está cada vez melhor!
A propaganda é boa? O "produto" é melhor, pode apostar.
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Fidelidade e lealdade


Você é fiel?

Sempre fomos ensinados a valorizar e exigir fidelidade. Quando se está começando um namoro (ainda se namora, né?) uma das primeiras preocupações é checar o passado do carinha ou da menina e ver se no histórico dele ou dela tem episódios de infidelidade; se tiver os mais espertos já ficam com o pé atrás. Pois se traiu uma vez...

Eu sou fiel. Sempre fui, sempre serei. Até por uma questão de personalidade. Mas já fui traída. Uma vez. Eu tinha 20 anos e namorava há 4 anos. Alianças compradas, móveis, casamento com data escolhida e ele foi se engraçar com uma menina de 15 anos. Chorei, sofri, me descabelei. Mas terminei tudo e um mês depois eu já estava de namorado novo. Com o qual eu casei, aliás. Eu amava o outro? Sim, muito. Deixei de amar ao saber da traição? Pasmem, sim, deixei. Acredito que amor é sentimento mas também é decisão. Eu sempre havia sido fiel e leal, ele não foi então tchau. Éramos noivos e eu não tinha nada que me obrigasse a tolerar a traição. Não havia uma vida construída juntos. E hoje, eu perdoaria uma traição? Honestamente não sei. Penso que num casamento longo é possível que em algum momento um dos dois se encante ou até mesmo se apaixone por outra pessoa. Pode acontecer, todos estamos sujeitos a estas coisas. Mas penso que se eu sou casada eu devo me afastar de qualquer homem por quem eu venha a perceber uma afeição "diferente". E penso que o mesmo se aplica ao meu marido. O sentimento em si não é infidelidade mas o que fazer a partir dele é que complica tudo. Mas ainda assim pode ser que haja um deslize. Eu não sei se perdoaria mas com certeza também não sei se jogaria tudo para o alto. Agora, o que eu não conseguiria aceitar de jeito nenhum é ser feita de idiota. Fidelidade é muito, mas muito importante mesmo mas lealdade é indispensável. E lealdade faz com que você jamais exponha o outro ao ridículo, ou o faça de bobo ou o engane.

Mas marido não sabe que eu cogito perdoar uma hipotética traição. Nem passa pela cabeça dele, aliás. Melhor assim. Bem melhor não pagar para ver.
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As curas e os milagres

em 15/03/2009


Como todo mundo sabe eu sou atualmente coordenadora de um Grupo de Oração. Há muito tempo eu quero postar mais sobre como é a minha vivência da fé e acredito que uma boa maneira de começar é contando alguns testemunhos. Fiquei então pensando por onde começar a contar as bênçãos que Jesus derramou em minha vida ao longo desse tempo de caminhada. Sim, foi preciso pensar pois são tantos milagres para contar que seria preciso um livro para caber tudo e talvez ainda faltasse espaço. Então vou contar três curas que Jesus operou em minha vida.Em 1990 eu participava há algum tempo do grupo de oração. Nesse ano apareceram no meu dedo indicador e no anelar direitos olhos de peixe; quem tem, teve ou já viu o que é sabe o quanto dói, ainda mais que eu, sendo auxiliar de produção na época, precisava dos meus dedinhos em forma.Seria preciso fazer cauterização, não uma mas várias vezes, até que os tais dedinhos ficassem bons de novo e eu era (ainda sou!) medrosa até falar chega. Então, um dia no grupo, o pregador estava conduzindo a oração e pediu que a gente rezasse uns pelos outro e a pessoa que rezou por mim pediu a Deus a minha cura, sem nem saber que na segunda-feira eu ia fazer a tal cauterização; os dedos estavam horríveis, enormes e sangravam com a ‘ferida” bem aberta, doía de verdade. Pois bem, eu não fiz a cauterização porque na segunda-feira eles tinham desinchado, não sangravam mais e em três dias não sobraram nem cicatriz nem sinal nenhum e hoje eles são perfeitinhos. Glória a Deus!

Em 1992 eu tive um problema de alergia psicossomática em função de alguns problemas pessoais e familiares: meu corpo parecia uma ferida só, cheio de bolhas vermelhas que coçavam, descamavam e sangravam, isso até no rosto, imagine só que situação. Nesse estado eu fui participar de um aprofundamento de oração com o Padre Schustter, no começo de setembro daquele ano. Fui chorando de dor e olha que eu sou dura na queda, como diz a minha mãe. Daí que eu voltei na noite de domingo, depois de três dias de oração maravilhosos e não tinha mais nada, nadinha de coceira, nem cicatriz ficou depois de um tempo.

Em 2002 eu já trabalhava em casa e haviam três meninas trabalhando comigo na época: a minha irmã, a Miriam e a Mônica. Eu sempre tive cachorro e nesse dia a porta do corredor abriu de repente e daí foi um desastre: os cachorros que ficavam no quintal conseguiram sair e deram de cara com o cachorro maior que ficava na garagem, imagina o tamanho do problema, cachorro brigando a dentadas e as meninas no maior medo, um caos! Para separar os dois que ainda estavam se matando eu puxei o maior pelo rabo e segurei na maçaneta do portão com firmeza; o cachorro deu um puxão mais forte e na virada brusca que eu dei o meu corpo foi para um lado e o joelho direito foi para o outro, deu um estalo, virou 180 graus e eu caí no chão com uma dor que , meu irmão, era insuportável, Fiquei mais de meia hora estirada no chão, aos prantos, com a Mônica segurando a minha mão e orando, a minha irmã controlando os cachorros e a Miriam tentando me ajudar a levantar. Desse dia em diante eu vivi dias de dor intensa, fui ao médico e soube que só uma cirurgia para amenizar o problema e que cura era quase impossível. Havia dias em que eu trabalhava chorando e em outros até para ir ao grupo amigos me buscavam em casa pois eu não conseguia me mexer de tanto que doía. Então houve um encontro de oração aqui em São Joaquim com o Roberto Tannus e eu fui para servir, mancando mas fui. Aliás mesmo em meio às crises de dor eu nunca deixei de pregar ou dirigir o grupo quando chamada e teve dias em que foi com muita dor mesmo. Pois bem, eu fui nesse encontro e num determinado momento o Tannus estava conduzindo uma oração de cura e eu estava atendendo um menino que viera fazer o encontro e estava se sentindo mal. Estava com um ouvido na oração e outro no menino quando o pregador disse: -O Senhor está curando você que teve uma torção no joelho direito e que vem sofrendo muito com isso, e sempre essa torção se repete e a dor é cada vez maior( verdade, eu às vezes estava andando ou mesmo parada, ia mudar o passo e o joelho virava de novo e lá ia eu para o chão). Mas o Senhor está te curando hoje e a partir de agora nunca mais essa torção vai se repetir e a cada dia que passar o seu joelho vai ficando cada vez melhor! Irmãos, eu testemunho isso com toda a gratidão ao Senhor pois foi exatamente o que aconteceu: as torções que eram constantes nunca mais aconteceram e eu sinto como se tivesse sido operada, sabe aquela sensação quando muda o tempo e a gente tem uma cicatriz de cirurgia? Então, eu tenho essa sensação de “cirurgia” no joelho porque o Senhor me operou e me curou bem curada! Como eu falei no começo se eu fosse contar tudo daria um livro! Glória a Deus! Louvado seja!
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Saligip

em 13/03/2009


A Luzinha me convidou para este desafio.

As regras do desafio são:

Revelar a nossa relação com os pecados capitais;

Nomear outros oito blogs para responder ao desafio.

Uma curiosidade: quando eu era catequista, tinha uma maneira que eu ensinava aos meus catequizandos para que eles aprendessem os nomes dos 7 pecados capitais, que são assim chamados por gerarem outros. A "técnica" era decorar apenas uma palavra: saligip. Lê aí as minhas respostas que você vai entender:

Soberba (ou orgulho): eu sou soberba. Por exemplo, se é para ajudar alguém eu estou sempre pronta mas para pedir ajuda...Fico com medo de atrapalhar a vida da pessoa, com medo de ser inconveniente. Isso é ser orgulhosa. E eu luto muito contra isso.

Avareza: eu não sou, o que é meu eu reparto na boa, sem problemas. Menos o marido.

Luxúria: nunca tive,sou muito tranquila e sempre fui. Jamais levaria fama de "safadinha", bem ao contrário.

Ira: salvo em raros momentos em que não estou muito dentro do meu normal, eu sou uma menina muito calminha. Não é o que as pessoas dizem, mas é porque eu sou muito assertiva e direta, daí confundem com brabeza. Mas ira mesmo eu não tenho não, para me tirar a paciência custa!

Gula: sou gordinha, sabe? Mas é algo bem genético mesmo; não gosto de doces, raramente como chocolate, evito frituras... Mas uma massinha...E gula não se refere só à comida, né?

Inveja: claro que já senti e muitas vezes ainda sinto inveja. Não sei se ameniza mas é sempre aquela inveja boa, de admiração, nunca de cobiça. Mas mesmo assim tento controlar.

Preguiça: ás vezes dá, não tem jeito. Mas nunca daquele tipo patológico, que domina a pessoa e a impede de viver. Mas acho que todo mundo tem um pouquinho, né?
E eu indico todos os blogs que ainda não participaram desta brincadeira pois andei rondando por aí e já vi que ela é bem popular. Fica assim, quem quiser leva e deixa um comentário que depois eu vou lá ver as respostas, tá?
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Para Sílvia...

em 11/03/2009

Hoje faz 9 anos que eu tive uma prima assassinada pelo marido.

Meu pai tem 7 irmãos e dentre esses irmãos e irmãs tem uma que teve duas filhas apenas. Não conheço a maioria desses primos, que se perderam no passado, mudaram de cidade ou que eu nunca cheguei a conhecer mesmo. Mas estas duas primas foram as únicas da parte do meu pai que conviveram comigo na infância. Uma delas, a mais velha, era muito parecida comigo, inclusive.

Pois bem, quando ela tinha uns 17 anos ela conheceu um carinha; bonitinho, cheio de marra, do tipo conquistador. Em pouco tempo ela estava grávida. Casaram. Ela era muito bonita, loura, olhos verdes, alta, de personalidade forte, muito despachada sabe? Do tipo que ria muito, gostava de piscina, de pagode. Muito trabalhadeira, desde mocinha já se virava. Após o casamento ela mudou. Deixou o pagode; ele não gostava que ela fosse(ele ia, homem pode), deixou a piscina sábado à tarde(não podia biquini), deixou de sorrir e de falar com todo mundo pois ele tinha ciúme. Nasceu o filho, nem em meu casamento ela foi. Ah, trabalhar podia, já que ele mais vivia desempregado do que trabalhava. Perdemos definitivamente o contato, mas eu sabia das brigas. Todo mundo sabia. E das outras. E das surras. Ela teve então mais uma filha e foram morar nos fundos da casa dos pais dela. As brigas e a violência tornaram-se insuportáveis. E ela decidiu que bastava. Quis se separar, ele não quis, foi preciso que primos nossos interferissem e o tirassem de casa. Ela achou que finalmente teria uma chance.

Quando estava chegando o aniversário de sua menininha ela decidiu comprar para a pequena uma bicicleta cor de rosa. Então, no dia anterior ao aniversário ela saiu do serviço e foi à loja. Chegou em casa muito feliz, era o sonho de menina que ela ia realizar para a filha. Mas quando chegou o ex marido estava à sua espera. Insistia em voltar a viver com ela, pois não tinha onde morar e que ela era dele e nunca a deixaria ir...Ela entrou em casa, ele entrou atrás, forçando a passagem. Ao ver que ele poderia agredi-la dentro de casa ela decidiu sair de novo. A esta altura meus tios já haviam se dado conta da presença dele na casa dos fundos e foram para o quintal. Só que ela foi para a rua, ele foi atrás. E ele estava armado. Quando ela pisou na calçada ele apontou o revólver para ela, que no calor do momento achou que valia a pena correr. Quando ela correu, atravessando a rua, ele atirou. Pelas costas. À queima roupa. E as duas crianças brincando na calçada...Ela caiu rente ao muro da casa vizinha, ele se aproximou e deu mais um tiro. Depois desceu a rua calmamente, a pé! Quando a polícia finalmente chegou ele já havia sumido. Na verdade ele estava escondido a 4 quarteirões de onde ela caiu, escondido na casa de uma irmã dele. Não houve flagrante. Ele ficou foragido por quase 1 ano. Quando finalmente foi levado a julgamento eu não soube qual foi a pena; só sei que em 3 anos ele estava livre. Hoje em dia os filhos dela vivem com meus tios, já estão mocinhos. E o assassino até casou de novo, vejam só. E dizem que ele fala para a nova mulher "não facilitar com ele não pois ele não nasceu para ser feito de bobo por mulher, não!"

Quanto à minha prima, poucas pessoas falam dela. Mas eu lembro dos seus olhos verdes tão parecidos com os meus; de seu cabelo louro, de sua alegria; do jeito que ela gostava do pagode do Só prá contrariar, dos sonhos que ela tinha quando éramos jovens. Como em tantas outras coisas da minha vida, eu quase não falo disso. Mas este blog foi criado para ser uma catarse, por isso eu escrevo tudo aqui. E quero deixar essa homenagem a uma menina que foi embora cedo demais, com apenas 29 anos. Para você, Sílvia Helena.
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Você tem medo de quê?

em 10/03/2009


Do que você tem medo? O que te assusta? Quando o mundo todo fala em crise financeira, em empregos ameaçados, em rumores de um colapso mundial, eu fico me perguntando o que mais me assusta. Como passo um tempo grande absolutamente sozinha, tenho muito deste tempo para pensar em mim mesma, para olhar para dentro. E para olhar à minha volta.
Este selo veio do blog de uma moça muito querida e me fez pensar; na verdade o post onde ela apresenta o selo me fez pensar. Em mim. Pensar naquilo que me amedronta, que me assusta. Eu tenho medo de sofrer. E medo da dor. E medo de fazer quem eu amo sofrer.
Há uma parte em mim que é forte e corajosa, que sabe que já passou por muitas coisas e que pode superar tudo. Mas há outra parte de mim que é muito covarde, que detesta a possibilidade da dor. E quanto mais eu conheço pessoas como essa moça do selo por exemplo, mais eu vejo o quanto eu fui preservada por Deus de dores reais. Quem lê este blog há algum tempo talvez ache que eu sou maluca dado tudo o que eu conto sobre a minha vida aqui mas na verdade eu não sou maluca não, eu sou é agradecida. Por ter sido poupada de dores fortes das quais eu não sei se sobreviveria.

Estou escrevendo isso por causa da Elaine aí do selo e também por causa de um comentário anônimo que eu recebi numa postagem que fiz sobre estupro. A pessoa que deixou o comentário tocou meu coração de uma forma tal que eu perdi o sono por um bom tempo. Eu falei de estupro; ela viveu o estupro. E eu percebi que existem muitas pessoas que suportam um sofrimento que eu tenho medo até de imaginar... Se você, comentarista anônimo, ler este post, saiba que entendi o que você disse e que me sinto honrada por você ler o que eu partilho pois com certeza tem muito a me ensinar sobre amor e tolerância.

Agora, o selo: é sério demais! O câncer de mama é o tipo que mais vitima mulheres no Brasil. E por um motivo cruel: falta de diagnóstico precoce.Como não tenho condições de falar com propriedade sobre o assunto, clique aqui para ler mais. E sobretudo, auto-exame sempre, todo mês, sempre! Vou apelar: pelo amor de Deus!


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Selos e jóias...

Este blog que você lê neste momento recebeu uma jóia ( que agora é sem acento mas ...) da Ana, do blog Anjogatos. Também veio do blog da Doutora Daniela.
Como todo selo, este também chega acompanhado de alguns passinhos para serem seguidos:
1. Escrever uma lista com oito coisas que sonhamos fazer antes de morrer ;
2. Convidar oito parceiras (os) de blogs amigos para também responder ;
3. Comentar no blog de quem convidou ;
4. Comentar no blog de nossos (as) convidados (as) para que saibam da convocação;
Vou responder em forma de conversa, tá?
Eu sempre achei que viveria sempre no mesmo lugar e agora, aos 36 anos eu continuo querendo isso mas de repente me deu uma vontade de conhecer outros lugares, outros povos! Sou muito medrosa, digo, prudente, mas quero muito perder o medo de água e aprender a nadar. Se possível antes da 3ª idade(tá chegando!). Mas falando em aprender algo eu quero aprender a ficar calada numa discussão acalorada; nunca falamos o que queremos e sempre ouvimos o que não queremos. É melhor esperar o sangue esfriar mas quem falou que eu consigo??? E sou muito pouco organizada, preciso ser mais até para manter uma certa organização mental ,que para escrever ajuda muito. Tenho uma amiga muito querida, linda e que é muito preocupada com rugas, cremes, estrias, celulite...Bem que eu gostaria de ser assim, mais vaidosinha. Se bem que temos a mesma idade e eu não tenho as ruguinhas que ela já apresenta(ela com certeza me mata se ler isso aqui, né Sílvia?). Mas ela se defende dizendo que as rugas são causadas pelos dois meninos lindos que ela tem. Falando em vaidade, eu quero aprender a cortar cabelo, outro que não seja o meu pois esse já caiu na minha tesoura. Sim, já cortei, e várias vezes, o meu próprio cabelo! E além de cortar eu preciso aprender a fazer escova. Nem secador eu uso, sabia? E finalmente, antes de morrer eu espero poder dizer a quem estiver aqui para ler: foi muito bom estar aqui, neste blog, compartilhando minhas coisas com vocês por mais de 100 anos...Sim, eu quero viver muito antes de apagar a luz e ir para casa!
E os meus indicados são: Karin, Magda, Cíntia, Jaquelyne, Marina, Zezé, Flávia, e Renata .
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Blogagem Coletiva: Inclusão Social

em 09/03/2009


Em 2002 minha irmã se cadastrou no Serviço de assistência Social em nossa cidade para ser beneficiária do Bolsa Família. Por ter 2 filhos bem pequenos e uma renda ainda menor que os filhos ela foi aprovada sem maiores problemas. Desde então ela recebe o benefício religiosamente, desde que mantenha os filhos na escola e a caderneta de vacinação em dia. Ah, e que a renda declarada não ultrapasse 1/2 salário mínimo por pessoa na família. O valor do benefício é de R$36,00 pelas duas crianças. Ela começou a receber o benefício quando se viu sozinha com dois filhos para criar, sem marido e sem emprego.

Enquanto você lê este texto deve estar pensando no que significa isso de bolsa família e caso já saiba do que se trata deve ter um conceito já formado: é favorável, é contra, acha desperdício de verba pública, acha um instrumento eficaz de distribuição de renda e portanto de inclusão social e mil outros pontos de vista.

Sei bem como é isso pois eu também tenho opiniões ambivalentes em relação ao assunto. Vamos a elas:

Em primeiro lugar eu sempre fiquei muito incomodada em ver o governo fazer propaganda desses benefícios sociais como se fosse a salvação da lavoura; é ridículo supor que R$36,00 seja efetivamente distribuição de renda ou que realmente seja instrumento de inclusão social. Além do que existem inúmeras falhas no processo de seleção, que deixa de fora quem mais precisa e premia até o cachorrinho de um deputado...Só que essa visão é própria de alguém que vive no que se convensionou chamar de Califórnia brasileira, a região uma das mais ricas e prósperas do estado mais desenvolvido do Brasil. Moro bem perto de Ribeirão Preto, que é uma das cidades mais "ricas" de São Paulo.

Agora pense no que significa esse auxílio para quem não tem renda alguma; não tem emprego ; vive numa região em que a renda per capta não chega a R$100,00; onde os homens partem de casa e deixam mulher e filhos entrgues à própria sorte, na mais absoluta miséria.Mulheres que de repente se veem sozinhas com 6, 8, 10 filhos pequenos...O benefício do governo federal pode significar a diferença entre viver ou morrer...Viver mal, com muito menos do que o necessário ou morrer de fome.

Sei perfeitamente que em alguns lugares o Bolsa família já se tornou uma malandragem sem fim; mulheres que vendem seu cartão do benefício para comprar drogas e álcool, que deixam de trabalhar em empregos que elas consideram mal pagos ( e muitas vezes são mesmo) para sobreviver apenas do benefício dos filhos. E é sobreviver mesmo pois não me entra na cabeça que alguém viva com tão pouco...

Mas em contra-partida eu penso naquela mulher perdida no mais profundo do Brasil, que nunca abandonou um emprego porque simplesmente nunca teve um emprego para abandonar, naquela mulher que vive à margem de tudo, analfabeta ou quase, que vive uma situação de fragilidade social tal que é inimaginável para quem está habituada a ter a geladeira e a despensa cheias.

Sei que ações assistencialistas não solucionam um problema que é muito profundo e que tem várias vertentes como é este da distribuição de renda, mas sei também que quem tem fome tem pressa e não dá para esperar reformas que demoram, se é que chegarão algum dia...É pouco? Muito pouco, uma quantia ridícula. Mas sobretudo se medido por quem paga R$200,00 numa calça jeans. Ou R$50,00 em um baton legal. E você ficaria surpresa com o que se compra de comida, arroz, farinha, feijão com esse dinheiro. E talvez ficasse ainda mais surpresa com a alegria que 5 quilos de arroz causa em uma criança que come feijão com farinha há 1 mês seguido...E é indiscutível que o Bolsa Família faz a diferença para essas pessoas tão desprotegidas, tão desamparadas. Repito: diferença entre comer ou não.
Quando eu era bem pequena o governo estadual tinha um projeto que dava leite em pó para bebês recém-nascidos e meus irmãos foram criados com leite em pó do governo. Quer dizer, o leite era de vaca mas quem dava era o governo. E foi muito bom pois venho de uma família de trabalhadores rurais; e isso antes dos movimentos sindicais que sacudiram o Brasil nos anos 80, portanto era quase que viver na miséria mesmo. E a ajuda do governo fez a diferença para nós.
Mas claro que acões sociais, ainda que válidas, não solucionam o problema da pobreza e da má distribuição de renda no Brasil. Para uma efetiva política de Inclusão Social via distribuição de renda é preciso que hajam reformas profundas, desde a Fiscal, a Tributária, a Agrária. Bolsa Família, cotas nas universidades, e tudo o mais que se faz são apenas paliativos que não atacam a raíz do problema.
E quero lembrar aqui que o Bolsa Família nasceu da junção de vários outros projetos como o Bolsa Escola, o Bolsa Gás, o Bolsa Creche. Todos idealizados pela mais ativa, competente e preparada das Primeiras-damas(título que aliás ela não gostava) que o Brasil já teve, D. Ruth Cardoso. E o D. é de Doutora. No projeto dela essas ações viriam necessáriamente acompanhadas de capacitação profissional e reinserção no mercado de trabalho, sendo portanto temporárias. Hoje o que era para ser temporário dura até que a criança complete 18 anos!!!
Quanto à minha irmã ela segue recebendo esse dinheiro, que mesmo no caso dela, que trabalha e vive no sudeste do Brasil, já fez a diferença entre ter leite para as crianças ou elas irem para a escola com fome... E faz a diferença pois ela e o marido estão ambos desempregados, vivendo de "bicos". Pagando aluguel. Faz a diferença, digo novamente, entre ter leite e pão ou não...Mas nada tão drástico quanto viver ou morrer...


Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva proposta pela Ester.
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Dia Internacional da Mulher, Cora Coralina e muita beleza (para variar um pouco e aquecer o coração!

em 08/03/2009

"És madeira verde
Ou apenas mulher perdida
Testemunha de berço feito de penas
Arca perdida da dor contida
Tudo isto é universo
Em límpida poça de água
Onde as conchas têm a forma de coração
Onde o sal afasta a mágoa."




Lindo, né?
Ganhei num comentário feito por um poeta maravilhoso: O Profeta.
E resolvi postar para começar este post, pois poesia é indispensável, sempre.

Você conhece Cora Coralina?
Grande poetisa de Goiás, clique aqui para ver a biografia.
Eu fico com os versos:

"Versos... não!
Poesia... não!
Um modo diferente de contar velhas histórias "





Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos
poemas.
Recria tua vida, sempre,
sempre.
Remove pedras e planta
roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos Jovens
e na memória das
gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de
todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Outubro, 1981)



Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições, lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo;
Aprendi a viver.
Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas ou Cora Coralina.


Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, belezas de uma mulher de verdade, mais uma dentre tantas, única entre milhares. Como você. Como eu.
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Superstição, medinho e a gatinha Bibi

em 07/03/2009



Você é supersticioso? Ou supersticiosa?
Tem gente que tem todo tipo de neura em relação a essas coisas de não passar debaixo de escadas, não deixar sapato virado, números de "sorte" e o mais besta: medo de gato preto.
Engraçado como vivemos num tempo em que o conhecimento está ao alcance de um clique e ainda assim derrapamos em crendices de séculos atrás. Tenho amigas que não colocam o pé na rua sem antes conferir o horóscopo. E quando leem em mais de uma fonte o tal "signo" e ele vem(sempre vem!) diferente um do outro fica aquela piração!
Nunca me entrou na cabeça que pessoas inteligentes e bem informadas pudessem se comportar como alguém lá da Idade Média, crendo em amuletos, figas, símbolos de proteção e animais amaldiçoados. Coitadinho do gatinho que nascer preto numa ninhada "normal"!
Eu? Sempre não levei a sério estas bobagens, não!
Porque eu estou falando nisso agora? Porque a gatinha da minha mãe deu cria. Filhotinhos lindos, de olhinho azul, frajolinhas, sabe? E uma gatinha preta, a mais fofa, a mais meiga! Todos os 3 foram adotados e sobrou, adivinha qual? A Bibi. Daí uma pessoa que queria a gatinha foi buscar e desistiu quando viu a pelagem preta reluzente da bichinha. "gato preto, credo, dá azar!" Azar teria a gatinha de ir parar nas mãos de alguém tão bobo. Ficou com minha mãe; onde comem 10, comem 11.
Ah, lembrei de uma cantiga muito antiga, que minha mãe ensinou quando eu era pequena:
"Eu tenho um gatinho preto;
Pretinho que nem carvão
São quatro pernas grudadas num pedaço de tição!
E tem um negro brilhoso
O pelo do meu gatinho!
Parece até de veludo
Todo inteiro o seu corpinho!"
Não tem essa de azar não, minha gente! E pensar que tanto se fala em liberdade e ficamos amarrados a essas besteiras... Acuados por uma escada na rua, por uma sexta-feira 13, por uma bobagem escrita no jornal ou por um gatinho de menos de 2 quilos na rua....

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Estupro, violência e a incapacidade de aceitar.

em 06/03/2009


Talvez não exista, em todo este vasto mundo, um crime mais covarde e mais cruel do que o estupro. Sempre que falo ou escrevo sobre este assunto me vem imediatamente à memória a célebre frase do então governador de São Paulo, Paulo Maluf: " quer estuprar, estupra, mas não mate!" Só mesmo um homem com o caráter duvidoso dele para se sair com uma dessas.

Fico pensando em como deve se sentir uma mulher que sofre esse horror, essa atrocidade. A dor, a raiva, a sensação de impotência, de fraqueza! Imagine agora quando a vítima é uma criança... E quando o estupro não acontece num beco escuro mas dentro de casa, quando é praticado por quem deveria proteger? Sim, estou me reportando ao caso da menininha de 9 anos de Recife.

Eu sou católica e procuro viver a fé que eu professo. Minha Igreja ensina, em todos os seus documentos e no seu Código de Direito Canônico que o aborto é inadmissível sob qualquer hipótese. E hoje eu vi estampado em todos os jornais e telejornais que o Arcebispo de Olinda e Recife aplicou a pena de excomunhão aos médicos e enfermeiros que realizaram o aborto e também estendeu a excomunhão à mãe da menininha. Pois bem, em primeiro lugar o Arcebispo não aplicou ele próprio a pena pois a excomunhão é automática em caso de desobediência deliberada e consciente. Assim, o Arcebispo está dentro do que o Código de Direito Canônico explicita.

Confesso que eu estou dividida em relação a este assunto. Fico imaginando se fosse com minha sobrinha de 9 anos... Estuprada por um monstro demoníaco que teve a audácia de pedir para que deixassem os filhos dele nascerem! Penso que se fosse com minha sobrinha eu o mataria com minhas próprias mãos, sem pestanejar e sem duvidar. Porque quem tem que ser punido, e muito bem punido, é esse desgraçado! Mas penso também nos bebês que foram abortados. Sei que o Código Penal autoriza o aborto em caso de estupro e risco de vida para a mãe, imagine então quando se somam os dois precedentes. Mas eu penso nos bebês. Penso que eles eram tão inocentes quanto a menininha e agora estão mortos... Aplicou-se a justiça punindo as vítimas...Não vou entrar no campo da medicina pois não tenho a menor competência para isso mas até agora não li qual era o risco efetivo de morte que ela corria; tenho minhas suposições em função da idade dela, do seu tamanho e pelo fato de ser uma gestação gemelar mas saber mesmo eu não sei.

Uma amiga blogueira me disse que seria crueldade prolongar a gestação e fazê-la ter filhos oriundos de uma coisa tão horrível, que ela é só uma criança e seria como que prolongar o estupro. Mas, e o aborto? Sabemos o quanto é traumático, ainda mais dada a proporção que o caso tomou. Sinceramente não sei o que pensar. De tudo o que eu ouvi em termos de crítica à postura da Igreja em relação ao assunto eu concordo com uma coisa: o mais merecedor de excomunhão é o estuprador e ele próprio não foi atingido pela pena. Ainda. Se bem que o que é dele está guardado, pois Deus não é conivente com gente assim, não mesmo! Mas a justiça divina às vezes tarda e nem sempre é para esta vida, portanto é melhor que a punição seja aplicada sem demora pela justiça legal. Ou será pelo povo. E quanto à mãe da menininha? Ela é a responsável legal pela criança e alega que não sabia de nada. Não via que o maldito abusava das filhas? Sim, pois ele confessou que também estuprou a outra menina, de 14 anos e com deficiência mental. Nós mulheres temos um sexto sentido para as coisas, "pegamos" no ar muita coisa; como que essa mãe não notou antes o horror cometido em sua casa, com suas meninas??? Não quero ser juiz de ninguém mas fica o questionamento.

Mas sobretudo eu penso na menininha. Penso no que ela deve ter passado nas mãos desse maldito, na dor, na vergonha, na angústia. E penso no que ela deve estar sentindo agora. Com tanta gente à sua volta, tantas opiniões, tantos dizendo isso, outro tanto dizendo aquilo. Onde estava a Igreja quando ela era estuprada? E as Ongs? E a polícia? E a mãe??? Se eu pudesse, eu gostaria de estreitá-la em meus braços, apertá-la bem forte e dizer a ela que Deus a ama e que ela nunca teve culpa de nada, e que um dia tudo isso vai passar...

Relendo o post eu percebo o quanto ele está confuso; vai ficar assim pois reflete bem como eu estou. Também estou triste, muito. Por causa da menininha. Por causa dos bebês dela que morreram. Por causa de tantas mulheres e crianças marcadas na carne pelo horror do estupro.Porque sei que haverão outros casos como este.
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Muitos carinhos...selinhos...

em 04/03/2009

Recebi este selo e meme da linda Doutora Daniela. Tem regras:
1ª- Exibir a imagem do selo “Seu blog é ROXIE!” e escrever essas regras abaixo dele.
2ª- Colocar quem te deu o selo nos seus blogs indicados.
3ª- Escrever 5 coisas que são ROXIE (1- sobre música, 2- televisão e cinema, 3- três países que sonha em conhecer, 4- três cores favoritas, 5- três hobbies).
4ª- Indicar 10 blogs que você ache ROXIE.
5ª- Avisar a pessoa que você indicou, deixando um comentário para ela.

1-Música:
Jazz. Sempre. Para todas as horas.
2-Televisão e Cinema:
Quase não vejo televisão e em minha cidadezinha do interior não tem cinema, daí sobra DVD.
3-Países que sonho conhecer:
Itália em função da minha origem familiar; Portugal e Espanha.
4-Cores favoritas:
Verde, azul e vermelho.
5-Hobbies:
Ler, blogar e escrever.

10 blogs que eu indico?
Vou indicar só estes, tá? Se bem que todos os blogs amigos são "roxie"!
Cíntia, Geovana, Flávia, Luzinha e Andrea.



Ganhei mais um selinho lindo da Lila; também tem meme:
1- Linkar a pessoa que te indicou;
2 - Escrever as regras do meme em seu blog;
3- Contar 6 coisas aleatórias sobre você;
4- Indicar mais 6 pessoas e colocar seus respectivos links;
5- Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela,
6- Deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem.
Então, minhas respostas:


  1. não gosto de novela;

  2. não assisto filme de terror;

  3. não gosto de funk;

  4. sou doida por macarronada;

  5. não gosto de salto alto pois sempre acho que vou cair;

  6. não sei dirigir.

Update:


Tem esse lindo que veio da minha xará, do Day by Day e também da filha dela, a Isadora.
Primeiro passo: Escolher um selinho ou o da Leight Super Sexy, ou do Westwick Super Lindo;(fico com o segundo)
Segundo passo: Passar para cinco Blogs, avisando com um comentário;
Terceiro passo: Avisar para os cinco Blogs onde você pegou, e pedir para eles deixarem um comentário no This is a time bomb - Isadora F. , avisando que pegou;
Quarto passo: Fazer Um Post com o Selo que você escolheu e colocar as instruções;
Quinto passo: Dizer três motivos que você acha que foi escolhido. A resposta mais criativa vai ganhar um I LOVE com suas cinco coisas favoritas. Minha resposta é:
  1. Quantas Elaines você conhece além da sua mãe? Mereço ganhar por ter o mesmo nome da pessoa que mais te ama e te quer bem neste mundo...
  2. Mereço ganhar porque nunca ganhei nadinha vindo do nordeste e é muito chique algo que vem de tão longe...
  3. Mereço ganhar pois é meu aniversário ( tá, é mentira agora, mas em setembro vai ser verdade, ué!)
E eu repasso para os blogs linkados para oprimeiro selo. Três selinhos pelo preço de um...

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A melhor hora do dia.


Qual a sua hora favorita do dia? Tem gente que ama o alvorecer, acorda bem cedinho, antes do galo, só para ver os primeiros raios de sol. Outras gostam do meio do dia, sol forte, agitação. Tem quem ame a noite estrelada.





Eu gosto do fim da tarde, aquela horinha em que tudo parece meio que parar, até as aves silenciam, tudo fica em suspenso aguardando a noite. O clima muda, o ar muda, e tem a luz. Nada se compara à luz de um fim de tarde! O sol descendo bem devagar, encontrando a linha do horizonte, parecendo que é uma bola de fogo mergulhando na água!






Depois a noite chega...E eu amo a noite, sabe?

As fotos? Frente da minha casa, em várias versões...
E você, diz aí: qual sua hora preferida?




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Violência , reação e Dia Internacional da mulher

em 02/03/2009


Quando eu tinha 4 anos meu avô materno faleceu. Lembro nítidamente do dia, do que eu senti (um misto de tristeza e sono) mas sobretudo eu lembro de ter sido a primeira vez que eu vi meu pai bater em minha mãe. Hoje eu sei que não foi a primeira vez que eu vi mas sim a primeira de que me lembro. E vieram outras, claro.

Minha mãe conta que quando ela estava grávida de mim o meu pai fez chá de canela pois estava frio. Ele mandou que ela tomasse com ele já que ele tinha feito e ela deveria beber. Acontece que ela estava naquele período de enjoos e o tal chá não descia de modo algum. Ele se irritou com a desobediência dela e deu-lhe um tapa no rosto. Só de sentir cheiro de canela eu lembro dessa estória.

Então eu nasci, a vida seguiu e ela engravidou do 2º filho, meu irmão do meio. Era o menino tão esperado e eu lembro da festa que foi. E lembro também da minha mãe, aos 8 meses de gestação ir para a roça com meu pai, chegarem ambos juntos, vindos do mesmo serviço e ele tomar banho e sentar para ouvir rádio e esperar a janta. E ela com casa, filha pequena, comida e muito mais para fazer. Mas meu irmão nasceu, o tempo passou e ela engravidou novamente. Desta vez não houve festa, não houve nem mesmo uma palavra para quem quer que fosse. Ele a obrigou, com as armas que um marido tinha nos anos 70 ( e ainda tem, lógico, já que o mundo não mudou tanto assim) a fazer um aborto. Eu devia ter na época uns 5 ou 6 anos mas lembro deles dois indo à tal "parteira" que fez o servicinho imundo. Anos mais tarde é que eu fui ter idade para perguntar porque minha mãe fez isso e ela me disse simplesmente: ele me mandou e disse que iria embora de casa se eu não fizesse.

No fim de 77 minha mãe engravidou de novo(ufa!) e desta vez a gravidez foi descoberta tarde demais para um aborto; não que não tivesse sido tentado, apenas que a tal "parteira" tinha morrido e só restou aos meus pais apelarem para as famosas garrafadas, uma beberagem muito comum no interior do Brasil. Minha mãe quase morreu mas o bebê resistiu e então minha irmã mais nova nasceu. Miudinha, fraquinha, abaixo do peso mas VIVA!!! Quanto ao nosso pai ficou 20 dias sem olhar nem para a esposa nem para a filhinha recém-nascida. Ele não se conformava de ter mais uma boca para alimentar. Mas tinha, e como sempre, a vida seguiu seu curso.

Os anos seguintes foram muito duros para nós. Um pouco em função da pobreza e muito em função da índole do meu pai, que afundou no alcoolismo e se tornava mais e mais violento. Perdi a conta das surras, tanto nos filhos quanto na esposa. Perdi a conta das vezes que vi minha mãe apanhar calada, sem mover um músculo, sem reagir; até sentada ela apanhava sem se erguer...

Desde sempre eu jurava a mim mesma que aquilo jamais me aconteceria, que eu jamais me colocaria numa posição de tal humilhação e aceitação. Com 14 anos eu comecei a ler tudo o que encontrava sobre feminismo. Para se ter uma ideia eu li Simone de Beauvoir aos 15 anos, imagine só!!! O caráter estava sendo formado.

Quando eu completei 16 anos, acho que um pouco mais, meu pai tentou me bater pela última vez. Por estar bêbado ele achou que eu estava olhando para ele de modo estranho e partiu prá cima de mim, enquanto meus dois irmãos saíam em disparada porta afora e iam se refugiar na casa da nossa tia. Desta vez, porém, eu reagi. Segurei o braço que brandia um cinto de couro cru e o enfrentei. Ele ficou possesso, claro. Mas antes que pudesse se recuperar do choque eu corri para a rua, bati no portão da única vizinha que possuía telefone na época e chamei a polícia. Devo muito a essa vizinha, aliás, e ela é minha madrinha de casamento. Nesse meio tempo o meu pai bateu em minha mãe, se vestiu e saiu de casa calmamente. Depois de muito tempo a polícia chegou para dizer que nada podia fazer pois não houvera flagrante.

Isso tudo aconteceu num sábado e no domingo cedo ele mandou um tio meu, irmão dele, ir buscar tudo o que era dele. Deixou-nos sem um tostão, sem ter nem arroz em casa e foi infernizar a vida da minha avó (mas essa é outra estória, que um dia eu conto). Respiramos, eu e meus irmãos, aliviados! Minha mãe? Acusou-me de colocar o homem que ela amava fora de casa.

Em uma semana meu irmão, com 14 anos, já estava empregado em uma indústria (outros tempos...) e nós dois assumimos tudo que uma casa exige. Fomos à luta; um tio nosso que era dono da casa onde morávamos liberou a gente de pagar aluguel, eu já trabalhava há anos e o ar de terror sumiu.

Tudo ia bem mas minha mãe se recusava a pensar em trabalhar. Ela vivera anos a fio como ser dependente, já que parara de trabalhar quando minha irmã nasceu e ainda que à custa de surras e humilhações ela não queria de jeito nenhum sair do comodismo. Minha vida virou um inferno: ela transferiu para mim a responsabilidade das contas, assim como as frustações e as neuras. Dizia que eu tinha acabado com o casamento dela(hãn?), que eu tinha gênio ruim, que devia ter abaixado a cabeça e, pasmem, aceitado apanhar como ela sempre aceitou a vida toda por causa do filhos! Que casamento era assim mesmo, que mulher tem que abaixar a cabeça e aguentar.

Aqui eu chego ao motivo deste post tão duro de escrever:

Nesta semana o mundo comemora o Dia da Mulher. Vejo muitos avanços nos dias de hoje e isso é muito bom; mas vejo ainda o quanto é pouco tudo o que se faz em termos de lei e de mudança de mentalidade para que nós sejamos de fato donas de nós. Não vou falar aqui nas diferenças injustas de salário, na violência, no descaso com mulheres vitimizadas, na opressão que em pleno século XXI assola-nos. Quero mesmo é falar que somos o que construímos. Aquela menina que viveu tudo isso decidiu que a história não se repetiria com ela e não se repetiu. Quando eu estava me preparando para casar tivemos uma conversa sobre violência eu, meu futuro marido e meus sogros. Lembro de ter dito que se um dia passasse pela cabeça do meu noivo erguer a mão para mim, ele deveria estar disposto a me matar pois caso eu sobrevivesse ele seria maneta dali em diante. Minha sogra ficou assustadíssima, coitada!

Mas nunca precisei lembrá-lo dessa conversa...

Sei que muitas pessoas lerão este texto e quero dizer mais uma coisa: não aceite a primeira grosseria, pois ela vem seguida de um tapa, que evoluirá para um soco e sabe Deus onde vai parar. Na maioria absoluta das vezes não pára jamais...

E nunca diga que aguenta violência pelos filhos; eles não querem isso e para eles é psicológicamente terrível, causa um dano muito grande. Para o bem dos filhos e principalmente para o seu bem, reaja! Enfrente a vida, não se acomode! E penso que a solução passa pela maneira como criamos as crianças de hoje. Meu sobrinho de 8 anos é severamente punido quando agride a irmã e ambos têm as mesmas funções dentro de casa: arrumam a cama, varrem casa, alimentam o cachorrinha, lavam pratos, iguaizinhos. Não tem essa conversa de "eu sou menino" não! E assim vamos formando os homens que queremos e que merecemos ter. As leis são muito importantes mas a mudança de atitude e de mentalidade é essencial, tanto nos homens quanto nas mulheres. Quanto aos livros feministas eu os abandonei; sei hoje que não somos nem melhores e nem piores que os homens; apenas somos diferentes. Mas temos o mesmíssimo valor. Temos sim a mesma dignidade!

E viva o Dia Internacional da Mulher! Ah, o carrinho de flores na ilustração acima foi a imagem que o marido escolheu como presente para todas nós, já que uma flor só é pouco, disse ele.
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A garota do gari


Imagem daqui!




Tem coisas que só mesmo um cãozinho faz por você.
Tem um gari que passa todos os dias pela minha rua.
De uns tempos para cá ele passou a vir acompanhado por uma cachorrinha bem bonitinha, viralata que só, uma graça.
Imagine o quanto ele não anda o dia todo empurrando o carrinho, seja sol, seja chuva, calor ou frio. E a cachorrinha lá, fiel e feliz da vida acompanhando o dono. Hoje dei a ela um pouco de ração enquanto falava com ele. Ela comia, mas de olho em mim, ou melhor, nele.
Perguntei e ele me disse que ela fica doida para sair quando vê ele se aprontando para o trabalho. Daí eu pergunto: um filho faria isso? E um amigo humano, faria? Pois então, ela faz...
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Alegria e vivacidade! Eu tenho, yes!!!

em 01/03/2009

A Isesinha, que edita o lindo Amor, blues e poesia me presenteou com um selo que é uma coisa de legal:
Tem coisa mais gostosa do que saber que seu blog é alegre e criativo e ainda por cima reflete entusiasmo e vivacidade?
Obrigada, obrigada, obrigada...
Ah, as regras:
1- Exiba a imagem do selo “Laranja” que vc acabou de ganhar!
2- Poste o link do blog que te indicou. [Lá em cima..]
3- Indique 4 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Escrever 4 formas que você usa para expressar sua criatividade.
Eu expresso minha criatividade pintando (ahan, essa você não sabia,né?), escrevendo prosa e poesia (que eu nunca publiquei), lendo tudo o que me cai nas mãos e claro, blogando.
E os meus indicados são:
Vanessa, com seu Fio de Ariadne;
Francielle, a Menina de Óculos;
Cristiane, do divertido Tô doida;
Nina, do delicioso Entre Mãe e Filha.
Depois passo para conferir, viu?
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Sorteio

E a vencedora é....
Minha querida Ana, Aprendiz de Anjo!
Parabéns e a todos os meus queridos que participaram muito obrigada. em breve vou fazer outro; gostei desse negócio.
Assim que o prêmio da Ana ficar pronto eu mostro prá todo mundo antes de mandar para ela.
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Remédio caseiro para TPM


Sabe quando você procura água na geladeira e a garrafa está vazia? E quando o cachorro cisma de fazer xixi no tapetinho tão bonitinho que você passou para colocar no chão? E quando os dias são quentes, tão quentes que só de sair na varanda de casa você já começa a passar mal?

Tudo bem, são probleminhas contornáveis...

Mas e se você estiver com a cara inchada pois um dente que já foi tratado resolve doer, doer e ainda te deixa parecendo que foi picada por um enxame? E se a tudo isso juntar o fato de que cada parte do seu corpo dói, cada junta, cada nervo? É que eu tenho um tipo bem específico de tpm, a tpm dolorosa. Não tenho crise de choro, não perco a calma, não quero matar ninguém mas fico tão dolorida que parece que vou desmontar.
Então olho para a minha cama e o que vejo? O marido, dormindo tranquilo e ao lado dele, desta vez no chão, essas criaturinhas aí da foto. Que me olham e abanam os rabinhos felizes em estar comigo por perto...

E ouvir a chuvinha mansa que começa a cair neste momento...que delícia!
Amanhã tudo vai estar melhor e meu rosto já terá desinchado. É quase uma prece.
E março acaba de chegar!!! Feliz mês novo!!!
Ainda neste domingo eu posto o resultado do sorteio, tá?
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