Um pouco da vida

em 13 de outubro de 2009

Eu quero te convidar a ler um texto muito bonito que eu encontrei. Clica aqui e leia. Mas volta aqui que eu quero te contar umas coisinhas sobre mim...


Haviam acabado de completar 2 anos de casados quando ela perdeu o primeiro bebê com 5 semanas de gestação. Amigos e família nem ficaram sabendo...Toda a alegria e toda a expectativa daquela criança, todos os sonhos, todas as perspectivas que uma criança nescessariámente trás de repente deixaram de existir.Ambos jovens, o médico disse que 1 em cada 6 gestações termina em aborto espontâneo. Alguns exames e foram orientados a "tentar" de novo daí a 6 meses. Tentaram. Em 1 mês veio o 2º aborto e aí já foi realmente alarmante. Mais exames, mais dor, desgaste, incertezas... Então veio, meio sem querer, a 3ª gravidez, 3 anos após o 1º aborto. E mais uma vez, após 4 semanas,de uma gestação mantida em segredo tanto quanto as anteriores, mais um aborto. E o diagnóstico, enfim: má formação uterina, baixa contagem hormonal e a natureza se encarregando de eliminar um feto que não iria sobreviver. Tratamento, dor, raiva, depressão, e nada de resolver o que, sabem hoje, não se resolve. Apenas se aceita.

Mas o tempo passou. Já foram 5 abortos espontâneos ... Até que pararam de tentar. Ninguém aguenta tanto desgaste, tanta dor.



Embora varie de mulher para mulher, quem passou por um aborto espontâneo sabe o que é: dor parecida com contração e no fim apenas mais um bebezinho morto. Depois, dependendo do caso, curetagem. Antibióticos. Dor no corpo, na alma e no coração. E a tristeza...

Talvez lendo isso muitos compreendam porque ela é tão radicalmente contra o aborto provocado.

Talvez entendam porque ela nunca fala sobre isso; apenas 3 amigos sabem.

Talvez entendam porque ela ama tanto os animais. Afinal são o receptáculo de tanto amor acumulado...

E entendam que ela gosta de solidão pois quando se está sozinha não precisamos explicar certas coisas...

E então saibam que o amor dela por Deus não é alienado, bem ao contrário: é um amor provado pela dor e pela perda...

Escrevi este texto há muito tempo. Mas como recebo alguns emails perguntando por que não temos filhos e as pessoas que leêm o blog hoje em dia não o liam há tempos atrás resolvi republicar. Sem drama, só para contar mesmo.

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

22 comentários , comente também!

  1. e adoção? ser mãe não é um meio, é um fim, amor não escolhe como entra na nossa vida e tantas crianças precisando serem amadas, os caminhos são muitos para se realizar um projeto.

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  2. Ai, querida ... Eu tive dois abortos espontâneos antes de conseguir ter meu filho. Morri de medo de perdê-lo durante toda a gestação. Minha psiquiatra me disse que por causa disso, eu não sei dizer "não" a meu filho, por medo de perdê-lo.

    Quando eu engravidei de minha filha, um ano e meio depois, meu casamento estava em plena crise e como ela não havia sido planejada, eu pensei: "Aposto que esta gravidez nem vai vingar, já que não estou tomando nada para segurar o bebê." Apesar de não ter sido planejada, minha filha foi muito desejada por mim e acho que foi por isso que ela veio, mesmo que meu casamento tenha terminado três meses e meio após seu nascimento.

    Se alguém me perguntar, eu ainda sinto dor pelos dois bebês perdidos com 6 semanas de gestação. Eu levei mais de um ano para parar de chorar pelo primeiro bebê e hoje penso que ela (eu tenho certeza que era uma menina) teria hoje quase 8 anos de idade.

    Eu entendo tua dor. A dor do aborto é horrível. Eu sei, porque eu senti. As contrações dolorosas e depois a dor de ver o bebê indo embora ... sem poder fazer nada para impedir. Eu também sou contra o aborto provocado.

    Mas como a Felina disse aí em cima, há outras maneiras de ser mãe, além da tradicional. Adoção é uma delas, mas cada um sabe o que é melhor para si. Tenho dois casais de amigos inférteis. Um continua sem filhos e o outro partiu para a adoção. Cada um com sua opção.

    Um grande beijo

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  3. Elaine!
    Deve ser triste mesmo a perda de um filho que anseia-se em conhecer. Uma criaturinha que cresce e que para ela se tem todo o amor do mundo.
    Mas, desistir por causa de um aborto, creio que não seria uma boa.
    Quem sabe, aprender algo com isso, e seguir em frente.
    Quem sabe uma outra vida se faz novamente.

    Adorei teu blog e tua visita lá no meu blog.

    Beijão!

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  4. Este texto se refere avocê!?
    Mas se for ou não eu acredito que nada é por acaso...Tudo tem um motivo de ser!
    Passei muito tempo esperando engravidar do meu primeiro filho,,,Mas depois sem ansiedade fiquei grávida da minha filha, sem esperar!
    Quem sabe tudo não acaba bem para a personagem do texto!

    Um beijo com esperança!
    Elaine

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  5. Elaine, é sempre maravilhoso fazer um novo amigo!
    Gostei de vc, do que escreve, de como se expressa... vc tem luz, brilho próprio!
    E lendo sua descrição aqui ao lado, eu antes de ler, imaginei que vc tivesse olhos verdes!=D
    Não sei pq?!
    Tb amoooo cachorros, e trato-os como filhos, embora não tenha tido filhos ainda!!

    Muito comovente seu texto e mesmo sem ter sido mãe, eu me sensibilizei demais pelas perdas, pela dor, pelo sofrimento, e pela angustia que é não poder ser aquilo que nascemos "pré-destinadas" a ser!
    Mas a vida se faz de outras coisas e o amor, sem dúvidas, supera tudooo!
    Te desejo paz, amor e felicidade sempre, viu?!
    Vou voltar aqui, com certeza!
    Bjs, querida!

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  6. Não pude deixar de me emocionar, pq minha irmã acaba de perder um bebê e estamos sofrendo com ela!
    Mas oremos a Deus, nada é por acaso e ele sabe a hora de tudo!
    Concordo com a Felina, sobre a adoção!!
    Muitas crianças existem sem amor de pais, esperando alguém que vá socorrê-los... quem sabe não é isso que Deus quer para sua vida!

    beijos

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  7. Elaine,
    Na verdade não sei o que dizer, nunca passei por isso, e só sabemos quando passamos por essa experiência.
    Eu perdi a metade da minha família e vejo a minha mãe forte e firme, sei que sente muita dor.
    E ontem li um pensamento, que é fácil não dizer nada...que me fez pensar, mas não concordo,muitas vezes um abraço do fundo da alma diz muito mais, do que falar "..."

    Abraços,
    Marise.

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  8. Elaine, li o relato que indicou e também o seu. Não sabemos o porquê das circunstâncias, mas acredito que nada acontece por acaso. Você imagina a vontade do seu marido em ser pai, baseada na sua vontade e os dois sentindo essa vontade, não seria ideal, adotar?
    A minha mãe teve 3 filhos naturais e após isso, partiu para a adoção. Eu tenho 7 irmãos adotivos. A minha irmã casou-se e não pode ter filhos e adotou ao todo 4 crianças. Meu irmão tem um filho natural e mais 3 adotivos e eu tenho um natural e um adotivo, ainda! Eu digo que não existe diferença se a doação é igual para todos. A vontade de ser mãe, é a vontade de zelar, de acarinhar, de ver progredir o ser humano, mesmo que não partam do nosso ventre. Boa semana! Beijus

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  9. Elaine, tudo tem um motivo, um propósito. Deus sempre age da maneira correta, li o texto que você indicou, justo hoje que resolvi delinear os olhos, segurei o choro, mas molhei o teclado..., eu tive a felicidade de ser mãe, mas também tive um aborto no começo, sofri muito, mas me acalmei e os filhos vieram na hora certa e principalmente: com a pessoa certa.
    Eu acho que se você optou por não tentar mais, não se culpe por não querer, seu marido te ama, e entede, afinal quem ama quer ver o outro bem!
    Beijos

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  10. Nossa elaine m inha linda...
    Que dor ao ler essas palavras, isso me faz admirá-la ainda mais... Pois vc é uma pessoa doce, muitos por menos se amargam, reclamam da sorte... Vc é guerreira parabéns por isso...
    Te adoro muitão

    E respondendo...

    O dia do meu filhote (das crianças) não tece nada de diferente aqui choveu o dia todo, e a grana tá curta então ficamos em casa mesmo...

    Beijos querida... Te adoro, viu?

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  11. Perdi um bebe tambem antes de engravidar da minha filhota, fiquei mal, só sabia de ficar trancada no meu quarto e fiquei sem querer comentar e nem me explicar pra ninguem

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  12. Oi minha querida amiga! Ontem você leu meu post sobre o dia das crianças e chorou... Hoje eu é que choro com você ao ler o seu, pois entendo e sinto com todo o meu coração e a minha alma o que você passou. Eu perdi 4 bebês. Também não gosto muito de dar detalhes, mas uma hora dessas eu te conto tudo. Sei que é uma decisão pessoal e delicada, mas tenho dois filhos adotivos (e mais um a caminho!) que são a única razão de eu ter conseguido manter a lucidez (mais ou menos, né?)... É isso, querida Elaine. Cada experiência é única, não quero usar esse espaço para dar conselhos ou receitas de como dar a volta por cima, mesmo porque, isso você já fez. Apenas me solidarizo com você e estendo os meus braços prá quando você quizer e precisar. Obrigada pela visita, grande beijo!

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  13. Ealine..
    Só te digo uma coisa: TEU NOME É FORTALEZA!!!

    Bjos no ♥

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  14. Elaine...
    só os fortes sobrevivem, vc é guerreira..
    è díficil eu sei, mas de repente, não mais que de repente, Deus senhor de todas as coisas nos faz cada surpresa...
    Esteja aberta a tudo o que Ele pode ainda te enviar, as vezes nosso filho não nescessita exclusivamente ser gerado por nós, temos filhos espirituais, e vc pode encontrar o seu..
    Não perca a esperança e jamais a Fé.
    qquer coisa que eu diga é pequeno perto do que vc sente, eu sei.
    mas força amiga...
    esteja sempre aberta as surpresas..elas acontecem.
    bjkas no coração.
    uivos de solidariedade e carinho.
    val.

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  15. Elaine,
    Como várias amigas já disseram, nada é por acaso...Deus sabe o que faz e a nós que cremos Nele cabe aceitar. Porém, amiga você não sabe o que Ele tem preparado pra você, muita coisa ainda pode acontecer e quem sabe Ele não lhe dê esse presente ainda? seja do seu ventre ou do seu coração? Ele sabe do seu merecimento e apenas confie e espere.
    Bjs no coração
    Marcia

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  16. Tenho dois filhos lindos e saudáveis e sequer imagino o que seria não tê-los. Só posso dizer que respeito tua dor, admiro muito tua força e acredito que quando Ele nos tira alguma coisa, sempre nos dá outra em troca. Beijos

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  17. Elaine, minha super querida, como sou novata aqui, não sabia... fiquei triste mesmo... muito... muito... Não vou aprofundar meu comentário, mas te desejo do fundo da minha alma, pela sua essência, por esta mulher incrível que vc é, que vc seja surpreendida de uma maneira tão envolvente e ao acontecer isso vc irá se lembrar das minhas palavras e estará recebendo o meu carinho...
    Não digo isso para amenizar, apagar o que ocorreu, profecia de cura, nada disso...mas sim pq pensei em uma surpresa boa pra vc, algo simples ou grandioso não sei... mas desejo que aconteça!
    Bjinhos da Madrasta que te adora!

    PS.: Sua piruka é forte mulherrrrr

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  18. Oi, Elaine. Tô meio atrasada nos comentários, mas vamos lá. Também tive um aborto espontâneo, na primeira gravidez. Depois tive meus três filhos.
    Sobre adotar, não sei se teria coragem. Não me pergunte os porquês. São muitos.
    Cada um sabe de si. Haja sempre como seu coraçao mandar. Já sei que você é determinada, forte.
    Desejo que este assunto seja tranquilo pra você, mesmo porque não podemos mudar muita coisa que queremos.
    (Li sua entevista e adorei conhecer seu rosto. Tô precisando me mostrar também. Qualquer dia coloco fotinha no blog!) Bj

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  19. Tive um aborto espontâneo do primeiro filho, tava com tês meses de gestação. Algum tempo depois perdi minha menina, Sophia era seu nome, na hora do parto a enfermeira a derrubou.Confesso que foi traumatizante. Dizia a meu marido que não ia mais querer saber de engravidar, então, logo que percebi estava novamente grávida desse lindo Bb, que hj está com 21 anos, e 4 anos depois da minha filhota que ta hj com 17. Deus foi muito generoso me dando mais dois filhotes, embora não substitua as perdas que sofri mas eles trazem grande alegria, e me sinto agraciada por te-los. Sempre agradeço a Deus pela existência deles. Um grande bjo querida.

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  20. Havia perdido este post.

    Olha, Elaine, por isso também fico completamente revoltada com os abortos provocados. Que de alguma forma os Senhor compense você e seu marido. Deus é Pai.
    Beijos na alma!

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  21. Muito lindo seu texto, palavras de grande sensibilidade. Eu nunca passei por algo semelhante mas de certa forma, posso sim sentir a dor da sua perda. E a dor da renúncia, quando não há outra opção a não ser desistir.

    A vida é mesmo muito esquisita e vou lembrar de você da próxima vez que for reclamar que ser mãe cansa (e cansa mesmo). Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

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  22. Elaine, minha filha teve um abordo e precisou afastar 6 meses do emprego com depressão e sofremos muito, finalmente conseguiu e quando segurei o meu neto no colo pensei, minha geração está seguindo adiante, porém tinha um fato interessante, minha filha não é do meu sangue e esquecí do fato totalmente, meus netos não tem meus traços, mas esqueço tanto disso, minha filha já veio pronta, rs, prontinha pra mim.....ela dá boas risadas quando falo que meus netos tem a minha boca, meu jeito, mas tem meu CORAÇÃO, difícil dizer isso pra vc, eu queria tanto ser avó....Bjks....Gil

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