Liberdade, sexo ou Como ser um dalith no Brasil

em 27 de fevereiro de 2009


Uma vez me disseram que as posições que eu defendo no blog, as coisas que eu escrevo e a maneira como eu me expresso limitam muito os meus possíveis leitores.

Então bora lá limitar ainda mais...

No último dia do Retiro de carnaval eu conheci uma menina linda, cabelos loiros, olhos amendoados, pele branquinha, uma coisa de bonita. Parecia ter 12, 13 anos no máximo, mas na verdade tem 16. E tem uma filha de 4 meses. Quando começamos a conversar ela me disse que engravidou sem querer, que o pai da bebezinha dela é mais velho e que ele acionou a justiça requerendo a guarda da menina, trazendo imenso sofrimento para ela, mãe, e para os avós da pequena. Conversamos e ela me disse que ter engravidado foi o maior erro de sua vida, que sofre muito por ter jogado tantas oportunidades fora e que temia nunca mais arrumar um namorado que a respeitasse, que acolhesse a filhinha dela.Disse também que estava feliz pois estava começando um namoro durante este retiro, com um menino que eu conheço e que é super gente boa, que me disse que vai amá-la como ela merece. Tomara, ambos merecem.

Estou contando essa estória para dizer algo que eu disse a ela: o mundo hoje empurra para as meninas a ideia de que sexo com o namorado é legal, que tudo pode, importante é usar camisinha, é se cuidar. Acontece que a camisinha é falível, a pílula também e não existe método contraceptivo 100% eficaz. Só que este governo tão liberal que aí está não diz isso em suas campanhas institucionais, não diz também que há inúmeras controvérsias sobre a pílula do dia seguinte ser ou não abortiva; e ainda que não houvesse dúvida nenhuma de que seja abortiva, as propagandas não avisam da imensa, brutal descarga hormonal que é despejada no corpo da mulher que faz uso dessa bomba chamada pílula do dia seguinte. E tem outra coisa: camisinha até pode proteger(em certa porcentagem) da gravidez indesejada mas eu pergunto se protege a alma, o coração. Pois o que eu mais vejo são meninas com o coração ferido por se sentirem usadas e descartadas. Ter um filho sozinha não é o mesmo que brincar de casinha... E vem o governo com esse papo furado.

Mas voltando à menina da minha estória eu disse a ela algo que diria a uma filha, se tivesse uma, e direi à minha sobrinha quando chegar a hora: só tem um jeito de não passar por isso de novo, de não engravidar e não desagradar a si mesma e a Deus: não dar. Não dê, minha filha, não dê antes do casamento. Busque um homem que saiba amar você e esperar o tempo certo. Quem ama espera, sim. Namoro é namoro, noivado é noivado e vida sexual é uma dádiva para ser desfrutada no casamento, quando ambos estão comprometidos um com o outro. Claro que eu não sou ingênua a ponto de não saber que casamentos fracassam, que canalhas também se casam e que tantas outras coisas podem dar errado mas o que é importante é tentar agir o mais acertadamente possível. Sei que esta opinião contraria um montão de gente e pouco me importa, eu sou assim e pronto.

Não quero doutrinar ninguém, só expor meu ponto de vista no meu blog. Até porque palavras, se não veem acompanhadas de postura na vida, não convencem ninguém. Digo isto pois recebo muitas críticas e nem publico a maioria pois acho que não vale a pena. Este blog é para fazer amigos e não criar desafetos.

Mas vivemos no mundo atualmente uma época estranha pois, ao mesmo tempo em que se vive uma era de liberdade como nunca se viu, paralelamente a essa pretensa liberdade se vive um período em que ser diferente é crime.

Quer saber como é ser um dalith sem ir à Índia? Seja cristão, católico ou não, diga aos seus amigos que é contra o aborto e o uso de camisinha, diga que sendo solteiro busca viver a castidade e sendo casado é fiel, que você vai ver o que é ser um intocável, um bicho estranho e ultrapassado. Conheço pessoas de todos os credos, com todos os pensamentos possíveis, e sempre procuro respeitar todos, sem excessão. Mas uma pessoa que se omite por medo de desagradar os outros não é verdadeiramente livre. Eu sou livre, e você?

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

15 comentários , comente também!

  1. Bom dia Elaine, gosto muito do seu blog e das coisas que vc escreve. Ter opiniões diferentes não importa, isso é até bom. Mas independente de qualquer coisa deve reinar o respeito pois cada tem direito de pensar e agir como quer. Eu sempre apoiei pessoas que defendem com unhas e dentes as coisas que verdadeiramente acreditam. Tenha um bom dia. Beijos

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  2. eu tenho conversado muito com uma pessoa sobre fatos que nos acontecem na vida. nós podemos olhar de várias formas. eu por ex penso qd ela diz que teve um filho, que eu não consegui ter um, portanto a vejo como alguém abençoada e não amaldiçoada. toda escolha tem uma consequencia, algumas boas, outras ruins. temos é que lidar com elas. mas ela poderia estar com dificuldade de namorar mesmo não tendo um filho. acho que dificulta um pouco namorar tendo um filho, ainda mais se é muito jovem. mas não impede. eu tenho um amigo que namorou na adolescência com uma moça que tinha um filho e eles se casaram. então tudo é relativo. o que eu tenho tentando é não fazer como essa moça, colocar algo que trouxe dificuldade a vida como algo que destrói a minha vida. acho que deve ser difícil transformar a dor, como aquelas pessoas em lugares de guerra que perdem a família toda, a casa toda, não tem pra onde se refugiar, aí é chorar só mesmo. e já vi gente sobreviver e superar. mas aí é mais difícil. agora, uma pedra ou outra que dificulta a vida, isso a gente supera. e acho que alguém que não gostar dessa moça só pq ela tem uma filha, é outro que não quer responsabilidades, só viver solto na vida. então é melhor mesmo ela ficar sozinha. e encontrar alguém que aceite um filho, há sim. é só estar atenta aos sinais. olhar para alguém que não percebemos e parar de olhar para pessoas fúteis e superficiais que querem mulher "sem complicações". esse é aquele que sempre nos abandona. beijos, pedrita

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  3. amiga, esqueci, no meu blog tb falam que meu assunto é limitador. como eu falo de muitos filmes, livros e teatro que ninguém vê, já tive reclamações tb. mas continuo com o meu blog do jeito que ele é. quem gosta da gente e do blog da gente, gosta por ele ser assim. há muitos blogs por aí, é só cada um procurar um que tem a ver com o perfil dele. continue como está, pq vc é assim e eu gosto de vc pq vc é assim. mesmo nós sendo diferentes em alguns momentos.

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  4. Pois foi assim que eu vivi, que creio e que ensino aos meus filhos. Se eles escolhem este caminho, é a opção de cada um, Mas eu deixo bem claro qual é a minha.

    Não sou tão radical quanto ao uso da camisinha, penso que depois de feita a escolha de "dar", é preciso responsabilidade. E vamos seguindo a vida, cada um cuidando da sua, né não?

    Beijoooo

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  5. Oi Elaine; gostaria de agradecer todo o seu carinho e apoio para comigo, essenciais a todos nos dia atuais.
    Concordo com a Pedrita quando fala a respeito dos blogs, e acredito que dê para "costurar" com o comentário da Bel,
    no sentido de que Deus nos deu o maior presente de todos que é o livre-arbítrio.

    Bom final de semana.
    abraços fraternos
    Marcos

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  6. Tema mt controverso né Elaine? é dificil viver em castidade porque o mundo empurra os jovens a fazer o contrário. Acho corretissimo seu ponto de vista e é o meu também, creio que as coisas deveriam ser assim, só nao podemos nos fazer de cegos a realidade a nossa volta. A meninada transa mesmo, com ou sem consentimento dos pais, e ja que isso é uma realidade, melhor que seja com seguranca. Camisinha protege, apesar de nao 100%, nao só de gravidez como de doencas venéreas.

    A idéia da pilula do dia seguinte pra mim é uma das piores invencoes do século! acho absurda a ideia de devassidao que ela carrega em si, "ahh deu foi?? agora é só usar a pilula!" e ai?? todo fim de semana vai tomar uma??? e depois? como fica tudo isso??

    admiro sua postura.

    queria tbm agradecer o seu toque e dica com as costuras, é uma ótima idéia :) obrigada

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  7. Olá, tudo bem? Concordo sobre muitos pontos do seu artigo... Até o presidente joga camisinhas por ai né... Eu acho um absurdo o que ocorreu.. Vivemos no lulismo... Bjs, Fabio www.fabiotv.zip.net

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  8. Olá, amiga!

    Adoro o seu blog e acho que escrever o que pensa traz mais pessoas para ler o seu blog, e não os afasta. Pq vc tem que escrever o que os outros querem ler se o blog é seu???

    Acredito que o mundo esteja muito violento. Digo "violento" em muitos sentidos: no trato com os outros, na palavra, na televisão... atacam a nossa sensibilidade até!

    Ontem, estava eu, meu pai e minha mãe sentados à mesa, jantando. De repente, passou uma vinheta do Fantástico, com aquele tosco do Zeca Camargo, dizendo: "Você faz sexo sem ter vontade?? A maioria responde que sim!". Elaine, eu não sabia onde colocar a minha cara!!! Meus pais se olharam, eu olhei pra eles, todos olharam pra Jade... que violência, Jesus! Estou jantando com meus pais! E o respeito???

    Tenho inúmeros exemplos, mas este foi o mais recente. Sobre a sexualidade, realmente este assunto é muito controverso, mas... somos formiguinhas diante deste imenso VESPEIRO.

    Beijos grandes!

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  9. Menina... se existisse o teletransporte, eu faria funcionar naquela hora, direto pra um quarto escuro e com um saco de papel na cabeça... Jesus, que vergonha!

    Beijos!

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  10. Elaine... eu concordo com vc... sei que a vida esta de perna p/ ar . Não existe respeito, o jovem não entende os valores e algumas mães acha lindo estar num mundo moderno.
    Ontem eu vi uma reportagem de um filho que morava na Argentina que simulou o proprio sequestro...e pediu 100.000,00 ao pai... ou seja, aonde vamos parar?
    Beijos,
    Lila

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  11. oi... mais um post sensacional... eu não sou um dalidh, sou uma muçulmana convertida e prezar pela modéstia e respeito no Brasil é ser excluída e muito sim....

    o Brasil tem liberdade só para os temas que as pessoas não querem ter peso na consciência, no que vem fácil e vai fácil...

    eu tenho um blog e algumas feministas já vieram me atacar, pois na minha religião a castidade e a modestia das pessoas é mto exaltada, tanto que as mulheres devem até se cobrir com véus (mas isso é uma explicação longa). E quem disse que posso usar véu no Brasil?

    E se eu falo sobre este tema q vc falou no post, é uma enxurrada de criticas, como estou velha, ultrapassada e radical....

    beijos

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  12. Bom, eu sou judia. Pelo judaísmo, a mãe vem em primeiro lugar em caso de risco, o aborto é permitido até um certo tempo - está numa das partes da Torah. Como o judaísmo é essencialmente dialógico, muita discussão há. Em pessoalmente acho muito bom o uso de preservativos por não aguento mais ver mulheres casadas doentes, com AIDS, Hepatite C e outros. Pq não adianta nada as meninas não darem, pq os meninos comem as outras, ficam doentes e passam pras esposas.

    Mas acho que quem é cristão deve viver dentro dos preceitos. Não deve fazer aborto, nem usar preservativo e ficar casto até o casamento. Só não acho que isso deva valer para todo Brasil, pois o Estado e laico e não vivemos numa teocracia, certo? ;-)

    Bjos

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  13. "Mas vivemos no mundo atualmente uma época estranha pois, ao mesmo tempo em que se vive uma era de liberdade como nunca se viu, paralelamente a essa pretensa liberdade se vive um período em que ser diferente é crime."

    Nossa, quanta sabedoria em uma frase só, Elaine. Muito interessante, isso que você disse é totalmente verdade...

    Beijos! :)

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  14. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  15. Eu nao acho que suas posições limitem nada! Por que ha gente de todo o jeito neste mundo. Tem gente liberal que me irrita, porque o seu posicionamento de "liberdade" geralmente é acidez contra quem pensa diferente!
    Eu não sou contra a camisinha, embora ja tenha pensado que todos deveriam ser castos. Hoje não penso mais assim (talvez pra me justificar, não sei), mas penso que a irresponsabilidade do sexo é algo a ser avaliada. Se a religião e a parapsicologia não dizem nada, então fique com a ideia de uma adolescente gravida. Sem maturidade, sem emprego, sem fomação....
    Ah o aborto! O aborto eu particularmente sou contra. Não é parte do corpo da mulher, é um ser independente que esá provisoriamente dentro do seu corpo.
    Mas pra quem acha viável, pergunte a uma mulher que aborta, o que ela sentiu? Pergunte se mesmo sendo aceito (nos Estados Unidos, é legal em alguns estados) ela ficou feliz e aliviada? E os riscos? Um aborto, mesmo expontâneo pode vir a trazer complicações.
    Então dos males o menor.
    Sabe, o que limita é a falta de diálogo, falta de trocarmos ideias que se complementam e aperfeiçoam. Vale pra familia, onde os filhos não sã educados

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