Pessoas que nos ensinam ou A arte de aprender a viver

em 15 de janeiro de 2009

Em um outro post eu falei que tenho uma irmã e que eu e ela somos bem parecidas.Acontece que essa semelhança é só física mesmo, sabe?

Vou contar uma estória que explica o que eu quero dizer:

Há cerca de cinco anos ela vivia com um rapaz que é pai dos dois filhos dela. Conheceram-se bem jovens, ela engravidou e eles foram morar juntos, ele desempregado, , sem móveis, literalmente "seu amor e uma cabana(nesse caso, alugada)". Nasceu a primeira filha, apenas ela trabalhando e o tempo passou.Quando a minha sobrinha tinha cerca de quatro meses a minha irmã, provando que raio cai sim duas vezes no mesmo lugar, descobriu que estava grávida novamente. Acontece que desta vez foi beemm diferente, brincar de casinha não era tão divertido assim e o pai da criança se recusou a aceitar o segundo filho, dizendo a famosa frase" ou ele ou eu".

Pausa para comentar:

Não é o cúmulo do absurdo isso? Como assim, não quero o filho? Ainda me ferve o sangue...

Fim da pausa.

Para resumir a história, minha irmã, graças a Deus, foi fiel ás suas convicções e não acrescentou mais esse erro à sua vida ficando firme no propósito de não abortar. E, claro, o pai se mandou de casa, deixando-a com uma bebezinha nos braços e um bebê na barriga. Será que você consegue ter idéia do que ela passou?Só não foi pior porque o marido(meu) ajudava no que podia, eu ajudava, chorava junto, tinha vontade de pegar ela no colo e muitas vezes fiz isso mesmo...Bem daí o nenê nasceu e adivinhe?primeiro menino-homem na família do pai, foi um rebuliço e o tal quis voltar. Sem dinheiro, sozinha, emocionalmente abalada e com medo de criar os filhos sem pai ela topou e foram morar com os pais dele. Mais uma vez o tempo passou e as brigas se tornaram ainda mais constantes e cortantes, com faca de pão mas cortantes!

Daí que ele se envolveu com outra mulher, minha irmã descobriu e não tendo água nas veias mas sim sangue italiano/espanhol pôs o danado fora de casa. E aí você pensa:" seus problemas acabaram!" e eu digo:"ahn...não!"Vida dura criar dois filhos sem pai e sem pensão porque ele só paga quando ameaçado judicialmente.

O tempo passou, ela se casou com outro homem, (um querido esse meu cunhado) e o pai das crianças ficou com a mulher com quem ele já estava. Só que a tal mulher já tinha quatro filhos de relacionamentos anteriores e hoje tem mais dois do meu ex-cunhado. Passam um aperto daqueles, as meio-irmãs dos meus sobrinhos muitas vezes sem ter o básico que filhos dele nunca tiveram e agora que a mãe delas está sem poder ficar com as duas mandou a de dois aninhos passar uns dias...com a minha irmã! Que acolheu a pequena com tanto amor e carinho que eu não acreditei...

É aqui que eu chego no ponto em que afirmo que nossa semelhança é só física: gente, vocês não têm idéia do que ela passou, a tal mulher chegou a bater na minha mãe numa briga, ela quase passou fome com meus sobrinhos enquanto eles dois faziam churrasco todo fim de semana e agora isso!

Quetionei ela e sabe o que eu tive como resposta?

"Laine, ela é só uma criança, não tem culpa de nada e é irmã dos meus filhos. O que eu puder fazer prá ela não sofrer como meus meninos sofreram, eu vou fazer."

Então, ela é ou não é uma pessoa de ouro? Digo isso para dizer o quanto ela é melhor que eu...

Até por que se fosse comigo...





Nesta foto aí : Ela e o marido, quase um ano de casados!

Alguém que escreve. Especialista em si mesma. Leitora que lê muito menos do que gostaria. Blogueira por paixão e profissão. Propriedade da Princesa e da Menininha, e de um cachorrinho muito levado chamado Bloguinho. Tentando viver. Sempre.

5 comentários , comente também!

  1. Eu acho que entendo ela... Já cansei de ser sacaneada, mas não é sempre que meu coração fica negro. Que Deus a preserve com esse coração bom. Ela só tem a ganhar.

    Beijos, querida.

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  2. Ah Elaine... Como vcs são parecidas mesmo, impressionante...

    Posso falar sem parar? rsrsr

    Sabe? Quando eu engravidei eu não era casada (nunca fui!) era um namoro novo, apenas 5 meses na época, quando descobr a gravidez namorávamos a seis meses.
    O pai do meu filho, era separado, e na época o filho mais novo tinha 5 meses apenas.
    A primeira coisa que ele fez, foi pedir que eu abortasse.

    A partir daquele momento, o conto de fadas, acabou!
    Esqueci? Deixei de sentir algo por ele? Não...

    Mas ele perdeu toda a minha admiração!

    Por que estou contando isso afinal?
    No início do namoro, eu conheci sua filha (a mais velha do casamento dele com quatro anos)adorei a menina, nos demos bem... A convivência, porém, foi breve... Ela é linda!

    Entendo o ponto de vista de sua irmã, a criança não tem culpa da covardia e irresponsabilidade do pai.. Até porque podia ser o contrário, assim eu penso...
    Meu filho não conhece os irmãos, não porque eu quisesse assim, adoraria que convivesse... E se um dia precisarem de mim, e eu tiver condições faria de bom grado...

    Ah, e quando "demos um tempo" para ele digerir a gravidez... Ele acabou indo pra cama com a ex... Hoje me pergunto: Será que parou um dia? rs...
    Mas não consigo ter raiva dela, e sim uma revolta, mas com ele em relação aos filhos...


    Beijos querida...

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  3. Ah, rsrsr meu filho é a cara da irmãzinha dele...

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  4. Lindo o copração da sua irmã. Espero um dia ser capaz de tamanho gesto de grandeza e amor.

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