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Blogueirices: a Avareza

no dia 25 de fevereiro de 2015

Quando eu era bem menina o ator Ary Fontoura imortalizou na televisão o arquétipo do avarento. Era a novela Amor com amor se paga e o personagem Nonô Correa era o mais completo avarento que se pode imaginar. Daqueles que escondem comida, negam água às visitas, e esconde bem escondido tudo o que considera seu.

Você talvez nunca tenha reparado, mas existe um tipo de blogueiro que bem poderia ser chamado de blogueiro-nonô-correa...
Vou descrever:
O blogueiro nonô-correa nunca linka ninguém porque ele tem medo que os SEUS leitores se encantem por outro blog e desapareçam do seu; ele jamais divulga algum post bom que tenha visto porque isso significa dividir audiência.
E dividir é coisa que não lhe pertence...

Quando o blogueiro nonô-correa aprende algo para seu blog ele jamais conta onde aprendeu porque não quer que mais ninguém tenha o que ele tem.
O blogueiro nonô-correa não conta onde aprendeu algum recurso, e faz pior: ele aprende nos blogs que ensinam, mas jamais deixa um comentário agradecendo, dizendo que deu certo.
Se, ao contrário, ele tenta e não consegue aí sim, ele faz um comentário pra deixar clara sua irritação: "Não deu certo".
Mesmo que tenha dado certo em 10 outros tutoriais... agradecer não lhe pertence também...

O blogueiro nonô-correa nunca ajuda ninguém; quando pedem alguma ajuda ele manda ir procurar no Google. Mas ele, sempre que precisa, sabe exatamente para quem pedir pois está acostumado a receber e nunca dar...
E não é só pedir, é exigir!
"Se não quer explicar (mil vezes, se ele assim desejar, e rápido que eu tenho pressa) então não tenha blog..."

Se por acaso alguma vez o blogueiro nonô-correa der algo para alguém (seja um link, seja uma dica, seja uma divulgação) ele vai eternamente achar que a pessoa está em débito com ele.
Pode passar o tempo mas ele, o blogueiro avarento, sempre vai esperar mais e mais retribuição... e fazer #mimimi se achar que não está tendo o que merece.

O blogueiro avarento não interage.
Ele não curte, nem muito menos compartilha. Divulgar os outros? Não... ele não gasta seu precioso tempo com isso...
Ele não comenta nos posts que lê porque tem medo que seus comentários ajudem demais outros blogs.
"Depois todo mundo tem um monte de leitor e eu fico sem..."

O blogueiro avarento não responde quando perguntam sobre as parcerias que fecha para o blog porque tem para si que o mundo é uma concorrência.
O blogueiro nonô-correa vai terminar sozinho, cedo ou tarde, isolado em sua própria casca.
Mas sempre sem curtir, comentar ou compartilhar porque (acredita ele) isso é ruim para seu blog.
Seu lema?
"Farinha pouca? Meu blog pirão primeiro..."


Inteligência, o oposto da avareza

Mas existe no mundo dos blogs aquele tipo de blogueiro que é o oposto do blogueiro nonô-correa!
Sim, o blogueiro generoso, inteligente, que sabe que nessa imensa rede virtual só sobrevive (e cresce) quem está integrado de fato à rede, quem entende que para receber é preciso dar.
E dar com boa vontade, dar com gosto, dar bem dado!
Não pense sacanagem, estou me referindo às curtidas, aos comentários, aos compartilhamentos, às indicações.

Pare e pense comigo: quem você gosta mais de ler, de seguir e de ajudar a divulgar?
Aquele blogueiro distante, inatingível, egoísta e avarento, que jamais abre nada para ninguém, ou aquele que divulga as coisas boas, que gosta de ver todo mundo crescer junto?

E pense nos blogs que você mais admira: são feitos por blogueiros generosos ou por blogueiros avarentos?
Em qual categoria você quer estar?

Acredite, o mundo virtual muda muito rapidamente, e só vai sobreviver (que dirá crescer) aquele blogueiro que entende que a rede só se fortalece quando todos compartilham, dividem, e consequentemente, multiplicam.
Não é?


Este é o 2º post de uma série que vou fazer chamada Blogueirices.
Serão coisas que penso, que sinto, experiências que quero compartilhar e que se encaixam perfeitamente na vida cheia de blogueirices que a gente vive.
Veja o 1º post aqui:
Série Blogueirices: a Preguiça

Para não perder nenhum post da série (que ainda não sei qual tamanho terá e nem qual periodicidade) você pode:

→ Seguir o blog via gadget Seguidores: basta clicar em Participar deste site ali na lateral do blog e concluir o processo;

→ Pode curtir nossa fanpage: todos os posts têm seu link enviados pra lá no momento em que são postados. Basta clicar em Curtir!


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Digite seu endereço de email:


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Compartilha o post?
Hein?
Diz que sim... é só um clique...

http://www.tupperwarecia.com.br/

Como personalizar o menu de páginas do Blogger?

no dia 24 de fevereiro de 2015

personalizar o menu nativo do blogger

Todos os templates do Designer de Modelo do Blogger possuem em sua configuração um menu simples, de links ou de páginas.
Esse menu é assim, veja no print de um dos modelos Travel:


O menu funciona mas é bem simples.
Então hoje vou ensinar 2 personalizações diferentes, que funcionam em todos os modelos do Design de Modelo, menos os de Visualização dinâmica.
Vamos aprender?

Antes de mais nada edite a navbar do blog escolhendo a opção Desativado.
Vá em Layout/Navbar e faça a alteração.

Depois você precisa ter o menu instalado em seu blog.
Para isso clique em Layout, e a seguir clique em Adicionar um gadget.
Escolha a opção Páginas.
Caso você tenha páginas já criadas em seu blog elas aparecerão ao escolher essa opção de gadget.

E recentemente o Blogger adicionou uma nova funcionalidade ao gadget Páginas, que é a possibilidade de incluir nele links externos, não somente as páginas estáticas.
Veja o print:



Então dá pra ter um menu legal apenas personalizando o que já existe no blog, não é incrível?

Personalizar o menu de páginas do Blogger - Modelo acima do cabeçalho


Depois de personalizado o menu original ficará assim, no topo acima do cabeçalho, com o texto centralizado:


Vá ao seu painel do blog e clique em Modelo.
A seguir clique em Editar HTML e dentro da caixa de código tecle Ctrl+F.
Na barra de busca que expandir digite /* Tabs e tecle Enter para localizar.
Substitua tudo o que estiver contido nessa classe, entre /* Tabs e  /* Headings por este código:

Copiar o código do 1º modelo


Veja o print:

Depois de substituir salve as alterações.
Se tudo deu certo o seu menu estará agora acima do cabeçalho, no topo, ocupando 100% da largura do blog e com o texto centralizado.
Para alterar cores e fontes vá ao seu painel, clique em Modelo/Personalizar e a seguir na opção Avançado selecione trabalhar a opção Plano de fundo das guias e Texto das guias.

Importante:
Como você vê ele ficará no topo, acima do cabeçalho, mas não ficará fixo, ok? Ele rolará com a página.
Se desejar um menu fixo no topo do blog leia este tutorial:
Menu horizontal fixo no topo do blog com ícones de redes sociais

Personalizar o menu de páginas do Blogger - Modelo com abas separadas e com efeito


A segunda personalização que quero ensinar deixa o menu com as abas separadas, e tem efeito ao passar o mouse.
Assim:

Para ter essa versão proceda exatamente como expliquei em relação ao outro modelo.
Mas na hora de substituir o código no template use este:

Copiar o código do 2º modelo

Pode visualizar se desejar, e se estiver ok salve as alterações.
Cores e fontes você muda como expliquei em relação ao modelo anterior.

Dicas extras:
  • Faça sempre essas experiências em um blog de testes e só faça em seu blog depois de dominar completamente;
  • Caso seu blog use um template modificado esse tutorial não se aplica;
  • Caso você já tenha feito alterações no código original do menu do Blogger precisará substituir as alterações antigas pelas novas;
  • Esse tutorial só funciona para o menu nativo do Blogger;
  • Aqui tem um monte de menus que já ensinei caso prefira um mais elaborado.


Caso você queira ter em seu blog mas não consiga sozinho ou não tenha tempo e paciência para fazer entre em contato comigo e combinamos o valor, eu deixo prontinho em seu blog por um preço super acessível!

Gostou?
Que tal compartilhar o tutorial, ou curtir... ou recomendar no G+...

Das decepções, que sofremos e que causamos...

no dia 22 de fevereiro de 2015

Há mais ou menos uns 15 dias minha afilhada Ana Laura convidou uma amiga de muito tempo (naquela medição de tempo que a gente faz quando tem 15 anos, sabe?) pra dormir na casa dela.
Não era a primeira vez, a garota sempre frequentou a casa da minha irmã, ela e Ana Laura eram amigas desde sempre.
Pois bem...

Ela passou a noite, foi embora na manhã seguinte pois minha afilhada ia trabalhar de babá do filho de uma prima.
Num determinado ponto do dia Ana Laura deu falta de um perfume caro e muito estimado, que ela havia ganho de presente de aniversário em janeiro.
Mexe daqui, remexe dali, procura, colocaram até Luís Otávio pra interrogatório, e nada, o tal perfume havia sumido.

Como a única pessoa de fora que havia estado no quarto da Ana Laura era a amiguinha, minha irmã resolveu ligar pra ela, pra perguntar se ela tinha visto, de repente...
A mãe da garota atendeu, e assim, à queima-roupa, respondeu que sim, a filha havia chegado em casa com um perfume, mas disse que uma tia havia dado pra ela.
Minha irmã então relatou o caso, possessa porque descobriu que havia sido roubo mesmo.
A mãe da tal menina disse que ia apurar e ligaria em seguida.
Não ligou, claro.

Depois de muito tentar minha irmã conseguiu falar de novo com ela, que negou tudo, inclusive que havia visto algum perfume com a filha.
Para resumir: ela, a mãe, encobriu o roubo, e o perfume jamais foi devolvido.
Ana Laura ficou arrasada. Foi-se o perfume novo, foi-se a amiga de anos, foi-se um pouco da inocência...

Na noite de domingo, no auge do bafafá, eu a vi.
Estava abatida, rostinho cansado, até olheiras tinha... me deu uma pena, sabe?
Não pelo perfume em si, mas porque ela experimentou algo muito dolorido: a decepção causada por alguém que a gente gosta e confia.
Perder um amigo assim, e sem chance de volta, é muito dolorido.

Minha irmã disse que era bom, que assim ela aprendia a não confiar tanto nas pessoas, a não levar gente pra dentro de casa, etc... conversa de mãe, conhece?
Eu penso o contrário...
Penso que Ana Laura não está errada em confiar. A gente, quando se afeiçoa à uma pessoa, quando a coloca no roll dos amigos, precisa confiar. Sem confiança não há amizade real. Nem amor, nem afeto.

Mas sei também, depois de tanta experiência de vida, tendo sofrido algumas decepções e tendo causado algumas outras (porque a gente também erra com os outros, e isso também dói...) que medir os outros por nós mesmos nem sempre é sensato...
Sei que confiar abertamente é arriscado e que quase nunca acaba bem... as pessoas falham com a gente, e nós, por outro lado, algumas vezes também falhamos com as pessoas...
Triste mundo esse nosso em que a gente tem que confiar, desconfiando...

É dolorido porque esse episódio vai deixar marcas, e como eu disse, roubou um pouco da inocência dela. É inevitável que ela passe a desconfiar das pessoas agora. Ela é tão jovem, gostaria que demorasse mais tempo pra ela ter essas decepções...

Depois de tudo, conversando com ela, ela me disse algo que me fez pensar no que é a amizade.
Ela me disse que não ficou arrasada porque a menina roubou, embora saiba que é errado, mas ficou arrasada porque a menina roubou dela, Ana Laura.
Ela me disse assim:
"Madrinha, se ela tivesse roubado de outra pessoa eu ia ficar do lado dela, não ia deixar as pessoas xingarem ela,  ia fazer ela devolver, se precisasse eu ia lá e devolvia por ela. Eu fiquei com raiva porque ela roubou de mim..."
Meu coração partiu, sabe?

Infelizmente não há o que fazer em casos assim.
Minha irmã falou, gritou, ameaçou, mas a mãe da menina simplesmente não a atende, e nega tudo, mesmo tendo dito no começo que viu o perfume nas mãos da filha... depois se desdisse na maior cara de pau...
Mãos atadas, e isso deixou minha irmã ainda com mais raiva...

E fiquei pensando na mãe da tal garota.
Fiquei pensando se fosse comigo, se fosse uma filha minha a ladra. Como eu agiria?
Certamente não faria o que ela fez, mas por outro lado, como admitir o roubo? Como agir? Entregar a filha? Protegê-la?
Francamente, eu não sei...

O que você faria?
Tanto se a filha roubada fosse a sua, quanto se a menina que furtou fosse a sua filha.
O que fazer?
Complicado, né?